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Carla Pimentel: combate à crentofobia.
Carla Pimentel: combate à crentofobia.| Foto:
Antonio More/Gazeta do Povo

Carla Pimentel: combate à crentofobia.

A vereadora Carla Pimentel (PSC), de Curitiba, diz que seu trabalho está sendo vítima de uma “crentofobia”. Uma das mais ativas integrantes da recém-criada bancada evangélica, Carla apresentou nos últimos dias um projeto para agraciar quem ajudar a Igreja Evangélica na cidade. Questionada, diz que não há violação do Estado laico e lembra que já se faz o mesmo para os católicos.

A sra. apresentou projeto para criar um prêmio na Câmara para quem prestar serviços à Igreja Evangélica. Por quê?

Já existe o mesmo para os católicos, e não vejo por que não ocupar esse espaço. Queremos democracia.

Os prêmios não violam o Estado laico?

Existe uma grande distorção, as pessoas pensam que é um estado ateu. Quando falamos no Estado laico, não podemos entrar numa “crentofobia”. O Brasil é um país majoritariamente cristão. Muito da minha atuação é vítima deste preconceito.

A sra. acredita que a rejeição a seu projeto de homenagem ao Pastor Silas Malafaia se deveu à tal “crentofobia”?

Com certeza, até mesmo porque houve argumentos que diziam que ele não podia, mas nenhum se constatou de fato. O que nós pretendemos é representar essa cultura de respeito e de paz, e o pastor Malafaia era um ícone para isso.

A sr.a vai reapresentar a proposta de homenagem?

Estamos ainda conversando. Já passou um ano, teria que começar do zero.

A sra. fala da necessidade de diálogo, mas em duas oportunidades os vereadores evangélicos abandonaram a sessão enquanto militantes dos direitos dos homossexuais usavam a tribuna. Isso não rompe com o diálogo?

Nas duas vezes eu fiquei. Na primeira vez fiquei sozinha, dessa vez houve mais gente. Acredito que o diálogo tem que ser nas duas partes. Os dois lados cedendo a gente consegue o diálogo.

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