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Caso vença a eleição para presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL) vai trabalhar no Congresso (e terá maioria para isso) para aumentar o mandato para seis anos. Por isso ele crava ser contra a reeleição. A ideia é bem vista nos meios político e empresarial. Porque acaba com reeleição e une no mesmo ano os pleitos municipais, estaduais e nacional.
A mudança traria uma boa economia, e menos desgaste político, menos politização judicial. Mas, uma vez na poltrona, a história pode ser outra. Ontem, ele já começou a citar que tudo vai depender do Congresso Nacional. A conferir.
Ilusão eleitoral
Veja o desespero do governo Lula para mais votos, até num estado com poucos eleitores. Na véspera da eleição do 1º turno, a Petrobras soltou para todo o Brasil que achou petróleo no Amapá. A empresa já sabe há um ano, mas é praxe segurar para momentos específicos para o mercado. Não bastasse isso, a presidente da petroleira, Magda Chambriard, soltou no megafone como isso é bom para o Amapá. Ação eleitoreira.
Deu tudo errado!
O ministro do STF Flávio Dino segurou no cargo-tampão o desembargador Ricardo Couto, o que conotou plano para ALERJ não eleger Douglas Ruas (PL). Eduardo Paes (PSD) se acomodou com pesquisas apontando sua vitória. Numa vendeta discreta, a grande maioria dos deputados da ALERJ fizeram campanha no interior por Ruas. Perderam Paes, Lula e Couto – este, se um dia sonhou, não vai para o STF caso Flávio seja eleito.
Recado das urnas
Ao estilo do poder em Brasília, um emissário do bolsonarismo mandou o recado a dois expoentes do Supremo Tribunal Federal. Haverá forte reforma do Judiciário via Congresso. “Os poderes deles serão reduzidos a 30% do que são hoje”, diz um cacique. E é bom aceitarem. Ou topam o acordo, ou serão tratorados. É o recado das urnas.
O fim de Moraes
Neste cenário, não haverá saída para Alexandre de Moraes. Ou ele deixa a poltrona no Supremo como saída honrosa no 1º semestre, ou será alvo de impeachment, caso Flávio seja eleito. Lula também já sinalizou que abandonou o ministro. O PL e aliados no Senado já têm 49 senadores para isso. Faltam cinco para a maioria necessária – e a tinta da caneta vai chiar no papel para alcançar a maioria, se Flávio for o presidente.
El niño
Nove ações para a prevenção e redução dos impactos das chuvas intensas associadas ao El Niño foram selecionadas pela Teia de Soluções, da Fundação Grupo Boticário, em parceria com o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o RegeneraRS. Ao todo, são sete projetos no Rio Grande do Sul, um em Santa Catarina e um em São Paulo. São R$ 4,2 milhões em recursos a serem divididos entre eles.
Ponto final
Pesquisa eleitoral só serve para confundir. A maioria dos institutos errou feio no 1º turno.
Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




