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Pesquisas não detalham cidades onde sondagens são realizadas

Imagem ilustrativa de pesquisa eleitoral com Lula e Flávio Bolsonaro
Pesquisa Quaest aponta empate entre Flávio Bolsonaro e Lula no cenário espontâneo. (Foto: Imagem criada utilizando o ChatGPT a partir das fotos de Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado)

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Desde o 1º turno, os maiores institutos de pesquisa do Brasil não divulgam de imediato no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) o detalhamento das sondagens por municípios/estados onde são feitas as entrevistas – e também não disponibilizam a lista de cidades onde pesquisadores coletaram dados.

Trata-se de uma informação fundamental para entender perfis de eleitores, regiões abordadas e compreender números como a pesquisa Quaest de ontem (registro no TSE BR-08535/2026), na qual Flávio Bolsonaro (PL) tem apenas um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Lula da Silva. Nas eleições passadas, esta informação era publicizada no TSE tão logo a pesquisa era divulgada na mídia. A da Quaest, de ontem, apareceu no link do TSE com este aviso: “Pesquisa não possui arquivo de bairros/municípios” – a exemplo de outras dezenas de outros institutos.

Questionada se poderia enviar à Coluna a lista de cidades visitadas, a assessoria da Quaest informou que estes dados só poderão ser demandados junto ao TSE, e emendou apontando o tribunal como dificultador: “No segundo turno, o TSE implementou mudanças no sistema, passando a exigir a complementação de diversas informações e alterando tanto os prazos quanto a forma de disponibilização desses dados ao público. Como essas definições são de responsabilidade do próprio Tribunal, não temos como antecipar quando as informações estarão disponíveis”.

Lula vai ao mercado

Uma ala poderosa do staff eleitoral do PT, que faz a ponte com o mercado, enviou sinais de paz para fundos de investidores estrangeiros e pretende reunir o presidente Lula da Silva com investidores e grandes empresários, novamente, em São Paulo ou Brasília até sábado. A intenção é tranquilizar o mercado sobre as contas públicas num eventual 4º mandato do petista, a despeito dos bilhões de reais a mais de gastos previstos para 2027.

Ministros

Caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito presidente no domingo, Ronaldo Caiado será nomeado ministro da Justiça, e o coronel da PM-SP Guilherme Derrite será o ministro da Segurança Pública. Um acordo que passa também por promover a senador o 1º suplente de Derrite, eleito dia 4: o advogado Vicente Santini (Rep), ex-assessor especial do governo de São Paulo e da Casa Civil do governo Jair Bolsonaro.

Verdinha$

Há um barril de pólvora cheio e aterrado nas terras do Cerrado do Planalto Central, prestes a ser descoberto: como a Terracap, estatal do governo do DF, tem sido uma mãe generosa em lotes verdinhos para empreiteiros e redes de atacadões.

Bug.gov

Lançado com pompas pelo governo há anos, o aplicativo e-gov é um pacote de problemas online. Há um mês o Ministério da Gestão e Inovação bate-cabeça e não consegue resolver um bug que deixa indisponível para milhões de brasileiros o serviço de assinatura digital acessado pelo smartphone. E eles sabem tudo da sua vida.

PUC-Rio & Nobel

Pesquisa desenvolvida na PUC-Rio tem conexão com os estudos que levaram Francis Halzen ao Nobel de Física de 2026. Professor da universidade, Arman Esmaili publicou dois artigos com o cientista a partir de dados do IceCube, observatório instalado no Polo Sul para detectar neutrinos de altíssimas energias. Esmaili apresentará o projeto para desvendar fenômenos cósmicos hoje na sede da PUC-Rio, às 17h.

Conteúdo editado por: Jocelaine Santos

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