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Bolsonaro diz que não estupra ex-ministra porque ela não merece
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J. Freitas/ Agência Senado

O deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) acaba de ofender em plenário a colega de Câmara e ex-ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário (PT-RS). Logo após um discurso da petista sobre a Comissão da Verdade, que investiga crimes cometidos durante a ditadura militar, Bolsonaro (que é militar) sucedeu a parlamentar na tribuna.

Como ela não quis permanecer para ouvir o que ele diria, o deputado protestou:

“Não saia, não, Maria do Rosário, fique aí. Fique aí, Maria do Rosário. Há poucos dias você me chamou de estuprador no Salão Verde e eu falei que eu não a estuprava porque você não merece. Fique aqui para ouvir.”

Na sequência, Bolsonaro deu sua visão sobre o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado amanhã.

“Vamos aproveitar e falar um pouquinho sobre o Dia Internacional dos Direitos Humanos. No Brasil, é o dia internacional da vagabundagem. Os direitos humanos no Brasil só defendem bandidos, estupradores, marginais, sequestradores e até corruptos. O Dia Internacional dos Direitos Humanos no Brasil serve para isso. E isso está na boca do povo nas ruas.”

Foi mais além, mirando especialmente na presidente Dilma Rousseff.

“A Maria do Rosário saiu daqui agora correndo. Por que não falou da sua chefe, Dilma Rousseff, cujo primeiro marido sequestrou um avião e foi para Cuba e participou da execução do major alemão? O segundo marido confessou publicamente que expropriava bancos, roubava bancos, pegava armas em quarteis e assaltava caminhões de carga na Baixada Fluminense. Por que não fala isso?

“Maria do Rosário, por que não falou sobre o sequestro, tortura e execução do Prefeito Celso Daniel, do PT? Nunca ninguém falou nada sobre isso aqui, e estão tão preocupados com os direitos humanos… Vá catar coquinho! Mentirosa, deslavada e covarde.”

Logo depois do episódio, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), repreendeu a atitude de Bolsonaro. Dificilmente, contudo, ele deve sofrer algum tipo de punição.

Antes, no discurso, Maria do Rosário chamou a ditadura de “vergonha absoluta”.

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