

Cartão por todos os lados: quem gasta seu próprio dinheiro sabe o risco que corre. Já quem usa dinheiro público…
Uma comissão criada para “racionalizar” os gastos com benefícios dos parlamentares se reúne daqui a pouco em Brasília. O encontro discutirá a adoção do cartão corporativo para unificar e dar transparência ao pagamento dos auxílios mensais dos deputados, como o auxílio-moradia (R$ 3 mil), a verba indenizatória (R$ 15 mil) e as cotas postal e telefônica (entre R$ 4,3 mil e R$ 5,5 mil).
E quem pensa em cartão corporativo, logo associa a ferramenta à mamata no gasto do dinheiro público, na compra em free-shop da ex-ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, na tapioca do ministro dos Esportes, Orlando Silva.
Será que deveria? Não. O cartão corporativo deixa os mesmos rastros que o cartão de crédito que você, leitor, tem na carteira. Isso é bom. Se o servidor público ou representante eleito não tem problemas com as pegadas que deixou para trás, não tem o que temer.
Em resumo: cartão corporativo é solução. O problema é o descontrole da mão que digita a senha para utilizá-lo.







