Arthur Weintraub, ex-assessor especial da presidência da República, não perdeu tempo. Tão logo seu nome começou a ser apontado por alguns senadores da CPI da Covid como sendo o chefe de um suposto "gabinete paralelo" do Ministério da Saúde, veio a público esclarecer que fazer assessoria não é ditar regras à revelia de outros órgãos.
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No fim de semana, Arthur Weintraub, hoje secretário de Segurança Multidimensional da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington (EUA), fez duas lives no YouTube com seu irmão, Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação.
Nesta entrevista, ele traz mais detalhes sobre seu currículo, motivo pelo qual foi escolhido para a assessoria direta do presidente Bolsonaro e, depois, já durante a pandemia, o colocou no rastro das principais pesquisas que eram divulgadas no mundo sobre possíveis tratamentos para Covid-19.
Currículo de Arthur Weintraub
Arthur Weintraub é formado em Direito, mestre e doutor em Direito Previdenciário, foi professor convidado em Harvard, entre outras instituições de ensino superior. Tem vários livros publicados sobre o tema em que se especializou e o farto conhecimento da matéria foi o que o colocou na equipe que ajudou a elaborar a reforma da Previdência do governo Bolsonaro, aprovada em 2019.
O advogado também é pós-doutorado em neurologia e neurociência e seu currículo na plataforma Lattes indica a publicação de diversos artigos em revistas científicas. Graças a esse conhecimento ofereceu-se para ler os estudos que vinham sendo feitos por pesquisadores do mundo inteiro antes mesmo de a pandemia chegar ao Brasil.
Foi assim que descobriu os primeiros resultados com o uso do medicmaento antimalárico cloroquina e hidroxicloroquina e, mais tarde, sobre outros remédios que vinham sendo testados em doentes de Covid.
Além de elaborar resumos para apresentar ao presidente, Arthur Weintaub conta que enquanto trabalhou como assessor especial da presidência da República, até agosto de 2020, também fez contato com médicos-pesquisadores do Brasil e do exterior para buscar mais informações que pudessem ajudar o governo a tomar iniciativas para amenizar os impactos da doença sobre os brasileiros.
Mais detalhes clicando no play do vídeo no topo da página.

Cristina Graeml é jornalista formada pela UFPR (1992). Trabalhou como repórter de TV por 26 anos, fazendo coberturas nacionais e internacionais. Em 2010 fez parte da equipe que ganhou o Prêmio Esso e o Prêmio Tim Lopes de Jornalismo Investigativo, entre outros, pela série Diários Secretos da Assembleia Legislativa do Paraná. Está na Gazeta do Povo desde 2018. **Os textos da colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.




