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No último domingo (4) a editoria Vida e Cidadania da Gazeta do Povo publicou uma reportagem exclusiva acerca do fatídico estudo de Manaus com cloroquina em pacientes supostamente graves de Covid-19, que resultou na tragédia de 22 mortes e na demonização do uso do remédio em qualquer fase da doença.

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Surpreendentemente as revelações feitas pelo repórter David Ágape, após minucioso trabalho de investigação, não tiveram a repercussão que mereciam. Era de se esperar que toda a imprensa repercutisse o que parentes de pacientes revelaram ao jornalista, dado o estardalhaço com que foi noticiado o fracasso do estudo de Manaus após as mortes de parte considerável dos pacientes que participaram do experimento.

Quem não lembra do destaque dado até por jornais estrangeiros sobre os pesquisadores que teriam "comprovado" que a cloroquina não apenas era ineficaz para tratar doentes de Covid, como podia matar o paciente, como acabou ocorrendo com 22 das pessoas que participaram do estudo?

Desta vez a reportagem foi comentada apenas pela Revista Oeste; pelo site Poder360, pela rádio Jovem Pan, no programa Pingos nos Is; pelos colunistas da Gazeta do Povo Alexandre Garcia e Rodrigo Constantino, em artigos e em seus canais no YouTube e por mim, na estreia do programa Hora do Strike, na segunda (5).

Detalhes sobre o estudo de Manaus

Por conta da importância do tema e da gravidade do que foi relatado por parentes de dois dos pacientes que morreram, decidi convidar o repórter David Ágape para uma conversa sobre o que ele descobriu acerca desse estudo de Manaus.

No bate-papo em vídeo, que você pode acessar clicando no play da imagem no topo da página, o jornalista revela o que foi relatado por esposa, filho e cunhada de um músico de 43 anos, sem comorbidades, que contraiu Covid e foi internado, e de um agricultor de 55, internado para tratar tuberculose. Ambos foram incluídos no estudo e faleceram dias depois.

David Ágape também conta como estão as investigações do Ministério Público acerca desse caso, o que disseram (ou deixaram de dizer) o médico responsável pela pesquisa e a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep) - órgão do Conselho Nacional de Saúde que autoriza a realização de estudos envolvendo seres humanos.

E fala também sobre jornalismo investigativo e os próximos passos dessa mesma investigação que originou a reportagem.

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