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Entrevista com a estudante de Direito Karen Marins, uma ex-feminista, criadora do perfil Manas e Manos nas redes sociais, em que defende vítimas reais de violência e rebate falsas denúncias feitas por mulheres apenas para denegrir a imagem de homens com quem se relacionaram, o famoso assassinato de reputação.

Karen, que é uma entre milhares de vítimas reais, porque sofreu violência sexual na infância. Ela seguia a cartilha feminista até se deparar com a necessidade de desmascarar uma farsa em que se viu envolvida: o caso do "estupro culposo" da catarinense Mariana Ferreira, ou Mari Ferrer, como ficou conhecida.

Falso "estupro culposo"

A denúncia de Mariana Ferreira contra um empresário que a teria dopado antes de cometer abuso sexual não se sustentou na Justiça. O réu foi absolvido por falta de provas, mas ele, o juiz e o promotor do caso foram condenados pelo "tribunal da internet" depois que a própria Mariana divulgou no Instagram partes do processo, que corria em segredo de Justiça justamente para protegê-la.

Uma jornalista do site The Inetrcept publicou a versão de Mariana inventando o termo "estupro culposo" para ironizar a decisão judicial e divulgando um trecho do vídeo da audiência com imagens manipuladas, dando a entender que houve um complô machista do Judiciário para absolver o réu.

O conteúdo provocou comoção, viralizou nas redes sociais e gerou uma onda de ódio e "cancelamentos" contra qualquer um que ousasse questionar as informações.

A própria Gazeta do Povo sofreu ataques da milícia digital Sleeping Giants, que fez pressão para os anunciantes romperem contratos de publicidade com o jornal, apenas por ter defendido a liberdade de expressão e mantido em seus quadros um colunista que levantou suspeitas sobre a história.

Semanas depois o site foi obrigado pela Justiça a se retratar e informar aos leitores que o termo "estupro culposo" não constava do processo, que o empresário tinha sido absolvido por falta de provas de que o ato sexual não foi consentido e informar também que as imagens da audiência tinham sido editadas para fazer parecer que juiz e promotor se calaram quanto a abusos cometidos pelo advogado do réu.

Karen Matrins trabalhava no restaurante em Florianópolis (SC) onde Mariana Ferrer diz ter procurado socorro após ser dopada e estuprada. Questionou, nas redes sociais, por que Mariana não divulgou as imagens dessa busca por socorro (que existiam e podiam depor contra ela). Acabou virando testemunha no processo, convocada pelo advogado do réu.

A suposta vítima de estupro acabou processando também a testemunha, fazendo acusações pesadas contra Karen, num processo que ainda está em andamento. A Gazeta do Povo contou a hsitória em detalhes que você pode conhecer aqui ou clicando no link abaixo.

Caso Laura Orlandi

Recentemente o perfil Manas e Manos conseguiu frear uma campanha difamatória parecida, que prometia tomar os mesmos rumos de comoção na internet do caso Mari Ferrer, arrebatando a solidariedade de pessoas incautas, que não checam as informações antes de compartilhar.

No caso #JustiçaPorLauraOrlandi a mãe da menina Laura, de 2 anos, tentava tirar do pai a guarda da filha, acusando-o de permitir que o enteado, filho de sua atual esposa, abusasse da menina (sem revelar que o suposto assediador é um garotinho de 5 anos).

Karen Marins e uma colega advogada, que virou parceira no trabalho do perfil Manas e Manos (outra ex-feminsita e ex-esquerdista), descobriram que a mãe de Laura já tem outro filho, de outro homem, com quem também não se casou. E perdeu a guarda de Laura depois de denunciada ao Conselho Tutelar pelos próprios vizinhos por fazer "programa" no apartamento, com os bebês em casa.

Ex-feminista em favor de vítimas reais

Nesta entrevista Karen Marins comenta os casos citados acima, mas fala principalmente das convicções que a levaram a abandonar o feminismo e criar perfis nas redes sociais para desmascarar o vitimismo e as falsas denúncias feitas por algumas mulheres.

Fala também de como tem sido sua atuação na internet para frear narrativas plantadas por supostas vítimas e retroalimentadas por feministas inconsequentes e adeptas do ataque gratuito a homens ou à "cultura do patriarcado".

O caso de Laura Orlandi já não teve a repercussão do anterior, muito por obra do trabalho feito pela dupla de amigas do perfil Manas e Manos. Desta vez a imprensa não embarcou na onda do "tribunal da internet", porque a denúncia do suposto abuso sexual contra a menina foi desmascarada logo no início.

Formada em moda, mas atualmente estudando Direito, a idealizadora do Manas e Manos conta como pretende ampliar a luta que começou pequena, nas redes sociais, mas já despertou muitos esclarecimentos (apesar de atrair também o ódio das feministas e de esquerdistas mais radicais).

"Estou fazendo Direito para defender não só mulheres vítimas [reais], mas também pessoas que passam por falsas acusações."

Karen Matias ex-feminista, criadora do perfil Manas e Manos
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