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Seria George Soros a mão oculta por trás de Biden?
Seria George Soros a mão oculta por trás de Biden?| Foto: Nikkei/AP

Hoje está ficando cada dia mais claro que o Ocidente não tem interesse que o conflito na Europa se encerre logo. Veja um exemplo. Recentemente, uma apresentadora perguntou para o secretário de Estado americano se ele não via problema no fato de os poloneses ofertarem aviões para Kiev. Ela questionou se isso não poderia colocar a OTAN em rota direta de colisão com Moscou, o que poderia levar o mundo a uma crise nuclear. Para surpresa de todos, ele respondeu: “Não vejo problema nenhum. Estamos inclusive dando sinal verde para isso, e encorajando. Queremos até recompensar os poloneses por isso, porque eles estão renunciando às suas aeronaves e as entregando à Ucrânia. Desejamos até mesmo oferecer uma compensação para eles”. Conclusão: estamos caminhando para um acirramento do conflito.

Nesta altura, fica evidente que os americanos enxergaram alguma vantagem no prolongamento da guerra. Eles conduziram Kiev ao conflito quando os incentivaram a ingressarem na OTAN, mesmo sabendo que isso não aconteceria. Ou seja: é tudo provocado. Os EUA estão buscando motivos que justifiquem um envolvimento direto da OTAN na Ucrânia. Isso fica claro quando analisamos as movimentações em Washington. O Congresso americano pouco tem feito para solucionar o problema. Talvez porque seja exatamente isso o que querem os políticos americanos.

As atitudes do governo americano na véspera do início do conflito mostram como eles ansiavam que isso acontecesse. Em fevereiro, enviaram a vice-presidente para a Conferência de Segurança de Munique, com o fim de explicar a postura dos EUA para os líderes das potências europeias. Naquela ocasião, a Rússia já havia posicionado mais de 150 mil soldados na fronteira com a Ucrânia. E o que ela disse na oportunidade? Simplesmente afirmou que apreciava e admirava o desejo do presidente Zelensky de entrar para a OTAN. Isso foi praticamente um incentivo para Moscou invadir o país vizinho.

Agora, qual seria o motivo pelo qual os Estados Unidos estão querendo entrar nessa rota de colisão com Moscou? O que Washington ganha com isso? Parece que a atual gestão americana está determinada a utilizar o conflito e as sanções comerciais contra a Rússia até o ponto de quebrar o país e forçar a queda de Putin.

Pelo menos, esse parece ser o desejo de George Soros. Em artigo recente, o magnata afirmou que a única maneira de evitar uma catástrofe global é destituir Vladmir Putin e Xi Jinping, que recentemente o chamou de “filho de Satã”. Não sabemos qual é hoje o tamanho da influência de Soros na atual gestão americana. Entretanto, no livro “Do Partido das Sombras ao Governo Clandestino”, de David Horowitz, lemos que o filantropo teve grande participação na vitória de Obama (cujo vice era Biden), e conquistou enorme controle sobre o Partido Democrata. Parece haver atualmente, em altos escalões do poder norte-americano, a ideia de que chegou a hora de efetuar a tão sonhada mudança de regime em Moscou, para depois frear os esforços de Pequim de se tornar o grande líder de uma nova ordem internacional.

Tudo começa a fazer sentido quando lembramos que Obama, apoiado por Soros, ganhou o Nobel da Paz, sendo o primeiro presidente americano a estar em guerra durante todos os dias de seus oito anos de governo. Basta recordar também que, em seu governo, no ano de 2013, os EUA iniciaram uma guerra por procuração na Síria com o objetivo de derrubar Bashar al-Assad, aliado de Moscou, com o fim de‎ enfraquecer a influência russa na região. Naquela época, o nível de tensão foi tão grande que se falava sobre um risco iminente de uma Terceira Guerra Mundial, exatamente o que temos ouvido hoje. No ano seguinte, em 2014, não conseguindo realizar a troca de poder na Síria, a secretária de Estado Victoria Nuland atuou para derrubar o governo pró-Rússia na Ucrânia, mudança que deu as bases para a tomada da Crimeia pelos russos e lançou os fundamentos do conflito que hoje assola a Europa e preocupa o mundo inteiro.

Cabe ressaltar que Biden era vice-presidente em 2013 (Guerra na Síria) e 2014 (Revolução na Ucrânia). Parece que esse pessoal gosta mesmo de uma guerra, sempre com o intuito de preterir a Rússia no cenário geopolítico internacional. A coisa fica ainda mais estranha quando você percebe que tentaram fazer, por exemplo, um impeachment do presidente Donald Trump, entre outros motivos, porque ele não quis enviar ajuda militar para a Ucrânia. Ou seja, suspendeu o plano de iniciar um conflito por procuração contra os russos. Curioso é que, à época, nem o seu próprio partido o defendeu. Talvez porque os republicanos queriam uma guerra com a Rússia ainda mais que próprios democratas.

Em 2016, por exemplo, o senador republicano Lindsay Graham esteve na Ucrânia. Sabe o que ele foi fazer lá? Dizer para fuzileiros navais ucranianos: “Sua luta é nossa luta”. Isso é papel de um legislador dos EUA num país da antiga União Soviética? Incentivar uma disputa com Moscou? Qual interesse há nisso? Hoje estamos começando a receber as respostas.

Os Estados Unidos incentivaram a Ucrânia a entrar na OTAN e, quando Putin reagiu, a abandonou à sua própria sorte. Talvez porque já haviam conquistado um dos grandes objetivos que buscavam: interromper o gasoduto Nord Stream 2, que saía da Rússia e seguia direto até a Alemanha, por meio do Mar Báltico, o que daria a Moscou enorme controle energético e estratégico sobre toda a Europa. Os americanos ficaram satisfeitos com esse cancelamento, uma vez que acabaram de aumentar a sua produção de gás natural em 20% com o objetivo de se tornarem os maiores exportadores mundiais desse produto. Entretanto, uma vez iniciado o conflito, parece que Biden não ficará satisfeito enquanto não conseguir derrubar Putin, para depois estar com o caminho livre para confrontar a China.

Deus nos livre dos tiranos euroasiáticos e da sanha beligerante dos senis teleguiados pelo complexo industrial militar norte-americano.

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