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Dante Mendonça

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Caçador de histórias.

Morte anunciada

  • PorDante Mendonça
  • 06/04/2019 18:00
Felipe Lima
Felipe Lima| Foto:

O restaurante do Passeio Público veio abaixo. E com ele caímos na realidade de uma morte anunciada. Há quem diga que esse pesar veio com o relaxo no centro da cidade, da degradação crescente na circunscrição da Rua Riachuelo e no desapego dos novidadeiros curitibanos que trocaram o Passeio Público pelo Parque Barigui.

O jornalista Luiz Augusto Xavier, por seu lado, lembra que o velho restaurante Lá no Pasquale veio abaixo em 1990, quando João de Pasquale pendurou as chuteiras no Passeio Público: “Há pelo menos 23 anos não existe mais o Pasquale” – sustenta Xavier, que chefiou Pasquale em 1973 na equipe esportiva da Rádio Emissora Paranaense, a famosa B-2 – “O que existia era o espaço um dia ocupado por ele, que teve outros arrendatários, mas nenhum com o astral e com a qualidade de comida e serviços que ele tinha. Era um lugar sombrio e mal frequentado e não conseguiu se levantar nem com as tentativas extras, como a corrida de pedalinhos ou a Vinada Cultural, já nesta década. Portanto, nada a ver com o Pasquale. Estão demolindo um bar que não funcionava a contento e não atraía o público. E só”.

Muito antes dos recentes movimentos e campanhas para a revitalização do parque mais antigo de Curitiba, ideias e sugestões para o futuro do Passeio Público nunca faltaram. Em 1887, por exemplo, a edição do jornal “Dezenove de Dezembro” noticiou que o “Sr. Dr. G. Lazzarini ofereceu ao diretor do Passeio Público desta capital uma ‘planta projeto’ para a construção dum Carroussel Aquático (Vasser-carroussel) muito aparente para ser colocado no centro do lago do nosso Passeio Público. É uma construção sumamente original, e muito própria para o divertimento público. Podem embarcar e navegar simultaneamente até 64 pessoas, comodamente instaladas, com a vantagem de dedicar-se cada qual às ocupações de sua predileção. As damas podem com toda a comodidade levar aí suas costuras e seu bordados. As que gostarem de música poderão cantar, tocar harpa, a cítara ou a rebeca. As amantes da pintura poderão reproduzir o esplêndido quadro que oferece aquele pitoresco lugar. Os cavalheiros podem em primeiro lugar remar, ler jornais, jogar xadrez, ou dominó, fumar, tomar cerveja, e finalmente entregar-se ao dolcefarniente. Como se vê, o tal carroussel pode satisfazer a todos os gostos e a todas as exigências, ainda mesmo das pessoas mais difíceis. É uma verdadeira inovação Yankee que merece ser instalada entre nós”.

Pelo que se sabe, o extraordinário projeto do dr. Lazzarini nunca foi adotado pela municipalidade e até hoje ninguém sabe ao certo o que seria esse “Carrossel aquático”. Pelo descrito no jornal, seria um pedalinho gigante? Ou quem sabe um encouraçado Yankee, uma nave da marinha americana perdida no hemisfério sul?

Se alguém souber de mais detalhes do incrível carrossel do dr. Lazzarini, mensagens para o prefeito Rafael Greca. Talvez seja a Arca de Noé que as aves e bichos que ainda restam no Passeio Público tanto esperavam.

Outra ideia para reconfigurar o Passeio Público nasceu durante a gestão do ex-prefeito Cassio Taniguchi. O projeto, que ainda deve se encontrar numa das gavetas secretas do Ippuc, seria fazer da CEU (Casa do Estudante Universitário) o novo endereço do Museu de História Natural de Curitiba.

Atualmente, o Museu de História Natural está acomodado num bosque remanescente de floresta com araucária no Capão da Imbuia, região urbana de Curitiba. É referência nacional na área de pesquisa zoológica, com importantes coleções científicas regionais e corpo técnico altamente qualificado, tendo sido credenciado pelo Ministério do Meio Ambiente como fiel depositário de amostras de componentes do patrimônio genético natural.

A prefeitura havia providenciado recursos financeiros e uma nova área para a mudança da CEU, tudo em comum acordo com os estudantes. O novo Museu de História Natural – muito apropriadamente entre o Colégio Estadual do Paraná e o zoológico do Passeio Publico – só não saiu do papel porque alguns entraves burocráticos fizeram com que a gestão de Taniguchi chegasse ao fim sem que o polêmico projeto tivesse chegado aos ouvidos dos mais proeminentes políticos da história do Paraná. Os ex-moradores da CEU fariam um furdunço. Fundada em agosto de 1948 por Moysés Lupion, José Richa seria o primeiro a pular do túmulo para virar um bicho no Passeio Público.

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