i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

De Brasília

Foto de perfil de De Brasília
Ver perfil

Emocionado, delator diz que arrecadação para “caixa de deputados” era “pesada”; ouça

  • PorCatarina Scortecci
  • 09/04/2018 15:35
Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Mapa no Paraná, hoje réu e delator no âmbito da Operação Carne Fraca. Foto: Kiko Sierich/Arquivo Gazeta do Povo
Daniel Gonçalves Filho, ex-superintendente do Mapa no Paraná, hoje réu e delator no âmbito da Operação Carne Fraca. Foto: Kiko Sierich/Arquivo Gazeta do Povo| Foto:

Principal delator da Operação Carne Fraca, o réu Daniel Gonçalves Filho, ex-chefe do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) no Paraná, voltou a falar durante depoimento na semana passada que dava dinheiro a deputados federais do Paraná que o mantinham no cargo. Tratava-se, segundo ele, de uma espécie de “mensalinho” arrecadado entre empresas que eram alvos de fiscalização do Mapa, como a JBS, empresa da J&F Investimentos, que firmou um acordo de leniência e alega estar colaborando com as investigações.

Também réu da Operação Carne Fraca, o veterinário Flávio Cassou, que trabalhava em uma planta da JBS na cidade da Lapa (região metropolitana de Curitiba), já admitiu que repassava dinheiro (R$ 20 mil) a Daniel Gonçalves Filho, a pedido da direção da empresa. Mas, o ex-chefe do Mapa no Paraná conta que recolhia no total (ou seja, via JBS e também através de outras empresas) entre R$ 50 mil a R$ 60 mil por mês para distribuir a um grupo de parlamentares, “quatro, cinco deputados federais do Paraná”.

Em determinado momento do depoimento prestado no último dia 5, Daniel Gonçalves Filho chega a se emocionar ao contar que era “muito sacrificado” para manter o “mensalinho”. “Às vezes eu saía de casa sexta-feira, ia a Maringá, para recolher propina, Cascavel, Foz, e retornava para casa, no domingo”, disse ele ao juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Criminal de Curitiba, responsável pela condução das ações penais derivadas da Operação Carne Fraca.

Ouça trecho aqui:

 

Daniel Gonçalves Filho foi indicado ao cargo pela bancada do PMDB do Paraná em Brasília, mas ele foi orientado a não citar nomes de parlamentares durante os depoimentos que presta no primeiro grau da Justiça Federal – devido ao foro privilegiado dos políticos. Os nomes dos parlamentares foram entregues por ele ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, onde o caso tramita de forma sigilosa. Durante o depoimento em Curitiba, ele também citou apenas a JBS, não mencionando os nomes das outras empresas.

Ouça outro trecho aqui:

O depoimento prestado por ele nesta quinta-feira (5), em Curitiba, faz parte de uma etapa de “reinterrogatórios” que têm sido conduzidos pelo juiz federal Marcos Josegrei da Silva, no âmbito das ações penais da Operação Carne Fraca. Os “reinterrogatórios” foram necessários porque, inicialmente, Daniel Gonçalves Filho permanecia em silêncio sobre as questões colocadas pelo magistrado. Em dezembro, entretanto, ele obteve um acordo de colaboração premiada, homologado pelo STF, e o juiz federal resolveu então tentar ouvi-lo novamente.

LEIA TAMBÉM: Deputado do Paraná diz que recebeu servidores em escritório, mas que propina nunca foi pauta.

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

Máximo 700 caracteres [0]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Termos de Uso.