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Delações não premiadas

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Para redução da pena, Dirceu lê até biografia de FHC no presídio

  • PorKelli Kadanus
  • 13/06/2016 11:39
Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Foto: Aniele Nascimento / Gazeta do Povo

Condenado a mais de 20 anos de prisão pelo juiz Sergio Moro por envolvimento na Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu tenta o benefício de redução da pena através da leitura e da prestação de serviços no Complexo Médico Penal (CMP), em Pinhais, onde está preso. Entre as leituras de Dirceu estão as biografias dos ex-presidentes da República Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Getúlio Vargas.

O ex-deputado paranaense Ângelo Vanhoni (PT) afirma que esteve no CMP junto com líderes do partido no Congresso para uma visita aos petistas condenados na Lava Jato. “O Zé tinha acabado de terminar duas biografias. Ele leu uma do Fernando Henrique Cardoso e a outra do Getúlio, do Lira Neto”, disse.

Segundo Vanhoni, o ex-ministro trabalha na biblioteca do presídio para tentar uma redução na pena. “Ele coordena as atividades junto com os outros presos no sentido de estimular a leitura”, diz o ex-deputado.

Além de Dirceu, estão presos no CMP o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e o ex-deputado federal paranaense André Vargas. “Os três estão lendo. Até conversamos sobre os livros que eles estavam lendo”, disse Vanhoni. Segundo o ex-deputado, os três petistas trabalham para uma redução na pena. vaccari, por exemplo, auxilia na limpeza do CMP.

No Paraná, cada detento tem o direito de ler um livro por mês e produzir uma resenha. O documento passa por revisão de professores e, se atingir nota superior a 6, são reduzidos quatro dias da pena.Uma lei federal também prevê que a cada três dias trabalhados, o detento reduz a pena em um dia.

Discussão política

Vanhoni diz que o assunto política foi tratado durante a visita. “Conversamos sobre a situação geral, porque não tem como não conversar, afinal de contas esses três cidadãos são membros do PT”, diz o ex-deputado. “Conversamos do ponto de vista da repercussão que isso teve para o partido como um todo, fizemos uma análise do impeachment que afastou a presidente Dilma”, conta.

O processo de cassação do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), porém, não foi abordado na conversa, de acordo com Vanhoni. Cunha responde a um processo no Conselho de Ética da Câmara por supostamente ter mentido aos colegas na CPI da Petrobras ao dizer que não possui contas no exterior. As investigações da Lava Jato mostraram que a informação dada por Cunha aos colegas era falsa e que o parlamentar teria recebido cerca de US$ 5 milhões em propina no exterior. Vargas também foi cassado por envolvimento na Lava Jato, mas no caso do paranaense o motivo foi um empréstimo de uma aeronave que pertencia ao doleiro Alberto Youssef.

Delação premiada

Ao contrário do que foi publicado na edição da revista Veja deste fim de semana, Vanhoni nega que tenha discutido termos de uma possível delação premiada do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. “Esse assunto de delação não foi discutido, não foi conversado. Foi uma visita que que fizemos a eles que estão detidos, estão presos. Teve um caráter humanitário de prestar uma solidariedade a eles”, disse o ex-deputado.

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