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Desenvolver competências e habilidades no ensino híbrido, sim é possível
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O desenvolvimento de competências e habilidades no processo de aprendizagem não é algo novo na educação, é preciso pensar além de conteúdos soltos, é necessário considerar aspectos cognitivos, emocionais e psicomotores embasados em conhecimentos se mostra mais significativo em nossa sociedade. O ensino deve estar vinculado as mudanças e necessidades do mundo de trabalho, e neste contexto, de uma sociedade em transformação constante, desenvolver competências é importante tanto para a área profissional quanto pessoal, a pergunta atual é: como fazer isso no modelo híbrido?

As mudanças sociais e de trabalho que estão ocorrendo com mais velocidade, por causa da pandemia, já vinham sendo sinalizadas por especialistas há alguns anos, assim como a dificuldades de trabalhar com elas. Peter Drucker já apontava que “as pessoas são contratadas pelas suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”. Para lidar com tantas transformações o indivíduo deve continuar desenvolvendo competências, mais que conhecimento técnico, em tempos de mudanças, é necessário ter habilidades socioemocionais como empatia, inteligência emocional, autonomia, colaboração, resiliência, flexibilidade e saber trabalhar sob pressão.

Estudos realizados pela IBM descrevem que, em mais de 50 países analisados, 100 milhões de profissionais deverão se capacitar para o desenvolvimento de competências para trabalhar em ambientes tecnológicos e em formatos diferenciados. Acompanhando as mudanças sociais e no mercado de trabalho, e as necessidades oriundas da pandemia, a educação também sofreu transformações, passou a refletir e aplicar novas metodologias utilizando o formato híbrido.

Com a integração do presencial com o digital as possibilidades se expandiram. O ensino híbrido permite a flexibilidade de espaço e tempo para o aprendizado, assim os cursos que são construídos com situações de aprendizagem, permitem a exploração de conhecimentos teóricos por meio digital, com a mediação dos professores, e a aplicação e construção prática, de forma presencial. Desenvolve a autonomia, pois permite que os educandos busquem vários caminhos e conhecimentos para a resolução de problemas apontados através de desafios propostos. Empatia e colaboração, mesmo de forma digital, se tornaram necessários, não apenas isso, trabalhar em equipe e respeitar as diferenças permitiu sermos mais construtivos e criativos, além de aprendermos de forma mais significativa.

Mesmo com toda as incertezas a organização, resiliência e inteligência emocional continuam sendo desenvolvidas por meio do ensino híbrido de forma consciente pelos docentes, visto que na orientação de seus processos de ensino aprendizagem mediaram a organização de seus educandos para lidar com tempos e espaços diferentes para aprender. Resiliência para seguir com seus objetivos e sonhos em meio a inseguranças de um período pandêmico.

Para o desenvolvimento de competências e habilidades técnicas e socioemocionais aconteça metodologias diferenciadas e professores capacitados se tornam imprescindíveis. Algumas instituições já trabalhavam com metodologias ativas pensando nos profissionais do futuro, na indústria 4.0 e na sociedade 5.0, com a pandemia, intensificaram seus estudos e soluções educacionais para atender as exigências procuradas. O contexto atual exige mudanças de caminhos e formação diferenciada, procurar orientação de organizações preparadas para o futuro é o primeiro passo.

O artigo foi elaborado por Camila Zanella, Especialista em didáticas e metodologias, Mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e Coordenadora de Educação e Negócios do Sistema Fiep, que colabora voluntariamente para o Blog Educação & Mídia.

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