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O ensino híbrido não é apenas aula expositiva e palestras!
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Com a pandemia, a Educação em formato híbrido se tornou um método divulgado por diversas instituições de ensino como sendo a sua forma de atuação. Esse modelo é destacado nas propagandas de algumas organizações educacionais da educação básica, profissional e superior, mas o ensino híbrido está ocorrendo mesmo, na prática, ou estão apenas nomeando uma aula expositiva mediada por tecnologia de ensino híbrido?

O Ensino Híbrido já vem sendo debatido há mais de 10 anos com questões sobre sua importância, sua utilização prática e suas contribuições. Com o rápido avanço tecnológico e as gerações que já nascem nesse mundo super conectado, a educação e as instituições de ensino não podem se desvincular dessa área tecnológica, e ela não pode ser paralela também. O ensino híbrido preconiza a integração do presencial e do on-line, para o desenvolvimento de competências e habilidades. Hoje, o acesso ao conhecimento está disponível em várias mídias tecnológicas, mas cabe à educação fazer a análise crítica e estabelecer relações dessas informações e assim integrar o processo educacional de forma prática. Freire destaca que “o que me parece fundamental para nós, hoje, mecânicos ou físicos, pedagogos ou pedreiros, marceneiros ou biólogos, é a assunção de um a posição crítica, vigilante, indagadora, em face da tecnologia”.

As instituições e os agentes educacionais tiveram que acelerar o processo de trabalhar pelos e com os meios tecnológicos. Assim, muitos substituíram a aula expositiva conteudista que ocorria na sala de aula para o modelo on-line e o designaram como ensino híbrido. Para Otto “o grande desafio dos professores, mais do que utilizar os recursos tecnológicos é pautar-se em princípios que privilegiam a construção de conhecimentos, o aprendizado significativo, interdisciplinar e integrador. A escola precisa deixar de ser apenas transmissora de informação e intensificar a aprendizagem de fato. O objetivo é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não [ser] transmissora de conteúdo específicos”.

O ensino híbrido não pode se concentrar apenas em aula expositivas e palestras mediadas pela tecnologia. A utilização de metodologias ativas, nas quais o educador desafia os alunos com critérios para o desenvolvimento de competências e faz a mediação do conhecimento, mostrando as possibilidades tecnológicas e on-line, é o caminho que se torna mais significativo na construção da aprendizagem. Propor projetos, desafios, comparações, resoluções de problemas atuais, construções, com auxílio de vídeos, simuladores, games e visitas guiadas são algumas das possibilidades.

É importante citar que algumas instituições já estão adiantadas neste processo de transformação do ensino híbrido e no desenvolvimento de competências e habilidades de forma mais interativa e significativa, em todos os níveis educacionais. Para isso é preciso olhar com carinho e profissionalismo para o processo de ensino-aprendizagem e para a formação dos profissionais que atuam na educação.  

O artigo foi elaborado por Camila Zanella, especialista em didáticas e metodologias, Mestre em educação pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) e Coordenadora de Educação e Negócios do Sistema Fiep.  A autora colabora voluntariamente para o Blog Educação & Mídia.

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