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O mundo mudou. E a escola?
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Nossa sociedade vive uma época de transformações impulsionadas pela globalização, crises econômicas, revolução tecnológica, mudanças nas competências profissionais e pela crise sócio-ambiental. Como ficam os sistemas de ensino em meio a tantas mudanças? Há poucas décadas as principais fontes de conhecimento eram o professor e a biblioteca. Hoje a sociedade tem acesso a uma infinidade de informações e as mudanças se tornam cada vez mais rápidas e profundas. Os paradigmas que orientaram as gerações anteriores, baseados pensamento cartesiano, linear e determinista, não conseguem mais explicar o mundo atual.

Diante desta crise estrutural da educação surge a necessidade de desenvolver mais do que apenas o aspecto intelectual, priorizado pela maioria das instituições educacionais. Torna-se necessário educar para a sustentabilidade, para as novas competências exigidas pelo mundo do trabalho, para o exercício pleno da cidadania e para lidar com problemas que nunca foram resolvidos.

Eastop/Stock

A Educação precisa buscar o desenvolvimento do ser integral, com todas as suas potencialidades. Isso inclui os aspectos intelectuais, mas também desenvolvem outras áreas, como a emocional, social, física, artística, estética, criativa, intuitiva e existencial. Esta abordagem além de fomentar o crescimento da pessoa, instiga a busca pela justiça social e pela sustentabilidade. Diversas instituições e educadores, que estão atuando com a educação integral, mostram resultados sólidos e a inexistência dos efeitos colaterais do sistema de ensino predominante, como a indisciplina e a desmotivação dos alunos.

Para que esta transformação se amplie e gere um novo paradigma educacional, é necessário que os educadores sejam capacitados de forma diferenciada para atuarem na concepção e execução desta abordagem. Como disse Paulo Freire: “Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha”.

E você, acha que a escola está preparada para essas mudanças?


>> Este artigo foi escrito por Luciano Diniz, coordenador da pós-graduação em Educação Integral da Associação Gente de Bem.

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