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Mudança

Participação do estudante como ponto de virada em escolas de ensino médio

  • Por Educação e Mídia
  • 17/10/2019 09:00
Participação do estudante como ponto de virada em escolas de ensino médio
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Enquanto diferentes esferas da educação brasileira pressionam pela adoção de um modelo de escola cívico-militar, uma importante pesquisa recém-divulgada mostra que o jovem valoriza e obtém melhores resultados de aprendizagem quando sua participação é levada em conta para a construção de uma educação mais relevante. A boa notícia é que essa abordagem é especialmente para alunos de baixo nível socioeconômico.

Publicada pelo Iede (Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional) em parceria com a Fundação Lemann, Instituto Unibanco e Itaú BBA, o estudo “Excelência e Equidade no Ensino Médio: a dificuldade das redes de ensino para dar suporte efetivo às escolas” mapeou 100 escolas que atendem alunos de nível socioeconômico baixo e obtiveram notas acima da média no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2017 e na Prova Brasil.

E o que faz esses alunos terem bom desempenho mesmo quando o contexto em que estão parece jogar contra? O documento coloca como um dos pontos principais a abertura à participação do estudante nas decisões da escola. Nas escolas analisadas, a parceira dos estudantes com a equipe de gestão é incentivada, seja avaliando os professores no Conselho de Classe ou apresentando a escola a novos alunos, por exemplo. Além disso, há oferta de atividades culturais, como projetos de música e poesia.

Diferentemente de uma abordagem hierárquica tradicional, com as decisões do topo da pirâmide influenciando os rumos de toda a instituição, nestas escolas que se destacam o protagonismo do estudante é que faz a diferença. O documento cita a importância deste movimento para que os jovens se sintam mais capazes, confiantes e sujeitos de si.

Um dos exemplos vem da escola Lysia Pimentel, em Sobral, no Ceará (estado que coloca 55 escolas entre as 100 selecionadas). Os projetos têm a clara preocupação em trazer o mundo dos alunos fora da escola para o espaço de aprendizagem. Além disso, a autonomia e a confiança depositada pela equipe pedagógica nos estudantes fazem com que eles assumam novos papéis, como de monitoria e reforço.

Durante a aula do professor, esses alunos selecionados ajudam colegas com maiores dificuldades de aprendizado ou até conduzem aulas sozinhos. O entendimento da escola é que a linguagem “de aluno para aluno” permite melhor compreensão dos assuntos. E o relato da pesquisa dá conta que a aula nem de longe poderia ser considerada uma "balbúrdia". Havia silêncio durante as explicações e boa parte da turma fazia anotações, além de perguntar e complementar o conteúdo.

Escuta, escolha, coautoria e corresponsabilização também se fazem presentes em outras escolas de sucesso retratadas no estudo. A orientação de como educadores podem proceder para levar essa abordagem para suas escolas está presente no Guia Participação dos Estudantes na Escola. No fim, estes fatores também contribuem para a melhora no engajamento, na curiosidade, no desejo de conhecer, na participação em aula, no desempenho e no clima escolar, algo urgente para o ensino médio.

* Texto escrito pela equipe do Porvir, o maior portal de informações sobre inovações em Educação, na internet. O Porvir colabora voluntariamente com o Instituto GRPCOM no Blog Educação e Mídia.

**Quer saber mais sobre educação, cidadania, responsabilidade social, sustentabilidade e terceiro setor? Acesse nosso site! Acompanhe o Instituto GRPCOM também no Facebook: InstitutoGrpcom, Twitter: @InstitutoGRPCOM e Instagram: instagram.com/institutogrpcom

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