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A deputada federal Rosana Valle (PL-SP), presidente executiva do PL Mulher em São Paulo, fala nesta entrevista exclusiva à coluna Entrelinhas sobre os principais temas que dominam o cenário político atual. Entre eles, os desdobramentos de denúncias de corrupção, o posicionamento da oposição, a articulação da direita para as eleições de 2026 e o papel crescente das mulheres na política. A parlamentar também comenta os entraves na Comissão das Mulheres na Câmara e aponta caminhos para enfrentar a crise na segurança pública, que deve estar no centro do debate eleitoral.
Entrelinhas: Como a senhora tem acompanhado os desdobramentos dos escândalos de corrupção do INSS e do Master, e como a senhora tem visto o papel da Oposição no combate à blindagem de autoridades?
Rosana Valle: Com preocupação e revolta, pois o Brasil, aparentemente, não consegue virar a página da corrupção que ocorre nos governos petistas. As denúncias de irregularidades estão por toda parte, inclusive envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), enquanto a Procuradoria-Geral da República (PGR) finge que não tem nada a ver com isso. Como deputada federal, tenho cobrado, enfaticamente, inclusive por meio das minhas redes sociais, posicionamentos dos líderes e dos presidentes da Câmara e do Senado. Precisamos sair dessa letargia jurídica e punir os corruptos que dilapidam o Brasil.
Entrelinhas: Nesse cenário, como está a direita para 2026?
Rosana: Observamos que o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) tem surpreendido muita gente com o equilíbrio e o foco que vem demonstrando. O trabalho agora é aparar as arestas e unir a direita em torno da candidatura e da vitória nas eleições.
Entrelinhas: Qual tem sido o papel das mulheres do PL?
Rosana: Desde que assumi a Executiva Estadual do PL Mulher de São Paulo, tenho realizado reuniões com milhares de mulheres, incentivando-as a participar da política. Um dos nossos principais objetivos é mostrar a elas que terão um papel decisivo nas eleições. As mulheres são a maioria do eleitorado brasileiro e vão influenciar o resultado, seja como candidatas, seja como eleitoras que utilizarão o voto para conquistar um país melhor para todos.
Entrelinhas: Como têm sido os trabalhos da Comissão das Mulheres na Câmara e quais os maiores desafios?
Rosana: Desde a eleição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), a Comissão não tem conseguido dar andamento às suas atribuições parlamentares. O espaço virou palco de militância, com a presença de pessoas ligadas à esquerda, que intimidam os parlamentares da Oposição. A Comissão precisa voltar a funcionar de acordo com suas atribuições constitucionais.
Entrelinhas: Do que o Brasil precisa para melhorar a segurança pública?Esse será um tema primordial nestas eleições?
Rosana: Segurança Pública e combate à corrupção serão os principais temas das eleições, superando deficiências históricas do Brasil, como Saúde e Educação. Isso é um sinal da falência dos governos petistas no combate ao crime organizado. Na Câmara dos Deputados, aprovamos o Pacote Antifacção, o mais duro conjunto de regras contra o crime organizado, com penas mais severas e novas ferramentas para enfrentar facções. O Estado não pode ser refém do crime. O Brasil precisa de uma mudança de rumo, pois não há mais como seguir pelo caminho escolhido pela esquerda. Estamos à beira de um colapso fiscal e moral.
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