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Filipe Figueiredo

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Explicações para os principais acontecimentos da política internacional

30 anos da libertação

Um liberal não deveria considerar Mandela um terrorista

  • Por Filipe Figueiredo
  • 14/02/2020 08:48
Nelson Mandela
Líder sul-africano Nelson Mandela em 13 de fevereiro de 1990| Foto: WALTER DHLADHLA/AFP

O último dia Onze de Fevereiro marcou os trinta anos da soltura de Nelson Mandela da prisão, após vinte e sete anos de cárcere. A lembrança da data causou certa polêmica e resgatou as acusações de que Mandela não deveria ser uma figura de boa memória, mas condenado por um suposto terrorismo. Quando essa discussão fica restrita ao embate partidário caricato, ela perde substância e se distancia da realidade, que mostra que Mandela foi uma figura de seu tempo e coerente com algumas das ideias mais valiosas da História, especialmente a da liberdade.

Mandela nasceu em 1918, na União Sul-Africana, criada em 1910 como um Domínio do Império Britânico, consequência da vitória britânica sobre as repúblicas bôeres, descendentes de colonos neerlandeses. A presença dessa população começou em 1652, quando a Companhia das Índias Orientais dos Países Baixos fundou a Cidade do Cabo, para servir como parada nas viagens navais entre a Europa e a Índia. No final do século XVIII, os britânicos conquistam a região do Cabo, por sua localização estratégica, e incentivam a migração de seus cidadãos para lá.

Com isso, os africâneres foram deslocados para o interior, no que é conhecido como a Grande Marcha. O idioma africâner foi proibido pelos britânicos, assim como a escravidão, em 1836; os fazendeiros africâneres alegavam que isso os levaria à ruína. Com a Grande Marcha, os africâneres estabeleceram repúblicas ao nordeste da colônia do Cabo. Elas foram militarmente conquistadas no processo que antecedeu a formação da União Sul-Africana, guerras motivadas especialmente pela descoberta de reservas de metais preciosos; cerca de 10% do ouro mundial conhecido hoje está na África do Sul.

Origem do regime racista

Cinco grupos populacionais distintos vão formar esse país: ingleses, africâneres, indianos, zulus e os xhosa. Os indianos foram levados em servidão pelos britânicos, enquanto que os zulu e os xhosa são os nativos da terra. O primeiro censo do país constatou uma população de 5.9 milhões de pessoas. Dessas, 1.2 milhões eram brancos, 4 milhões eram negros e cerca de 700 mil eram "coloured"; os poucos miscigenados e os indianos. Logo após a formação do Domínio, um país autônomo, começa o estabelecimento da estrutura do apartheid, com o Ato de Terras Nativas de 1913.

Essa lei regulava a aquisição de terra arável; apenas 8% das terras aráveis do país estavam disponíveis aos não-brancos, que seriam confinados a reservas, impondo uma segregação física da população. Como o censo mostra, cerca de 80% da população do país era negra ou coloured. A desproporção fica ainda mais visível pelo contexto histórico, quando a agricultura, inclusive de subsistência, ainda era a principal maneira de se obter o sustento e o alimento. E, caso não tenha ficado óbvio, todos os parlamentares que aprovaram o Ato foram eleitos apenas dentre os 20% brancos da população.

Longe de ser uma decisão democrática, a lei não ficou restrita ao seu contexto de início de século, ela vigorou até 1991. É importante notar que nem todos os sul-africanos brancos apoiavam a segregação e o apartheid, mas eram ínfimas exceções. O termo apartheid remonta ao período, cunhado por Jan Smuts em 1917. Outra legislação importante desse período foi o Native Labour Regulation Act, de 1911, que tipificava como crime a quebra de um contrato de trabalho por um não-branco; em outras palavras, a pessoa não podia pedir demissão ou aceitar outra oferta de trabalho que achasse melhor.

Em 1948 o apartheid foi formalizado como política de Estado. O que caracterizava o apartheid era uma combinação de autoritarismo do Estado com uma ideologia de supremacia branca. Pessoas foram separadas entre brancas e não-brancas. A separação foi realizada, e mantida, com o uso da violência. Mesmo antes da independência sul-africana, o cenário era tão explicitamente racista que o jovem Mohandas Gandhi, advogado de família influente, iniciou seu ativismo ali, onde morou por duas décadas. A população negra foi confinada aos bantustões, dez reservas para a população não-branca.

República e violência

Após a declaração da república, via referendo (apenas com eleitores brancos) em Cinco de Outubro de 1960, a violência aumentou, longe dos olhos de Londres. Cerca de três milhões e meio de pessoas foram deslocadas forçadamente até 1983. Outro exemplo da violência racista foi o do Massacre de Soweto, em 1976, quando estudantes protestavam contra a inferioridade das escolas para crianças negras. O número de mortos varia entre 95 (contagem oficial) e 700, com milhares feridos.

Além de estabelecer onde as pessoas deveriam viver ou trabalhar, as leis racistas tentavam regulamentar qualquer aspecto da vida cotidiana. Desde pontos de ônibus até a proibição de casamentos entre pessoas de grupos populacionais diferentes. O comediante e apresentador sul-africano Trevor Noah batizou sua autobiografia de Born a Crime (“Nascido como um crime”), já que seu pai era branco e sua mãe negra; embora quando de seu nascimento, em 1984, isso já não fosse um crime, ainda era estigmatizado e combatido. Enquanto tudo isso acontecia, a população negra tentou se articular de forma política e não violenta, fundando o Congresso Nacional Africano, em 1912, cujo primeiro líder foi John Langalibalele Dube.

Seu objetivo principal era conseguir a admissão de direitos plenos de voto para os negros e os coloured. Na fundação do país foram mantidas as regras tradicionais de cada colônia; uma minoria negra que cumprisse uma série de critérios podia votar, mas apenas brancos podiam ser eleitos. Em 1936 o voto foi segregado, com a população negra podendo escolher três parlamentares (de 158) separadamente; os eleitos tinham que ser brancos. Mandela tornou-se membro do CNA em 1943, inicialmente adepto da resistência pacífica e da conquista de direitos políticos.

Isso mudou em Março de 1960, com o massacre de Sharpeville, quando 69 africanos negros foram mortos a tiros pela polícia e centenas de feridos durante um protesto. Em 8 de abril de 1960, o governo racista proibiu o CNA. Após a proibição, Mandela e outras lideranças do partido formaram o Umkhonto we Sizwe (Lança da Nação), um grupo armado para combater o apartheid utilizando técnicas de guerrilha e sabotagem. Mandela aderiu à luta armada afirmando que a violência do apartheid não possibilitava diálogo. Ele foi condenado à pena perpétua em 1962 como terrorista pelo Estado do apartheid.

Liberalismo

E qual a ligação disso tudo com o liberalismo? Oras, o conceito moderno do Direito à Revolta é essencialmente liberal. Talvez o principal exemplo seja a obra Dois Tratados do Governo, do filósofo John Locke, um dos pilares do liberalismo. Basicamente, todas as pessoas possuem direito à vida, à liberdade e a prosperar. Quando o Estado age contra esses direitos de seus cidadãos, a revolta e a revolução contra esse Estado são mais do que um direito, são uma obrigação, uma resistência contra a tirania. “O Poder Arbitrário se coloca em estado de guerra com O Povo, que é liberto de qualquer obediência”.

Isso para ficar em apenas uma referência, talvez a principal. O Direito à Revolução, desobediência, ou obrigação de resistência ao tirano, está presente também no direito medieval, com São Tomás de Aquino e a pressão dos barões ingleses pela Magna Carta de 1215. A legitimidade do Tiranicídio une desde Cícero até Abraham Lincoln. E dois dos eventos definidores da Idade Contemporânea são consequência direta desse pensamento, que não ficou restrito ao campo teórico. Na Revolução dos EUA e na francesa. Por exemplo, um trecho da Declaração de Independência dos EUA, de 1776.

"Consideramos (...) que todos os homens são criados iguais, que são dotados por seu Criador de certos direitos inalienáveis, entre os quais a vida, a liberdade e a busca da felicidade. Para garantir esses direitos, Governos são instituídos entre os homens, derivando seus justos poderes do consentimento dos governados. Sempre que qualquer forma de governo se torna destrutiva desses fins, é direito do povo alterá-la ou aboli-la e instituir novas formas de governo. (...). Mas quando uma longa sequência de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo Objeto, evidencia um projeto de reduzi-los sob despotismo absoluto, é seu direito, é seu dever, derrubar esse governo.”

O governo do apartheid não respeitava o direito da vida, da liberdade, da propriedade legítima, tampouco contava com o consentimento dos governados, que não eram consultados, ouvidos, nem participavam desse governo. O extremo oposto disso tudo. Pessoas sofriam violências, desde as cotidianas invisíveis até as que custam a vida. Não tinham voz, participação, sujeitos à tirania e ao uso da força não “instituída para fruição por todos”, mas “para utilidade particular daqueles a quem é confiada”, nas palavras da Declaração de direitos do homem e do cidadão.

Todas essas violências se justificavam não em atos prévios, não por crimes realizados, mas unicamente pela cor da pele de uma pessoa. Por ela ser quem ela é, e ter nascido onde nasceu. Assim como a coroa britânica executava os colonos pró-independência por serem “traidores da coroa”, o governo do apartheid chamava Mandela de terrorista. George Washington era chamado de “destruidor de vilas” pelos colonos do Canadá e seus aliados indígenas; a guerra de independência dos EUA foi mais violenta e bárbara que qualquer guerra europeia de então, pelo seu caráter de vizinho contra vizinho.

Conciliação 

O que separa Mandela de muitos outros pela História foi justamente o seu caráter conciliador. Em uma realidade em que a supremacia branca era a norma, Mandela foi um dos poucos pluralistas, desejando uma sociedade multirracial. Ele pegou em armas contra um governo autoritário como poucos fizeram no século XX, e soube pedir a paz e a conciliação quando essa ditadura acabou pela pressão internacional; em parte, pressão causada pelo próprio ativismo de Mandela. Ele saiu da prisão após 27 anos disposto a apertar a mão de seu carcereiro e partilhar uma democracia.

Ao criar a Comissão de Reconciliação, Mandela defendeu que a violência era marca de uma era autoritária que deveria ficar para trás, e agora era hora de uma nova nação, multiétnica, baseada no perdão. Curiosamente, isso gerou ataques de alas de seu partido, afirmando que ele estava capitulando ao negociar com as lideranças brancas e não defender ações mais radicais. Parte dessa corrente inspirou o atual partido Economic Freedom Fighters, formado por integrantes expulsos do CNA em 2013. É importante tirar a aura de “querem sufocar a verdade” sobre alguns aspectos da vida de Mandela.

Sua luta armada não é segredo algum, nem suas relações familiares conturbadas ou os casos de corrupção em seu governo. Qualquer tentativa de enquadrá-lo como infalível ou como nefasto é radicalização caricata. Seu governo também pode ser analisado com diversas críticas, como a pandemia de HIV que pouco recebeu atenção. Chamá-lo de terrorista, entretanto, foi o que fez um regime racista, violento e tirânico, quando o Estado controlava desde a economia até os mais básicos direitos das pessoas, como o de ir e vir. A resistência naquela circunstância era uma obrigação, já diriam os pensadores liberais.

Conteúdo editado por:Isabella Mayer de Moura
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Comentários [ 39 ]

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  • V

    VICTOR A

    ± 41 dias

    Parabéns, Filipe, seja pela coerência, seja pela paciência e ousadia em lidar com o público deste veículo, que é, infelizmente, em sua maioria desprovido de faculdades intelectuais suficientes para uma interpretação crítica. Saiba que há pessoas sãs ainda. Fazem menos barulho, mas são a maioria.

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  • Z

    Zyss

    ± 41 dias

    Um liberal acha todo mundo que queira ditar regras terrorista. Fim.

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    Gustavo Moura

    ± 41 dias

    Quanta asneira, esse colunista omite o fato que esse terrorista foi o responsável direto pela morte de milhares de sul africanos, a maioria civis inocentes, que nada tinham de relações com o regime do aparthied. Usando dessa mesma lógica justifica-se Bin Ladens modernos que estão "resistindo" a ocupação americana. Infeliz essa matéria e claramente de viés esquerdista, algo que não surpreende dado a formação uspiana do autor.

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  • M

    Matheus

    ± 42 dias

    Juro que não entendi o título e matéria. Que grande caso ocorreu para motivar este título? Independentemente da matéria, com o tempo o Filipe Figueiredo vem ficando mais e mais tendencioso. Sob essa ótica simplista que é usada aqui é possível defender qualquer tirano da história.

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      Matheus

      ± 41 dias

      Olá. Mas qual é seu conceito de tirania? O estado islâmico embora o nome não figura como estado e é tirano. Mas isso não vem ao ponto, o problema do artigo é que pela ótica apresentada por ele parece ser possível justificar qualquer atitude terrorista, visto que o grupo de mandela também vitimou civis que nada tinham relação com a segregação

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    • ± 41 dias

      Olá Matheus, isso seria impossível, já que a tirania requer o poder do Estado, e as referências que coloquei falam justamente de se levantar contra o poder tirânico do Estado. Quando Mandela ocupo um governo democrático, ele não foi um tirano. Um abraço

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  • J

    jose rodorval ramalho

    ± 42 dias

    Excelente! A abordagem é corretíssima, no que se refere ao direito à rebelião. Se os fatos forem esses mesmos, o autor está coberto de razão.

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    • V

      Val

      ± 41 dias

      Tem dúvidas sobre os fatos e a abordagem é corretíssima? ??????

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    João Mauricio

    ± 42 dias

    Muitos comentários de um bando de gente ignorante, acostumada a ler revista de aeroporto.

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      Zyss

      ± 41 dias

      Prezado João, vc é um cara que precisa tomar a redpill, aquela da realidade.

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      Val

      ± 41 dias

      Inclusive esse!!!!!

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  • H

    Harold

    ± 42 dias

    "Graduado em história pela USP". Só isso que vc precisa ler na matéria.

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    • ± 41 dias

      Olá Harold, recomendo que leia o texto todo também, embora eu tenha o privilégio e orgulho de ser graduado em uma das melhores universidades do país. Um abraço

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  • L

    Lore C . Valent

    ± 42 dias

    Segue um longo artigo sobre o verdadeiro Mandela. https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1758&fbclid=IwAR0H_MoJOenHSM0scpTHtb1gm_Gm4ozJPoLBK6ezPAS5mhHBZpBWonsNmj8

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  • E

    Emerson Luís

    ± 42 dias

    Falso dilema! Ter havido racismo institucionalizado na África do Sul não prova que Mandela não foi um terrorista, assim como afirmar que Mandela foi um terrorista não significa que não houve esse racismo institucionalizado.

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      Olá Emerson, releia o trecho sobre Locke e a Declaração de Independência dos EUA. Mandela não era terrorista pois assim foi chamado por um regime que não tinha legitimidade para fazê-lo. Não se trata de "dilema', é mostrar como o termo é errado. Um abraço

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  • B

    B

    ± 42 dias

    O problema maior das rebeliões / revoluções / revoltas é causar ainda mais morte e violência que o "regime" que se quer combater.

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  • J

    Joviana Cavaliere Lorentz

    ± 42 dias

    Mandela depois da prisão foi fundamental para conter a esquerda. E pagou o preço.

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    • V

      Val

      ± 42 dias

      Combater a esquerda? Alinhado com Fidel e demais líderes da mesma laia!

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  • P

    Pedro Piarini

    ± 42 dias

    Daqui a 30 anos teremos um texto desse sobre Bin Laden, Lula, o lider do ISIS e esse Iraniano que recentemente morreu. A esquerda eh assim mestre em contar mentiras ate fazer delas uma verdade!

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  • W

    WILLIAM

    ± 42 dias

    Que fofinho!!! Só faltou o autor ser honesto e lembrar que morreram mais negros na Africa do Sul com o governo de Mandela do que com o (desprezível) Apartheid. Fingiu nem conhecer as ligações dele com o comunismo, apenas a repetição da velha mistificação. A ex-muher dele adorava matar opositores com pneus, técnica depois copiada por traficantes do RJ.

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  • I

    Ivar Nascimento

    ± 42 dias

    Se escreveu “houveram” mais ainda.

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  • V

    Vitor Chvidchenko

    ± 42 dias

    Após ler esse artigo superficial, quem quiser saber de verdade quem foi Mandela - e, já vou logo avisando: ele não é nada daquilo que a mídia criou em torno de sua imagem - leia o artigo abaixo: https://www.mises.org.br/article/1758/a-verdadeira-face-de-nelson-mandela Um texto longo, exaustivo, porém muito completo e todo com referências. Mas preparem-se: não é para estômagos fracos. E ainda acrescento, de minha parte: Mandela, por várias vezes, se mostrou como um bom antissemita. Para finalizar, digo o seguinte: o regime do Apartheid era um lixo, era abominável (jamais defenderia isso). Porém, Mandela não era nada desse "herói" que esse artigo fraco diz. E quem duvidar, que pesquise.

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    • V

      Val

      ± 41 dias

      null: Exatamente oq está escrito "herói". Entre aspas. Entendeu?

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    • ± 41 dias

      Olá Vitor, em nenhum momento o texto chama Mandela de herói ou algo do tipo. Nenhum. Ao contrário: "Qualquer tentativa de enquadrá-lo como infalível ou como nefasto é radicalização caricata". Eu não posso me dar ao luxo de enxergar o mundo como caricaturas passionais. Um abraço

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  • L

    Lucas Melo

    ± 42 dias

    Ele é uma figura muito controversa. Existem várias evidências que demonstram a crueldade que ele carregava em suas ações. Uma coisa é certa, não coloco minha mão no fogo por nenhuma figura altamente exaltada por livros de história. Como bem sabemos, a história é escrita pelos vencedores, que é o caso de Mandela, que conseguiu escrever a história da África do Sul pela sua visão. Hoje em dia é muito fácil manipular a opinião geral apenas omitindo pontos da história.

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  • C

    Carmo Augusto Vicentini

    ± 42 dias

    Entre outras coisas questionáveis desconsiderou que grande parte das vítimas de Mandela eram negros adversários políticos.

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    • V

      Vitor Chvidchenko

      ± 42 dias

      Exatamente. E o que ele fez com os negros inimigos, eu nem posso comentar aqui. Barbarismo da pior espécie.

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    Admar Luiz

    ± 42 dias

    Hummmm... Filipe, leia Leandro Narloch.

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    2 Respostas
    • V

      VICTOR A

      ± 41 dias

      kkkkkk, olha a sugestão do tiozão de wazapi.

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    • ± 41 dias

      Olá Admar, agradeço a sugestão, mas prefiro Locke e os Founding Fathers. Um abraço

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  • V

    Vinicius Neves

    ± 42 dias

    É bem interessante, de fato. Mas uma matéria que mostra apenas um lado da história, e resume o outro a míseros "todos sabem que houveram problemas", faz a matérias perder muita credibilidade. Quando se leva em conta só um dos lados, não é jornalismo, é propaganda.

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    • ± 41 dias

      Olá Vinicius, não se trata de matéria, mas de coluna. Além disso, o "outro lado" está presente sim. A questão é que esse "outro lado" é o regime do apartheid, então, não fica bonito mesmo. Um abraço

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    • V

      Vitor Chvidchenko

      ± 42 dias

      O autor é claramente de centro-esquerda e enxerga todas as questões sempre pelo seu viés distorcido, omitindo ou ignorando os fatos que "não interessam" ou que vão contra a sua ideologia. Há muito tempo que não consigo mais levar a sério as colunas de Filipe Figueiredo. Ele possui bastante conhecimento de geopolítica, mas sua ideologia estraga tudo.

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  • A

    antonio sergio ferreira baptista

    ± 42 dias

    Muito estranho o articulista desconhecer o passado de terrorista de Mandela, que era membro do Partido Comunista sul-africano. Sua condenação foi por atos terroristas e não por ser negro. Pregava a morte dos brancos (há um video no youtube mostrando Mandela cantando e dançando pedindo a morte dos brancos). Elogiar Mandele é como elogiar Che Guevara. Muito triste ver Filipe Figueiredo chegando a esse ponto.

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    • V

      VICTOR A

      ± 41 dias

      "vídeo no youtube explicando". para você ver a fonte dessa galera. é muita alucinação. vão ler um livro.

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    • V

      Val

      ± 41 dias

      null: Um erro compensa o outro? Terrorista da pior espécie.

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    • ± 41 dias

      Olá Antonio, releia o texto, que o ponto é exatamente esse: Mandela não era terrorista pois assim foi chamado por um regime que não tinha legitimidade para fazê-lo. Não se trata de "desconhecer', é mostrar como o termo é errado. Um abraço

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    • V

      Vitor Chvidchenko

      ± 42 dias

      Há tempos que eu já não espero mais análises sérias e imparciais de Filipe Figueiredo. Ele só escreve bem quando se limita a fazer grandes compilações e sínteses de fatos históricos, sem botar sua opinião pessoal no meio - como fez, por exemplo, naquela série sobre a geopolítica do Oriente Médio. Mas, na maior parte dos casos, sua ideologia acaba estragando o texto.

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