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O presidente dos EUA, Joe Biden, faz pronunciamento sobre novas medidas para conter a variante delta do coronavírus e reforçar a vacinação contra Covid-19 no país.
O presidente dos EUA, Joe Biden, faz pronunciamento sobre novas medidas para conter a variante delta do coronavírus e reforçar a vacinação contra Covid-19 no país.| Foto: EFE/EPA/Shawn Thew

A ditadura sanitária global avança assustadoramente. E, no último dia 9 de setembro, tivemos um exemplo particularmente grave desse avanço. Em discurso na Casa Branca, o democrata Joe Biden, ocupante do cargo outrora conhecido como o de “líder do mundo livre”, e com a popularidade em frangalhos após o fiasco no Afeganistão, anunciou novas medidas para o enfrentamento da Covid-19, que tornou a recrudescer no país. Dentre essas medidas, Biden enfatizou novas exigências para o mercado de trabalho, incluindo a imposição da obrigatoriedade da vacina experimental – e esse aspecto nunca pode ser esquecido, tendo em vista o fato de nenhuma vacina ter completado sequer a terceira das quatro fases necessárias – a funcionários de empresas com 100 ou mais funcionários. “Essa não é uma questão de liberdade ou escolha pessoal. É questão de se proteger e proteger os que estão à sua volta – pessoas com quem você trabalha, pessoas com quem você se preocupa, pessoas que você ama... Concluindo: vamos proteger os trabalhadores vacinados de seus colegas não vacinados”.

Dirigindo-se aos cerca de 25% de cidadãos americanos relutantes em submeter-se ao gigantesco experimento médico em massa – nisso respaldados, sublinhe-se, por instrumentos legais e humanitários como o Código de Nuremberg, de 1947, e a Declaração de Helsinque, de 1964 –, Biden adotou um tom perturbadoramente ameaçador, até então encontrado apenas em discursos como, por exemplo, os de Hitler e Goebbels contra os judeus: “A minha mensagem aos não vacinados é essa: o que mais vocês estão esperando? O que mais vocês precisam ver? Tornamos a vacinação gratuita, segura e conveniente… Temos sido pacientes, mas a nossa paciência está se esgotando. E a sua recusa tem custado caro a todos nós. Então, por favor, façam a coisa certa”. Façam a coisa certa… ou o que? Qual será a solução de Biden para esses que ele trata abertamente como inimigos domésticos?

Numa retórica de incentivo à divisão e ao ódio recíproco entre cidadãos de primeira e de segunda classe, o mais antiamericano de todos os presidentes americanos, vitorioso na eleição menos legítima da história do país, dirigiu-se nesses termos à maioria de vacinados: “Compreendo a sua raiva contra os que não se vacinaram”. Depois disso, e de lhes prometer, inclusive para crianças e adolescentes, doses e mais doses de reforço – política já reprovada pela FDA, como mostrei no artigo da semana passada –, ainda teve o cinismo de encerrar com palavras de união. “Somos os Estados Unidos da América. Não há nada – absolutamente nada – que não possamos fazer se estivermos juntos. Portanto, permaneçamos juntos” – concluiu o covidocrata Joe Biden, após promover a estigmatização e o linchamento público de um quarto da população do país.

“Façam a coisa certa”… ou o que? Qual será a solução de Biden para esses que ele trata abertamente como inimigos domésticos?

O presidente americano comporta-se, pois, não apenas como um tirano ignóbil, mas como um lobista de vacina, a exemplo de tantos outros surfistas de pandemia no Brasil e no mundo. Como se sabe, um dos atores mais agressivos desse lobby – que transforma um problema sério de saúde global numa verdadeira orgia sanitária – tem sido a gigante farmacêutica Pfizer, de quem, aparentemente, muitos chefes de Estado, políticos e jornalistas ao redor do mundo têm agido como sócios, e para quem, considerando o lucro bilionário obtido, não seria de todo mal se a pandemia durasse para sempre.

Nessa semana, por exemplo, o CEO da Pfizer, Albert Bourla, foi perguntado pela ABC News sobre sua previsão para o fim da pandemia. “Dentro de um ano, creio que poderemos voltar à vida normal” – respondeu Bourla, deixando claro, todavia, que a previsão só se aplica aos que estiverem preparados para tomar doses regulares de reforço da vacina contra a Covid-19. “Não creio que isso signifique que não vão surgir novas variantes. E também não significa que poderemos retomar nossas vidas sem vacinação”. O cenário mais provável, na opinião de Bourla, é que tenhamos revacinações anuais devido às novas variantes. E a empresa já começou o seu lobby ostensivo pela aplicação (preferencialmente compulsória, é claro) da substância experimental, com a tecnologia nova de RNA mensageiro, em crianças de 5 a 12 anos.

Para não dizer que não falei de flores, as reações à covidocracia global também têm se espalhado mundo afora. Em várias cidades dos EUA e da Europa, vêm se intensificando os protestos contra o passaporte sanitário e todas as outras medidas autoritárias adotadas sob o pretexto de “salvar vidas”. Nesse contexto, muitos manifestantes chegaram a tomar para si, em referência à vacinação obrigatória, o conhecido bordão feminista pró-aborto: “Meu corpo, minhas regras”. De maneira ainda incipiente, o mesmo começa a ocorrer no Brasil, onde boa parte da sociedade já percebeu o ardiloso modus operandi dos covidocratas e seus agentes de propaganda, e o nonsense de se atrelar o gozo de direitos fundamentais à apresentação do comprovante de uma vacina que, já se sabe, não impede o contágio e a transmissão, funcionando apenas, se tanto, como medicamento profilático individual, atenuando a gravidade da doença no organismo de quem a contraia.

Mas, nos últimos dias, uma das manifestações mais importantes contra os abusos de poder e as violações de direitos humanos cometidos em nome do combate à pandemia veio de um grupo internacional de médicos, que, reunidos durante três dias em Roma para uma conferência sobre a Covid, resolveram “confrontar os donos do poder com verdades sobre a pesquisa e o tratamento da doença”. O grupo emitiu uma “Declaração dos Médicos”, que hoje (29 de setembro), no momento em que finalizo esta coluna, já conta com mais de 7,2 mil assinaturas de alguns dos mais reconhecidos médicos e cientistas do mundo, incluindo Robert Malone, ninguém menos que o inventor da tecnologia de vacina com RNA mensageiro, escolhido para ler publicamente a declaração durante a conferência.

O documento inicia-se com as seguintes palavras: “Nós, médicos do mundo, unidos e leais ao Juramento de Hipócrates, e reconhecendo que a profissão da medicina tal como conhecemos se encontra numa encruzilhada, sentimo-nos na obrigação de declarar o seguinte”. E o que se segue são afirmações contundentes em defesa da autonomia médica e contra o direcionamento geral que as autoridades mundiais deram à política de combate à pandemia. “É nossa responsabilidade e dever resgatar e sustentar a dignidade, a integridade, a arte e a ciência da medicina”, dizem os signatários, vítimas de um “ataque sem precedentes à nossa capacidade de cuidar dos pacientes”.

Segundo o texto, “os responsáveis pelas políticas públicas decidiram forçar uma estratégia única e padronizada de tratamento, resultando em adoecimento e mortes desnecessárias”. E os médicos “têm sido reiteradamente desencorajados a se engajar num debate profissional franco e numa troca de ideias sobre doenças novas e emergentes, o que ameaça não apenas a essência da profissão médica, mas, de modo mais grave e trágico, as vidas dos nossos pacientes”. Mais ainda, esses médicos estariam sendo “impedidos de oferecer tratamento aos doentes, como resultado de barreiras erguidas pela indústria farmacêutica, por hospitais e agências de saúde pública... Agora, médicos têm recomendado que os pacientes vão para casa (permitindo que o vírus se replique), retornando apenas quando a doença se agravar, tendo como resultado centenas de milhares de pacientes mortos por falta de assistência devida. Isso não é medicina. Isso não é cuidado. Essas políticas podem, de fato, constituir um crime contra a humanidade”. E o leitor brasileiro, sem dúvida, irá se lembrar de personagens macabros que, por causa de uma guerra política insana e fratricida, propuseram e continuam propondo justamente esse tipo de política.

Em várias cidades dos EUA e da Europa, vêm se intensificando os protestos contra o passaporte sanitário e todas as outras medidas autoritárias adotadas sob o pretexto de “salvar vidas”

Por fim, dentre as resoluções da Declaração, os signatários convidam todos os médicos e cientistas do mundo a defender seu direito ao exercício da autonomia profissional, lutando contra as restrições impostas por interesses políticos ou pecuniários, no mais das vezes escusos. Convidam também os pacientes a exigir o acesso a uma medicina cientificamente embasada, livre das amarras impostas por forças exógenas à relação médico-paciente.

Temos aí um documento cujo significado histórico decerto ainda será reconhecido. Trata-se de um tiro de bazuca no coração da covidocracia, cujos artífices, como não poderia deixar de ser, se mostram tanto mais ruidosos e agressivos quanto mais a sua imoralidade é exposta ao mundo. Como se lê na frase atribuída a Abraham Lincoln, cujo retrato pintado, ironicamente, serviu de pano de fundo para o discurso fraudulento de Joe Biden: “Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente”.

Conteúdo editado por:Marcio Antonio Campos
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