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Sua arma contra a corrupção da inteligência. Coluna atualizada às quartas-feiras

Família, literatura e imaginação moral: o programa “Conta pra mim”, do MEC

  • Por Flavio Gordon
  • 11/12/2019 17:11
Lançamento da campanha do MEC “Conta pra mim”.
Lançamento da campanha do MEC “Conta pra mim”.| Foto: Gabriel Jabur / MEC

“A literatura é um apocalipse humano, a revelação do homem a si mesmo” (Northrop Frye, A Imaginação Educada)

Em 1912, na qualidade de fundador e diretor da Nouvelle Revue Française (NRF), Andre Gide recusou o manuscrito de O Caminho de Swann, primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido, a obra-prima de Marcel Proust. Tendo muitas vezes esbarrado com Proust nos salões parisienses, Gide desprezava-o por esnobe e fútil. Por causa dessa antipatia pessoal, acredita-se que o manuscrito nem sequer tenha sido aberto naquela ocasião.

Tempos depois, todavia, o escritor e jornalista Jean Schlumberger, co-fundador da NRF, insistiu com o colega para que lesse com carinho o volume impresso. Diante da persistência de Schlumberger, Gide acabou lendo-o de cabo a rabo. Finda a leitura, concluiu pesaroso: “Cometi o erro mais pungente da minha vida” – conforme admitiu posteriormente numa das cartas trocadas com Proust.

E foi somente depois de corrigir o erro e publicar pela NRF À sombra das raparigas em flor, segundo volume da epopeia proustiana, que Gide pôde, enfim, comentar sobre o genial desafeto: “Uma vez que os sentimentos mais diversos existem em cada homem em estado larval, o mais das vezes à sua revelia, que estão só à espera de um exemplo ou de uma designação, ia dizer: de uma denúncia, para poder se afirmar, imaginamos, graças a Proust, ter sentido nós mesmos esse detalhe, nós o reconhecemos, o adaptamos, e é nosso próprio passado que essa abundância vem enriquecer”.

Quem quer que reconheça o potencial da literatura não pode deixar de saudar o programa de incentivo à leitura em família recém-lançado pelo MEC

Nesse elogio tardio, não menos pungente que o erro original, resume-se o significado de uma expressão hoje muito repetida nos meios conservadores brasileiros, mas nem sempre bem compreendida: a noção burkeana de imaginação moral, que, grosso modo, poderia ser definida como a capacidade de conceber os mais variados e profundos dilemas morais enfrentados pelo homem sem a necessidade de os vivenciar em primeira pessoa.

Há muitas maneiras de alargar a nossa imaginação moral, mas nenhuma, talvez, tão eficaz e duradoura quanto a que Lionel Trilling chamou certa vez de “a experiência da literatura”. Carente de literatura, a imaginação encolhe, e nem a mais sólida erudição acadêmica, bem como o mais completo domínio de bibliografias especializadas, poderá compensar uma imaginação moral atrofiada.

Portanto, o que Gide diz de Proust vale para a grande literatura como um todo. Com a leitura dos clássicos, temos a chance de experimentar situações e dramas humanos que, de outro modo, jamais experimentaríamos. Por meio deles, expandimos o nosso horizonte de consciência, transcendendo provincianismos pessoais e culturais, tomando parte no grande diálogo da humanidade consigo mesma, e adquirindo aquele senso de eternidade sem o qual não passamos de primatas vestidos.

Num de seus trabalhos mais interessantes, o linguista búlgaro Tzvetan Todorov salientou essa função da literatura: “Mais densa e mais eloquente que a vida cotidiana, mas não radicalmente diferente, a literatura amplia o nosso universo, incita-nos a imaginar outras maneiras de concebê-lo e organizá-lo. Somos todos feitos do que os outros seres humanos nos dão: primeiro nossos pais, depois aqueles que nos cercam; a literatura abre ao infinito essa possibilidade de interação com os outros e, por isso, nos enriquece infinitamente. Ela nos proporciona sensações insubstituíveis, que fazem o mundo real se tornar mais pleno de sentido e mais belo. Longe de ser um simples entretenimento, uma distração reservada às pessoas educadas, ela permite que cada um responda melhor à sua vocação de ser humano”.

Em A Imaginação Educada, também o crítico canadense Northrop Frye faz uma ode à capacidade que tem a literatura de expandir a nossa imaginação moral, definida pelo autor como “o poder de construir modelos possíveis da experiência humana”. À semelhança de Gide e Todorov, Frye afirma que “nossas impressões sobre a vida humana vão acumulando-se uma a uma e, para a maioria de nós, permanecem vagas e desorganizadas. Na literatura, porém, muitas dessas impressões de repente ganham ordem e foco. Isto é parte do que Aristóteles quer dizer quando fala em evento humano típico ou universal... Enquanto leitor de literatura, eu existo somente na qualidade de representante da humanidade inteira. Não importa quanta experiência acumulemos ao longo dos anos, jamais alcançaremos em vida toda a dimensão da experiência proporcionada pela imaginação. Só conseguem alcançá-la as artes e as ciências, e, destas, só a literatura nos dá toda a amplitude e alcance da imaginação humana tal como ela se vê”.

Quem quer que reconheça esse potencial da literatura não pode deixar de saudar o programa de incentivo à leitura em família recém-lançado pelo Ministério da Educação (MEC). Intitulado Conta pra Mim: programa de promoção da literacia familiar, o projeto foi idealizado pelo secretário de Alfabetização, Carlos Nadalim, tendo como meta declarada o engajamento de pais e demais familiares no processo de desenvolvimento linguístico, cognitivo e imaginativo das crianças, e partindo do pressuposto (a meu ver, corretíssimo) de que o interesse pela leitura começa dentro de casa, e que, antes mesmo de entrar na escola, os filhos devem ter nos pais os primeiros e mais consistentes modelos de leitor.

O paradigma educacional lulopetista consiste, antes de tudo, numa visão antifamiliar da educação, compreendida como meio de superação dos “preconceitos” herdados do ambiente doméstico

O programa – que, graças à notória má vontade da imprensa para com o governo Bolsonaro, não tem tido a repercussão que merece – é valioso, entre outras coisas, por inverter radicalmente o paradigma adotado pelo MEC durante os anos de regime lulopetista, ao longo dos quais, dentre outras consequências danosas, os nossos estudantes foram conduzidos a uma situação de semianalfabetismo, como demonstram mais uma vez os resultados do último Pisa.

Em que consistia o paradigma educacional lulopetista, cujos pressupostos são ainda partilhados pelo grosso da nossa classe falante, esnobe e elitista como só? Antes de tudo, numa visão antifamiliar da educação, compreendida como meio de superação dos preconceitos (“burgueses”, “conservadores”, “reacionários” etc.) herdados do ambiente doméstico. Como corolário dessa opção ideológica, as escolas foram convertidas em nada menos que centrais de formação de ativistas políticos apartados da família e da comunidade – e, portanto, mais suscetíveis à influência dos intelectuais do partido.

Nesse quesito, o lulopetismo foi fiel a uma longa tradição revolucionária em que a educação é concebida, por assim dizer, contra os pais e a família. “Não se deve abandonar às luzes e preconceitos dos pais a educação de seus filhos, pois ela importa ao Estado mais que aos pais”, já escrevia Rousseau no século 18, ideia que, dois séculos depois, seria expressamente defendida por Lilina Zinoviev, precursora do ensino soviético: “Devemos fazer da geração jovem uma geração de comunistas. As crianças, como cera, são muito maleáveis e devem ser moldadas como bons comunistas. Devemos resgatar os infantes da influência nociva da vida familiar. Devemos racionalizá-los. Desde os primeiros dias de sua existência, os pequenos devem ser postos sob a ascendência de escolas comunistas para aprenderem o ABC do comunismo… Obrigar as mães a entregar seus filhos ao Estado soviético – eis nossa tarefa”.

Eis também a tarefa que, atualmente, tipos como a procuradora petista Deborah Duprat parecem ter assumido para si.

Nota-se que, de acordo com essa linhagem política, a educação não é vista como um bem transmitido às crianças de geração em geração, mas como meio de criação do homem novo. Foi o que admitiu ninguém menos que Che Guevara, que, em Socialismo e o Homem em Cuba, disse-o com todas as letras: “Na nossa sociedade, jogam um grande papel a juventude e o partido. A primeira é particularmente importante por ser a matéria maleável com a qual se pode construir o homem novo sem nenhuma das taras anteriores”.

Como explica o historiador Orlando Figes em Sussurros: A Vida Privada na Rússia de Stalin: “A família era o primeiro campo de batalha dos bolcheviques. Nos anos 1920, eles tinham por artigo de fé que a ‘família burguesa’ era socialmente danosa: autocentrada e conservadora, era vista como um reduto de religião, superstição, ignorância e preconceito; estimularia o egoísmo e o consumismo, oprimindo mulheres e crianças. Os bolcheviques esperavam que a família desaparecesse à medida que a Rússia soviética se tornasse um sistema socialista pleno, no qual o Estado assumiria a responsabilidade por todas as funções domésticas básicas, fornecendo berçários, lavanderias e refeitórios em centros públicos e conjuntos habitacionais. Liberadas do trabalho doméstico, as mulheres estariam livres para integrar a força de trabalho em pé de igualdade com os homens. O casamento patriarcal, com sua moral sexual submissa, deveria morrer e ser substituído – assim acreditavam os radicais – por ‘uniões de amor livre’... O ABC do Comunismo (1919) vislumbrava uma sociedade futura na qual os pais já não usariam o pronome ‘meu/minha’ para se referir aos filhos, que seriam criados de maneira comunitária”.

Refletindo sobre a crise educacional por ela já diagnosticada nos anos 1950, a filósofa Hannah Arendt pôs o dedo na ferida, destrinchando o processo pelo qual, desde o século 18, a educação veio sendo transformada em instrumento da política e, em especial, de projetos políticos totalitários. No ensaio “A Crise na Educação” (1957), publicado na revista americana Partisan Review, Arendt escreve: “O papel desempenhado pela educação em todas as utopias políticas, desde a Antiguidade até os nossos dias, mostra bem como pode parecer natural querer começar um mundo novo com aqueles que são novos por nascimento e por natureza. No que diz respeito à política há aqui, obviamente, uma grave incompreensão: em vez de um indivíduo se juntar aos seus semelhantes assumindo o esforço de os persuadir e correndo o risco de falhar, opta por uma intervenção ditatorial, baseada na superioridade do adulto, procurando produzir o novo como um fait accompli, quer dizer, como se o novo já existisse… É por essa razão que, na Europa, a crença de que é necessário começar pelas crianças se se pretendem produzir novas condições tem sido monopólio principalmente dos movimentos revolucionários com tendências tirânicas, movimentos esses que, quando chegam ao poder, retiram os filhos aos pais e, muito simplesmente, tratam de os endoutrinar”.

É significativo que o projeto do MEC venha sendo ignorado ou desdenhado pelos nossos bem-pensantes, com destaque para os jornalistas

No mesmo texto, Arendt denuncia especificamente a perversidade dessa educação antifamiliar, que retira das crianças aquilo de que mais têm necessidade para desenvolver plenamente as suas capacidades cognitivas, emocionais e intelectuais, assim convertendo-as em autômatos sem alma, meros replicadores de slogans e palavras de ordem. Nas palavras da filósofa: “Porque a criança tem necessidade de ser protegida do mundo, seu lugar é no seio da família. É para lá que os adultos regressam a cada dia do mundo exterior e se unem na segurança da vida privada, ao abrigo de quatro muros. Esses quatro muros, ao abrigo dos quais se desenrola a vida íntima familiar, constituem uma proteção contra o mundo e, em particular, contra o aspecto público do mundo. Delimitam um lugar seguro sem o qual nenhuma vida pode prosperar. Isso é válido não somente para a vida da criança, mas também para a vida em geral – por todo lado em que esta é constantemente exposta ao mundo sem a proteção da intimidade e da segurança privadas, a sua qualidade vital é destruída”.

É esse “abrigo de quatro muros” e essa “proteção da intimidade” que o programa Conta pra mim parece querer valorizar, partindo do correto diagnóstico de que foi justamente esse domínio privado e inviolável do lar o principal alvo do ataque das políticas educacionais progressistas das últimas décadas, em especial a do lulopetismo. Se esta última pretendeu usar a escola para “libertar” os alunos daquilo que Che Guevara definiu como “taras anteriores” – ou seja, a influência da família –, a atual política educacional parece seguir o caminho inverso, valorizando o papel da família na formação intelectual da criança, e preparando-a, assim, para uma bem-sucedida educação escolar e universitária. Antes, a criança era meio; agora, ela é fim. Uma mudança e tanto...

Resta significativo, por último, que o projeto venha sendo ignorado ou desdenhado pelos nossos bem-pensantes, com destaque para os jornalistas, ao mesmo tempo produtos e agentes dessa educação revolucionária estupidificante, que, aniquilando o seu discernimento natural e a sua imaginação moral, infundiu-lhes a patológica ambição de mudar o mundo sem, todavia, fornecer-lhes os instrumentos básicos para compreendê-lo minimamente.

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Comentários [ 21 ]

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    João Pedro

    ± 39 dias

    Que artigo meu amigo!!! Parabens!! A tua coluna faz valer a pena cada centavo da assinatura!! A quarta-feira passou a ser o dia mais esperado da semana!!

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    Claudia

    ± 45 dias

    Alto nível este texto. Simplesmente fundamental que todos possam saber disso tudo o que foi exposto neste excelente texto.

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    Laudicéa Batista Macêdo

    ± 47 dias

    Todas as quartas feiras para mim se tornaram especial no aguardo dos seus excelentes textos. Mais uma vez parabéns pelo cultissimo artigo.

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    Carmen Arantes

    ± 48 dias

    Excelente artigo e excelente programa. Precisamos resgatar valores que tentaram destruir nos últimos governos de nosso país.

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    João Viggiani

    ± 48 dias

    Excelente esse programa. Talvez o mais importante programa do Brasil em todos os tempos. A família passando valores nobres aos filhos. O centro da casa passando a ser, não mais a televisão com suas asneiras e desensinos, mas a estante de livros, com sua imensa vastidão de idéias, lugares fantásticos, imaginação imbatível. Um artigo antológico sobre um programa que deve ser de Estado e não de Governo!

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    Zyss

    ± 48 dias

    Excelente Flávio, não sou muito de literatura, prefiro ler livros sobre temas específicos. Falta-me essa imaginação que vc transcreveu. Vou tentar inserir algumas obras nesse meu repertório, obrigado por abrir a minha mente.

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      Admar Luiz

      ± 48 dias

      Zyss, comece com o imperdível - tenho cá na minha mesa - livro de FG, "A Corrupção da Inteligência" .

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  • F

    Félix

    ± 48 dias

    Parabéns, Flavio! É sempre um prazer ler seus artigos.

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    Eduardo

    ± 48 dias

    Magistral, Flávio! Obrigado por nos brindar com sua lucidez e erudição.

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  • E

    eneida

    ± 48 dias

    Muito bom saber desta iniciativa do ministério da educação. Quando criança minha mãe intuitivamente reunia os filhos todas as noites para leituras da Bíblia e outras histórias e poesias que marcaram muito nossa infância.

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  • D

    Dissenha

    ± 48 dias

    Como sempre: lucidez na percepção da realidade, inteligência e cultura na avaliação e voilá: uma aula .

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    Luiz Moraes

    ± 48 dias

    Brilhante como sempre! Flávio, você é um orgulho para a alta cultura do Brasil.

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    Gustavo Marques

    ± 48 dias

    vc é top cara!!

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  • M

    Marcos eisenschlag

    ± 48 dias

    Flavio, os seus artigos na Gazeta demonstram claramente o "deserto de ideias" de alguns articulistas que mal conseguem estruturar um texto devidamente. Nosso jornalismo em sua maioria e' preguicoso, inculto e incoerente, por isso a sua dificuldade em analisar a realidade. Sobra -lhe somente a submissao ideologica como meio de sobrevivencia.

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  • A

    Admar Luiz

    ± 48 dias

    Grande Gordon, resumistes com maestria o que é literatura, o ensino, a instrução. Nesses dias tenebrosos em que vivemos, onde a cultura é rebaixada, onde os valores dos nossos antepassados são considerados reacionários é alvissareira a iniciativa do ME estimulando a leitura em nossos lares e escolas. Pra variar Gordon da uma aula de o que é ser culto sem ser esnobe. Eu cá com minha ignorância intelectual pelo menos me esforço em procurar - como dizia Russel Kirk - as "ideias verdadeiras", essas "coisas permanentes" que são a base e a infraestrutura intelectual de nossa civilização. Ps.: Recomendo aos amigos leitores da Gazeta, o livro imperdível de FG, "A Corrupção da Inteligência".

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    Jose Eduardo Becker

    ± 48 dias

    Recomendo aos pais, futuros pais, avós, tios...que baixem no portal do MEC a cartilha do programa 'Conta pra mim'. Além de mostrar o valor da leitura para a criança, possui valiosas orientações. Flávio, parabéns por expor o tema na sua coluna.

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    Ricardo de Mello Araujo

    ± 48 dias

    Belíssimo e inspirador artigo. Obrigado.

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    Rodrigo Faria

    ± 48 dias

    Fantástico. Parabéns. #Obrasilvaidarcerto

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  • E

    Evandro

    ± 48 dias

    Belíssimo artigo, Sr Gordon. Não podemos contar com a mídia corrompida pela “intelligentsia” partidária que assolou romântica e tragicamente este país. Estimulemos a leitura dos pais às crianças, no seio familiar.

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  • D

    DENISSON HONORIO DA SILVA

    ± 48 dias

    Brilhante Flávio. Você sempre me faz lembrar Paulo Francis sua erudição e perspicácia. Ainda sobre literatura, após ler O Leopardo, de Lampedusa, tomei a iniciativa temerária de romancear a vida de uns de meus tataravós. A tarefa parecia ser fácil, já que teria convivido com Barão de Cerro Azul e particípe de alguns momentos da história paranaense do seculo XIX. Ledo engano. Dificilimo. Parei na página 50. Estabelecer diálogos, fatos historicos, paisagens, linha de tempo, requer grande criatividade e enorme arcabouço intelectual. Acabei migrando para escrever um livro técnico da minha profissão. Até mesmo tive aceitação de editora renomada. Em tempo. Sou fã de Marcel Proust, também.

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    Elke Dislich

    ± 48 dias

    Artigo, muito inspirado, que expressa tudo aquilo que gostaria de dizer, mas não tenho a devida competência. Parabéns, pois finalmente estou reconciliada com a mídia escrita aqui no nosso país. Há esperança!

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