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Francisco Razzo

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Das perguntas mais importantes

  • Francisco RazzoPor Francisco Razzo
  • 07/08/2019 01:00
“Carnation, Lily, Lily, Rose”, de John Singer Sargent.
“Carnation, Lily, Lily, Rose”, de John Singer Sargent.| Foto: Wikimedia Commons

No texto Ateísmo e amizade, defendi que a experiência da amizade tem algum tipo de similaridade com a experiência da fé. Procurei mostrar que objeções do tipo “não há evidências, logo Deus não existe” não fazem sentido, e sugeri que cientistas que usam esse raciocínio é porque desenvolveram uma crença ingênua na ciência. Não foi minha intenção discutir “Deus”, apenas busquei justificar que a experiência da fé não pode ser invalidada por falta de evidências científicas. De qualquer maneira, gostaria de comentar uma objeção feita ao texto.

A ideia que temos de amizade remete a certo tipo de “experiência”, “de vivência”, “de sentimentos” que, por mais abstratos que sejam quando tomados em si mesmos, ainda assim, são suficientemente concretos para que reconheçamos sua existência. A “fome” afetiva que sentimos, de certa maneira, remete a algo razoavelmente experiencial. Já a experiência religiosa tem como referência também essas experiências, mas remetendo-as a um ente muitíssimo menos “evidente”, menos “concreto” que a experiência de amor por um determinado ser humano singular.

Em outras palavras, uma coisa é saber que se ama alguém de carne e osso; alguém ali diante de você; alguém singular te pedindo um “ombro”; exigindo confiança... Por exemplo, “Eu, João, amo Luiza”. Tal conhecimento pode ser comungado empiricamente com outras pessoas. Afinal, outras pessoas, além de João, podem “ver” Luiza, podem constatar que ela existe, que não se trata de uma amiga imaginária de João etc. O “tu” do “eu te amo” se refere a alguém concreto: Luiza existe de fato. Já o “tu” da experiência da “fé”, que se refere a Deus, não tem evidências exceto para quem dá salto na fé.

A expressão “confio em Deus como um Tu” tem uma estrutura muito diferente da expressão “Sergio é meu amigo”. Sergio evidentemente existe, outras pessoas asseguram a sua existência, logo posso ficar tranquilo porque eu não sou esquizofrênico. A experiência de amizade ou amor pode até ser uma fantasia, mas a existência de Luiza efetivamente não é fruto da fantasia de João; Sergio não é meu amigo imaginário.

Outra coisa diferente diz respeito à existência de Deus, o conhecimento de Deus dado pela fé não aponta para “nada”. Sendo assim, não seria “Deus” um amigo imaginário, como naquele filme Uma mente brilhante, sobre o matemático John Nash?

O embate a respeito da crença em Deus se dá num nível mais elementar de discussão acerca da busca de sentido da vida

Apesar da aparente dificuldade em que esse tipo de objeção nos coloca, a verdade é que ela não toca exatamente no problema. O que aparece como um beco sem saída se revela como um falso problema. O núcleo do meu argumento mostra que certo tipo de ateu — que diz não acreditar em Deus por falta de evidências — não poderia, por esta razão, aceitar o amor ou amar alguém, dado ser impossível apresentar evidências da veracidade da expressão “eu te amo” ou “sou seu amigo”.

Minha preocupação era mais com a validade do conhecimento daquele argumento, não com estatuto metafísico da “questão Deus”, das perguntas filosóficas mais importantes. Em outras palavras, o problema não tem a ver com o objeto, mas com a validada de uma experiência fundamentalmente subjetiva. Se o ateu não acredita em Deus por falta de evidências, também não pode fundamentar os seus vínculos amorosos ou de amizade.

A ideia de que a fé em Deus se refere a uma coisa muitíssimo menos evidente, menos concreta que a experiência de amor por um determinado ser humano singular não entra, nesse caso, em questão.

Dizer que a experiência religiosa aponta para experiência no cérebro de alguém que acredita em “amigos imaginários” é como dizer que a água não existe porque ter sede é só uma experiência localizada em certa região do cérebro. Ou negar a existência do amado porque a neurociência provou que o amor é só uma experiência no cérebro.

Até aqui não há nada de problemático. Uma boa parte da tradição da teologia cristã tem, como eixo central, esse caminho: Deus é como o “inexprimível, o inconcebível, o invisível e o incompreensível, aquele que vence o poder da língua humana e ultrapassa a compreensão do pensamento”, vai dizer João Crisóstomo, em Sobre a incompreensibilidade de Deus. Ou seja, para a fé, Deus não é uma “coisa” como as outras, não está aberto para a experiência empírica, e, portanto, jamais poderá ser “verificado” pelo método científico.

“Deus”, enquanto objeto de discussão racional, é um problema filosófico e dos mais instigantes. Quem se movimenta na fé precisa dar razões de que não está delirando. Quando se dispõe a dar razões já não está mais no âmbito da fé, mas no da filosofia.

O fato é que o embate a respeito da crença em Deus se dá num nível mais elementar de discussão acerca da busca de sentido da vida. Kant resumia a pergunta com as seguintes palavras: “O que me é lícito esperar?”.

Nesse sentido, o embate é anterior a tudo em termos de construção de visão de mundo. A questão “Deus” aparece quando jogamos com a totalidade da nossa vida. E a discussão sobre a veracidade da religião só é, de alguma maneira, respondida depois de um cuidadoso exame de consciência, já que todo aquele que “crê” se movimenta no âmbito de uma decisão pessoal fundamental.

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Comentários [ 19 ]

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  • L

    Lucio Fermi

    ± 6 dias

    A fé em Deus, despicienda para a fé na vida e em si mesmo (que, no fim das contas, é também apenas um suporte), sempre extrapola para além desse âmbito pessoal, querendo traduzir-se em doutrinas e regras morais. Ora, a fé do cristão é maior ou melhor do que a do judeu, do muçulmano, do budista, do hinduísta, do africano, do índio?!? Não há como se medir e, portanto, houvesse fé de verdade, uma relação, um diálogo como falam, não existiriam igrejas nem batalhas pela fé. O problema é que a fé em Deus não passa de um suporte psicológico subjetivo que, inevitavelmente, se traduz em batalhas, como a realidade cotidiana e a história mostram.

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  • R

    Ricardo Victor Pereira

    ± 6 dias

    Esquisito como certo comentarista se mabifesta. A fé, como acredito que Razzo aborda, é algo inerentemente incompreensível. Não podemos ter qualquer diálogo com Deus se não for por meio da fé. Nada temos a dizer a Deus, nada temos o que perguntar a Deus, não temos nenhuma visão de Deus a não ser pela fé.

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    4 Respostas
    • L

      Lucio Fermi

      ± 6 dias

      A questão é que esse Todo (termo que os autores do Caibalion gostariam) não tem nada a ver com o Deus da Bíblia, não é uma pessoa e não se pode ter uma relação com ele (ou seria Ela? Por que não?!) além desse espanto ("credo quia absurdum"). E eu pergunto: De que nos serviu até hoje esse espanto, se nem os crentes se entendem?!?

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    • L

      Lucio Fermi

      ± 6 dias

      Diálogo com Deus, mas "sem ter nada a dizer, sem perguntas, apenas com fé". Desculpa, isso não é DIÁLOGO, é tirania pura. Mas eu entendo. São algumas dezenas de milhares de anos de desenvolvimento psicofísico baseados nessa crença de subserviência, reforçados por alguns séculos de cultura baseada na dominação pelo silêncio e pela conformidade. Realmente, quando confrontamos o Absoluto, como é narrado no Bhagavad Gita, seu "rosto" multifacetado, abarcando todas as delícias e todos os horrores de se existir e de não-existir, realmente nos deixam sem palavras.

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      Lucio Fermi

      ± 6 dias

      Nenhuma visão de de Deus a não ser pela fé?!? Ele teria criado a Razão para tacarmos na lata do lixo e nos igualarmos a psicopatas que matam algumas ou milhares de pessoas com base na sua fé, que ninguém pode contestar?!? Sim, porque se não pode contestar, não tem exceção. Afinal, o Deus da Bíblia é sanguinolento. Vai ver vikings e aztecas é que estavam certos...

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      Lucio Fermi

      ± 6 dias

      Qual Deus? Aquele vingativo, de Naum 1:2? Ou aquele "mais" amoroso que teria mandado o filho se suicidar por conta de algo que ele mesmo teria gerado em nós? Ah, sei, "livre-arbítrio"... Só que o arbítrio que o ser humano possui é muito pequeno e, diante do suposto Satã, praticamente nulo. Ou estamos falando de Zeus? Talvez Odin?? Buddha Vairochana??? Como "não temos o que perguntar a Deus"?! Quer dizer que o cara nos cria cheio de perguntas e não vai dar nenhuma resposta?!?

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  • A

    Admar Luiz

    ± 10 dias

    O inteligentíssimo Lúcio Fermi e suas pérolas “filosóficas”. Quantos títulos acadêmicos deve ter? Kant? Mio Dio, relés mortal. A frase de Sócrates, “sei que nada sei”, mamma mia, para o Lúcio, soaria como ofensa, rsrsrs Estou estupefato. Esse cara é um gênio. Tenho um amigo que me previne quando aparece esses seres especiais que se intitulam sabichões e que te olham com desdém com um aviso: cuidado esse cara aí pode ter trezentos títulos, mas é o perfeito ******. Bom senso, lógica? Non cè, mio caro!

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    • L

      Lucio Fermi

      ± 10 dias

      Bom senso? Lógica? Diga onde há isso no texto? Eu demonstrei por A + B que o texto justifica qualquer tipo de deus, não sendo possível fazer a comparação que ele quer. Ora, na vida real, sem essa "paranóia delirante" de um fantasmão incompreensível, as pessoas não cultivam amizades "a partir do nada". Podem até surgir sem motivo, mas devem ser cultivadas e, como toda relação humana, envolvem uma via de mão dupla. Nada de imaginação pura, de esquizofrenia de adorar o Absoluto. Até porque quando se fala em deus, sempre há uma referência à sua criação (reino da relatividade). O texto reconhece que não se pode nem sequer conceber deus. Como ser amigo de um nada?

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      Lucio Fermi

      ± 10 dias

      Adoro essa frase de Sócrates e é o meu filósofo preferido não só por ela, mas por justamente uma das acusações que o levaram à pena de morte por suicídio foi a de ter cometido "asebeia", ou seja, não crer nos deuses. Mas, vem cá, é essa a sua evolução moral tão superior? Xingar quem discorda de você? Ainda bem que não perdi meu tempo adorando um deus vingativo (Naum 1:2) e que mata inocentes (1 Reis 14:10-18, para citar só um exemplo bem feio). Assim, não é de se espantar esse comportamento infantil, que precisa projetar coisas que não existem (não ligo para títulos, não me acho especial) para poder falar mal da pessoa (falácia ad hominem). É mais fácil do que argumentar, né...

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  • A

    Admar Luiz

    ± 10 dias

    O inteligentíssimo Lúcio Fermi e suas pérolas “filosóficas”. Quantos títulos acadêmicos deve ter? Kant? Mio Dio, relés mortal. A frase de Sócrates, “sei que nada sei”, mamma mia, para o Lúcio, soaria como ofensa, rsrsrs Estou estupefato. Esse cara é um gênio. Tenho um amigo que me previne quando aparece esses seres que se intitulam sabichões

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  • L

    Lucio Fermi

    ± 10 dias

    Além do mais, é de uma desonestidade intelectual enorme escrever um artigo, ou seja, não é poesia, não é outro tipo de arte, deveria conter ideias apreensíveis e conclusões racionais, para terminar tudo no Inescrutável Absoluto. Ora, onde está contido esse absoluto, senão no relativo? Só aí já falaríamos de um panteísmo um tanto impessoal, com o qual não é possível manter uma amizade como se mantém com outro ente humano. Logo, sendo algo inescrutável, "além da compreensão do pensamento", como é possível nutrir amizade com isto ao ponto de fé inabalável além da razão?!?

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  • U

    Ulisses

    ± 10 dias

    É a imaginação que nos comanda. A necessidade de que tudo seja empírico é algo muito recente na vida humana. Quem não entende que a fé é comandada pela porção intelectual, certamente não consegue entender tb a diferença entre homens e outros animais. Pensa que o homem é só um símio um pouco mais especializado... por isso a filosofia antiga e medieval são essenciais.

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    • L

      Lucio Fermi

      ± 10 dias

      Dá dó mesmo, porque pensar que apenas gente como Agostinho e Aquino tinha respostas boas (eles não tinham) quando gente do calibre de Nagarjuna e Shams de Tabriz iam muito mais além é apenas mostrar limitação simiesca. Reduzir o mundo ao cristianismo com todos os erros que o Catolicismo e hoje os Protestantes cometem é fechar os olhos para a herança humana filosófica muito maior e melhor que apenas a cristã. Que não se venha com a ladainha de que doutrina e instituição diferem. Houvesse alguma objetividade filosófica nas religiões, o cristianismo não teria tantas denominações desde seu advento (como qualquer religião), cada uma querendo ser a mais correta (com raras exceções).

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      Lucio Fermi

      ± 10 dias

      Quanto ao termo "filosofia antiga", esse é só mais um rótulo de efeito, puro marketing. Como se a filosofia antiga fosse toda a mesma e corroborasse a fé e a existência de deuses. Vide o Paradoxo de Epicuro. No mais, ao falar de filosofia medieval como apenas a filosofia ocidental de natureza cristã, esquecendo-se de filósofos hinduístas e budistas como Nagarjuna, demonstra apenas um autocentrismo de dar pena.

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      Lucio Fermi

      ± 10 dias

      E o que o homem é senão isso, um primata desenvolvido? Pensa bem no que vai colocar, porque a história e o noticiário demonstram a animalidade humana muito bem... Agora, só não entendi essa identidade que você traça entre imaginação e "porção intelectual". Certamente não está falando da razão, que é um dos nosso diferenciais com relação aos animais. Tudo bem que o maior desses diferenciais é o polegar opositor. Talvez se os golfinhos tivessem um, teriam chegado onde chegamos.

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  • L

    Lucio Fermi

    ± 10 dias

    Talvez o mais emblemático do vazio dessa discussão e das manobras de onanismo dialético que o Razzo faz seja a de dizer que a fé não está no domínio da razão e da filosofia para, em seguida, citar Kant como embasamento de sua posição. Daqui a pouco dirá que o céu é vermelho porque subjetivamente esta é a decisão que um crente toma. E às favas com a realidade. O que importa é a fé. Desde que seja aquela em que eu acredito. Pouco importa se for em Odin e tiver como prática sacrifício humano, pilhagem e escravidão dos conquistados.

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  • L

    Lucio Fermi

    ± 10 dias

    A conclusão do texto é mais do que risível, chega a ser ridícula. Ora, essa argumentação pode servir para "validar" a fé no Monstro Voador de Espaguete, em bruxaria, em politeísmo, em panteísmo, em ETs benevolentes que se comunicam telepaticamente e cujas naves são invisíveis porque dominam a 5ª dimensão, em budismos, em diversas versões de um Deus único... Continua-se criando um abismo em que a fé é mais importante que as relações humanas, o lado mais odioso das religiões. Por esse tipo de argumento, justificam-se suicidas religiosos, guerras religiosas e uma série de coisas que, justamente, servem de evidência ao menos contra a existência de um Deus de Puro Amor.

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  • L

    Lucio Fermi

    ± 10 dias

    Esse texto tratou a objeção feita por meio de um espantalho. A fé não é uma decisão. É uma necessidade irracional. O ateu não decide tampouco deixar de ter fé, pois é inegável que seria mais fácil viver com fé em um poder superior. Assim como o heterossexual ou o homossexual não decidem suas inclinações sexuais. Eles podem decidir não exercitá-las, é bem verdade. Ou podem não ter como resistir a elas, como se bem vê nos leões que, preteridos pelas leoas, deitam-se entre si. Novamente, o argumento mais tacanho do texto ocorre quando diz ser impossível verificar evidências da expressão "eu te amo". Fosse assim, adultério não estaria na lista de proibições religiosas. Simples assim.

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  • A

    André

    ± 11 dias

    Muito bom!

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