

Um dos desafios mais pronunciados da educação atual é a relação entre a família e a escola. Quando nos remetemos a ideia de “famílias desestruturadas” devemos ter cuidado para não reproduzir um imaginário dominante de família (com pai, mãe e filhos).
Esta ideia tem sido contestada através da atual percepção de que a diversidade de arranjos familiares sempre existiu, e agora passa pela busca de legitimidade social. Por isso, precisamos pensar de maneira mais inclusiva e buscar menos idealizações acerca da instituição família, tomando esta reflexão como pano de fundo para mudanças práticas na organização escolar.
Certamente este caminho pode vir a prevenir situações de violência que acabam por ser geradas e reproduzidas dentro da escola, como produto ou síntese desta falta de preocupação em dar um significado àquilo que os educadores se propõem a ensinar. Acredito que a pergunta principal que devemos fazer para começar a transformar o mal-estar vivido cotidianamente no espaço escolar é a seguinte: qual é, afinal, a função social que a educação escolar ocupa?
Dar significado às práticas vivenciadas e aos conteúdos que nos propomos a ensinar é um trabalho indispensável e urgente que cabe a nós educadores. Possibilitar às novas gerações uma leitura e um projeto de sociedade: este é um papel compartilhado por todos nós. E, principalmente, não devemos esquecer que nossos alunos são nossos aliados neste processo e não nossos inimigos. Pois é também na direção desta escuta que a escola precisa transformar-se.
*Texto escrito por Mariana Corrêa de Azevedo, do Projeto Não-Violência, ONG parceira do Instituto GRPCOM. (Confira o calendário dos cursos de capacitação oferecidos pela ONG neste segundo semestre!)
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