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Blog que discute ideias em economia política

Bancões em baixa e Nubank com 20 milhões de clientes. O sistema financeiro está mudando

  • Por Guido Orgis
  • 21/01/2020 12:45
Itaú Banco do Brasil Caixa Santander Bradesco
Itaú Banco do Brasil Caixa Santander Bradesco| Foto: Gazeta do Povo

O Ibovespa, principal índice da bolsa, começou bem o ano, com alta acumulada de 2,78% até a última segunda-feira (20). Seria natural que as ações dos bancos brilhassem nesse momento de retomada da economia, mas elas estão apanhando bem no começo do ano. Os quatro bancões com ações na B3 estão em baixa, de -3,13% para o Santander a -7,7% para o Itaú (dados até o fechamento do dia 20).

Na segunda, o Nubank anunciou que chegou a 20 milhões de clientes. E o volume não é só do cartão de crédito que alçou a empresa à condição de maior fintech do país. A empresa tem 12 milhões de usuários de cartões e 17 milhões de usuários de sua conta digital. O Nubank concorre com os bancões sem precisar ter agências bancárias e não está sozinho.

Se de um lado novas empresas financeiras estão sendo bem-sucedidas em roubar clientes dos grandes bancos, de outro o Banco Central demonstrou que vai apoiar esse movimento. A agenda de modernização do setor financeiro está sendo tocada de maneira bastante rápida pelo BC e agora parece estar caindo a ficha de quem tem ações dos bancos.

No início deste ano, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, fez uma apresentação completa dessa agenda para a imprensa. É impressionante o número de resoluções, circulares e consultas públicas publicadas e abertas pela autoridade monetária com o objetivo de melhorar a alocação de recursos no setor financeiro, dar mais poder ao consumidor e aumentar a competição.

É uma mudança de postura que começou na gestão de Ilan Goldfajn à frente do BC e ganhou velocidade em 2019. O ponto mais noticiado dessa agenda foi a imposição de um teto de 8% para a taxa de juros do cheque especial e que revela uma visão de regulação que entende o que são falhas de mercado. No caso do cheque, a justificativa do BC mostra que esse é um produto com assimetria - seus clientes têm poucas condições de tomar uma decisão com informação adequada - e o teto de juros obrigará os bancos a mudarem sua abordagem.

Mas esse nem é o ponto que chama mais a atenção na Agenda BC#. Ela traz, por exemplo, uma consulta pública em andamento para regular o que o mercado chama de "sandbox", um modelo que permite o teste controlado de soluções financeiras inovadoras fora da regulação tradicional. É um caminho que vai permitir a aceleração da inovação.

Houve também uma série de medidas para estimular o crédito cooperativo. Esse é um modelo de negócios que vem crescendo no país, com alguns sistemas cooperativos grandes o bastante para competirem no varejo com os bancos. A nova regulação dá mais fôlego para cooperativas captarem recursos e terem maior participação em mercados como crédito rural e imobiliário.

O BC também quer regulamentar uma forma nova de captação de recursos (as letras financeiras de liquidez), que vão reduzir a necessidade de retenção de compulsórios. É um fator que pode reduzir juros e aumentar a competitividade de instituições menores. Isso é complementado por outras ações para aumentar a competição no mercado - da possibilidade de pagamento via boletos para bancos digitais à regulação de caixas eletrônicos, passando pela maior facilidade para se fazer a portabilidade de um crédito imobliário.

A agenda do BC, portanto, tem o potencial de mudar ainda mais o jogo para os bancões. Isso não significa que eles vão passar a perder dinheiro, mas que terão de se adaptar a um cenário de maior competição e inovação. Os cinco maiores bancos do país ainda têm uma fatia enorme do mercado de crédito (cerca de 75%) e esse é um segmento em que é mais duro para fintechs crescerem. A pressão maior hoje está na prestação de serviços (como contas, cartões, pagamentos) e só com o tempo chegará para o coração do trabalho bancário de gerir volumes imensos de crédito.

Se a bolsa de valores é um termômetro do que está acontecendo com o setor financeiro, podemos esperar um poder maior para o consumidor no médio prazo. Seria parecido com o que aconteceu com o segmento de pagamentos por cartão, quando a abertura do mercado deu início à guerra das maquininhas - o duopólio de Cielo e Rede acabou. Agora, estamos na guerra do cartão e das contas digitais. E logo chegará a dos empréstimos.

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Comentários [ 17 ]

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  • J

    JOEL MARCILIO PARIS

    ± 5 dias

    Nu bank vem sofrendo com sucessivos prejuízos, apesar de estar aumentando a quantidade de clientes. Isso ocorre devido aos aportes de investimentos ocorridos nos últimos anos. Acho que eles terão que ajustar algas coisas para mudar esse curso, principalmente se o bc limitar o juros do cheque especial, principal fonte de renda hj do nubank.

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  • J

    JAMC

    ± 8 dias

    Bancos ajudam a atolar o Brasil, só eles ganham..........

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  • W

    WILSON ZETI

    ± 8 dias

    Cada bancão já lançou seu banco digital, estão pensando que eles ficaram esperando o próprio fim?

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    • K

      KBRG

      ± 8 dias

      Claro que lançariam. Porém, não é mais o quinteto fantástico BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander. A senhorinha do pula pula na pracinha onde minha filha brinca abandonou as taxas de banco, de maquininha e de administração dos cartões famosos e fez uma conta no Pic Pay: seguro, de graça e ainda por cima, ela não precisa de internet nem de ficar carregando maquininha. Assim como ela, vários vendedores ambulantes aderiram ao aplicativo, que ainda por cima rende 100% do CDI sobre seu saldo na virada do mês. Vida longa à concorrência no setor bancário.

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  • J

    Juacastro

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    Já era tempo de acontecer essa transformação. Os bancos têm que ser adaptar a realidade

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  • J

    JP

    ± 8 dias

    O setor precisa dessa chacoalhada para o bem dos consumidores de serviços bancários. Os governos permitiram uma absurda concentração no Brasil. Agora vem a tecnologia nos salvar, como nos salvou da roubalheira dos táxis. Próximo passo a privatização da Caixa e do BB. Avante!

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  • R

    Ronald Santos

    ± 8 dias

    Amigão, NÃO é bem assim que a banda toca. Tudo bem, ocorreram algumas mudanças importantes, mas muito influencidas por movimentos do próprio mercado. O Roberto é funcionário do Santander. Dizem que saiu, mas na prática a teoria é outra.

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    João Mauricio

    ± 9 dias

    As benesses aos banqueiros não acaba com essas medidas. No governo por debaixo dos panos já estão querendo ressuscitar o antigo PROER. Ou seja, durantes anos e anos os bancos apresentaram bilionários lucros, e agora como a concorrência está tirando o filão, além que as taxas de juros SELIC estão baixas, a possibilidade dos grandes bancos apresentarem problemas de caixa, daí ao invés de sair do bolso do banqueiro, vem dinheiro público para socorrer, com a desculpa de preservar o sistema. Ora bolas, não estamos em um economia de mercado? Não é isso que os empresários querem? Mas infelizmente nossos empresários são grandes, porém as custas do governo.

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    • V

      Vitor Chvidchenko

      ± 2 minutos

      O problema é que o Brasil, de fato, nunca foi uma economia de mercado. Isso aqui sempre foi um "capitalismo para amigos do Estado". Quem tem os melhores relacionamentos com o poder é quem se dá bem (pessoa física e jurídica). Não dá para chamar isso de capitalismo de verdade, com live concorrência - muito menos de liberalismo. E ainda vai demorar muito para mudar... se mudar.

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  • C

    Cecília

    ± 9 dias

    Os bancos digitais irão tomar conta assim como as redes sociais praticamente acabaram com a imprensa de papel.

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  • J

    Jorge Dias

    ± 9 dias

    Que bom que as coisas estão mudando.

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  • L

    Luca

    ± 9 dias

    A era dos banqueiros do PT vai acabar! Crédito fácil a juros altíssimos que levou 70 milhões de brasileiros a serem escravos de banqueiro

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      Vitor Chvidchenko

      ± 0 minutos

      É modo de falar. Ele apenas quis dizer que estes cinco bancos que dominam o setor bancário do país se beneficiaram em muito do governo petista, que os protegeu e favoreceu enormemente. Mas é óbvio que eles sempre estiveram muito bem relacionados com todos os governos que passaram por Brasília.

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      João Mauricio

      ± 9 dias

      O ******, banqueiro do PT?? banqueiro não tem partido, não tem ideologia, só fica contra quando começam a mexer nas facilidades que eles tem. Inclusive neste governo já estão falando na volta do PROER, ou seja, dinheiro público para cobrir rombo de banqueiro.

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  • E

    Everaldo Basso

    ± 9 dias

    Não era esse governo que iria governar para os grandes banqueiros e o grande capital "estadunidense" ?

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  • A

    André

    ± 9 dias

    vamo q vamo

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      Ronald Santos

      ± 8 dias

      Comentário profundo e inteligente... rsrsrs

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