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Blog que discute ideias em economia política

Paulo Guedes pode ter criado seu “momento marolinha”

  • Por Guido Orgis
  • 06/03/2020 15:27
Paulo Guedes pode ter criado seu “momento marolinha”
| Foto: Edu Andrade/AscomME

A forma como o ministro da Economia, Paulo Guedes, encarou o resultado do PIB de 2019 e a instabilidade gerada pelo coronavírus veio fora do tom do momento econômico que atravessamos.

Primeiro, é fato que o desempenho do PIB de 2019 foi abaixo do esperado por diversos motivos, inclusive alguns controlados pelo governo. E o que pode se esperar de 2020 é bastante dificuldade diante do desafio de uma desaceleração global. O crescimento de mais de 2% neste ano está sumindo rapidamente do radar de quem acompanha a economia brasileira.

A postura de Guedes encontra paralelo na "marolinha" avistada pelo ex-presidente Lula em 2008 e que se transformou em uma recessão em 2009. Se há uma lição que deveria ser tirada do ano passado é a de que o Brasil não está em situação de minimizar acontecimentos que abalem sua frágil recuperação econômica.

Em 2019, a expectativa era de crescimento acima de 2%. No início do ano, parecia até que poderíamos andar mais rápido do que isso, caso as reformas andassem bem no Congresso. No fim, uma sucessão de problemas derrubou as expectativas ao longo do ano.

Claro que coisas como o colapso da barragem de Brumadinho, a guerra comercial entre China e EUA, além das eleições na Argentina, não estão sob controle do governo. Mas é alcançável fazer as reformas, manter a estabilidade econômica e melhorar o ambiente de negócios.

Essa agenda interna demorou para engrenar no ano passado e ainda não está completamente encaminhada. A aprovação da reforma da Previdência cumpriu seu papel de melhorar as perspectivas para as contas públicas e colaborar para redução dos juros. Mas, sozinha, não será capaz de sustentar o crescimento sustentável.

Sem o impacto do coronavírus, parecia muito provável um cenário com a economia em aceleração gradual para superar os 2% - considerando-se a possibilidade de pelo menos a PEC Emergencial ser aprovada e a reforma administrativa encaminhada ao Congresso ainda no primeiro trimestre. Aos poucos, está ficando mais claro que a desaceleração provocada pela virose será mais longa e abrangente do que se imaginava. Por isso, uma pauta morna de reformas e algumas privatizações pode não ser suficiente para se evitar mais um ano de crescimento muito ruim.

Embora a economia brasileira seja fechada, Guedes já tem razões para demonstrar mais preocupação e procurar afirmar que seu ministério vai lidar com situações concretas, como uma possível necessidade de mais recursos para a saúde e o suporte a negócios mais expostos à parada provocada pelo coronavírus. Setores como aviação, turismo e de fabricação de eletrônicos podem sofrer durante meses até a normalização dos fluxos internacionais de insumos e passageiros. Nesta sexta, as montadores divulgaram que terão de parar linhas de produção se os fluxos comerciais não se normalizarem.

A margem fiscal no Brasil para qualquer ação de suporte econômico é muito pequena, mas pode ser construída com apoio do Congresso, em caso de uma desaceleração global mais persistente. Não é possível descartar que a política fiscal terá de mudar temporariamente para lidar com os efeitos do vírus.

Na última semana, o Banco Central divulgou comunicado em que diz estar monitorando os efeitos do coronavírus, dando a entender que poderá baixar os juros no encontro do Copom do dia 18. No mercado, porém, esse movimento parece cada vez mais improvável (ou arriscado) diante da desvalorização do real, que tem impacto inflacionário. O BC, portanto, está em uma situação desconfortável e pode ter de aumentar sua atuação no câmbio para reduzir os juros.

O cenário melhoraria, por exemplo, com a combinação de mais um sinal fiscal de longo prazo, como a aprovação célere da reforma administrativa (promessa ainda não encaminhada pelo governo ao Congresso), com o relaxamento dos juros, além de ações pontuais (como a garantia de financiamento para a saúde em caso de uma epidemia). Na melhor das hipóteses, em que o coronavírus seria rapidamente controlado, não teríamos nada a perder com um movimento nessa direção.

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Comentários [ 10 ]

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    Bruno Moraes

    ± 0 minutos

    Discordo. Vai ser um ano muito bom. Nas eleições vai dar direita na cabeça. A esquerda vai ser varrida mais uma vez. A crise vai trazer investimentos em indústria de base pra cá. Finalmente vamos entender que o mundo não pode ficar refém de uma nação ainda mais inescupulosa como a China

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    Augusto

    ± 3 dias

    O PIB veio baixo porém DENTRO do esperado pelo mercado, ao contrário do que diz a a coluna.

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    Antonio Cousseau

    ± 4 dias

    PREZADO EDITOR FALE TAMBÉM DAS PROMESSAS DE REFORMAS DO CONGRESSO ? QUE ESTÁ VIRANDO UM MONTE DE MAROLAS E TRAIÇÕES AO EXECUTIVO.

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    Nilson Macan

    ± 4 dias

    Sim temos problemas ... a reforma da previdencia durou quase um ano, a reforma tributária (mais necessária que a da previdencia) ainda está só na intenção, as propostas que estão na câmara dos deputados já aniversariaram, as outras reformas ainda estão no "forno". A prisão sem segunda instância causa pavor em deputados e senadores...dos 594 parlamentares do congresso nacional pouquissimos SABEM O QUE ESTÃO FAZENDO, ... e o atraso no país E A CULPA É SO DO PRESIDENTE!

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  • J

    jonny liebl

    ± 4 dias

    Este (pseudo)ministro já criou uma baita marola antes mesmo de assumir o seu cargo quando, na Firjan, desafiou os grandes industriais de realizar cortes que seriam muito bem vindos, mas amarelou e nada fez. Foi superado de modo retumbante pelo corporativismo. Agora a História se repete, como nos tempos do sapo barbudo...! Ainda não será desta vez que o nosso imenso país se tornará o país do presente, continuaremos a considerar que somos o país do futuro...!

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    Decio mango

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  • M

    MIRIAM CRISTINA

    ± 5 dias

    O que nunca dá para entender, que temos vizinhos em situação caótica, sem crédito, negociando com FMI, enfim absolutamente quebrado, sem falar em outros países que sofrem com a queda de commodities tanto como o Brasil, mas quem apanha muito, é mesmo o Brasil. Vai entender o porquê?

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  • J

    João Mauricio

    ± 5 dias

    Paulo Guedes não tem um plano de economia para o nosso País. Está surfando na onda e logo logo vai levar um caixote!!

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    1 Respostas
    • T

      THIAGO

      ± 4 dias

      ah vc que tem um plano de economia...mortadelão

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  • A

    Antonio Cousseau

    ± 5 dias

    QUEM CRIA MAROLAS TODOS OS DIAS SÃO A INEFICIÊNCIA DO LEGISLATIVO E DO JUDICIÁRIO. UM RETIRA PRESOS DA CADEIA E A CONFIANÇA DOS INVESTIDORES CAI, O OUTRO NÃO PROMOVE AS REFORMAS QUE SE FAZEM NECESSÁRIAS.

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