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Arte no muro do restaurante Oriente Árabe, em Curitiba. (Foto: Reprodução/Trip&Roll)
Arte no muro do restaurante Oriente Árabe, em Curitiba. (Foto: Reprodução/Trip&Roll)| Foto:
Arte no muro do restaurante Oriente Árabe, em Curitiba. (Foto: Reprodução/Trip&Roll)

Arte no muro do restaurante Oriente Árabe, em Curitiba. (Foto: Reprodução/Trip&Roll)

Quatro amigos argentinos, quatro bicicletas e um sonho em comum: atravessar o continente latino-americano sobrevivendo de arte, de música e de pedaladas. Assim nasceu o projeto Trip&Roll, que caiu na estrada há cerca de quatro meses com destino incerto.

Para sobreviver, Juan, Nícolas, Gastón e Rodrigo trocam um teto, comida e demais itens essenciais – como garrafas de vinho Malbec, por exemplo – por pinturas, esculturas ou apresentações musicais que são capazes de produzir.

É assim que o grupo vem fazendo desde que deixou a província de Córdoba, na Argentina. Pedalando, pintando e cantando, eles já atravessaram a Argentina, o Uruguai e adentraram no território brasileiro pelo Chuí. Pelo litoral, passaram por Rio Grande, Florianópolis e Guarda do Embaú. Chegaram à capital paranaense há duas semanas, onde devem permanecer por mais alguns dias, curtindo a Bienal Internacional de Curitiba.

Aqui na capital paranaense, eles trocaram a estadia no hostel Backpackers por uma escultura e desenhos no muro da pousada. Também fizeram algum dinheiro pintando uma arte para o restaurante Oriente Árabe e descolaram umas garrafas de vinho (argentino, por supuesto!) pintando um mural na fachada da adega Vinnea, no São Francisco.

Los 4 pibes argentinos, em uma apresentação musical. (Reprodução/Trip&roll)

Los 4 pibes argentinos, em uma apresentação musical. (Reprodução/Trip&roll)

Tive a chance de conhecer o grupo – exceto Rodrigo – no último sábado, enquanto caminhava com minha mulher pelo Largo da Ordem, no Centro Histórico de Curitiba. Quem é ciclista presta atenção quando vê alguém de bicicleta, mesmo quando está à paisana. E foi isso o que ocorreu. Eles estavam de bicicleta; eu a pé, vestindo uma camisa da seleção argentina. Assim, foi preciso apenas trocar três palavras para nos reconhecermos como membros da fraternidade ciclística universal. Sentamos no bar do Alemão para compartilhar histórias e uns goles de cerveja.

Daqui, eles embarcam direto para Salvador, na Bahia, graças a superpromoção de uma companhia aérea, que resolveu vender cada uma das passagens pelo preço de cinco garrafas de vinho argentino. De lá, eles devem seguir pelo litoral do Nordeste e, então, rumar para o Norte. “A ideia é seguir pela a América Central e, quem sabe, chegar ao México”, diz Nícolas. “Temos umas amigas lá. Seria legal”, justifica. Quando? “Quando der. Não temos muita pressa”, emenda Juan.

E assim, sem pressa e sem destino, os quatro argentinos “buena onda” seguem pedalando em liberdade, levando na bagagem as histórias e experiências acumuladas e deixando para trás uma trilha de arte e de amizades que vão fazendo pelo caminho.

Acompanhe a jornada dos argentinos pelo blog Trip&Roll e pelo Facebook

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