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Vista aérea da Unidade do Xisto, da Petrobras, em São Mateus do Sul .
Vista aérea da Unidade do Xisto, da Petrobras, em São Mateus do Sul .| Foto: Petrobras/Divulgação

Na quinta-feira (30) o governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) esteve no Rio de Janeiro, onde se reuniu com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco. No encontro, Ratinho esperava conseguir alternativas para o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados, subsidiária da Petrobras em Araucária, que foi posta em inatividade causando a demissão de 396 empregados diretos.

O deputado Toninho Wandscheer (Pros), coordenador da bancada paranaense em Brasília, esteve no encontro e relatou que a comitiva do Paraná entendeu os motivos da Petrobras para o fechamento da Fafen e se resignou diante da decisão e das justificativas dadas pela estatal.

Segundo informações da Petrobras, de janeiro a setembro de 2019, a Fábrica de Fertilizantes gerou um prejuízo de quase R$ 250 milhões. Para o final de 2020, as previsões indicam que o resultado negativo pode superar R$ 400 milhões.  No contexto atual de mercado, a matéria-prima utilizada na fábrica (resíduo asfáltico) está mais cara do que seus produtos finais (amônia e ureia) e as projeções para o negócio continuam negativas.

Diante desse cenário a Petrobras não encontrou interessados na compra da Fafen e decidiu pelo encerramento das atividades da unidade.

SIX, em São Mateus do Sul

Sem muitas alternativas para evitar o fechamento da Fafen, as lideranças políticas do Paraná agora concentram esforços na manutenção do funcionamento da Unidade de Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul. A unidade deve ser privatizada pela Petrobras e para não correr o risco de não haver interessados na compra, há um movimento do governo e da bancada para defender a redução do percentual de royalties pagos pela exploração do Xisto.

O entendimento da Petrobras, do Governo do Paraná e da bancada federal é de que a redução no compromisso com royalties fará com que o negócio fique mais viável e possa atrair interessados, evitando o fechamento da empresa. Na visão das lideranças paranaenses, é mais interessante que o estado receba menos royalties, mas que a fábrica siga operando e gerando empregos.

Outro ponto que esteve em discussão na reunião foi o pagamento de dívidas que a Petrobras tem com o governo do Paraná. A expectativa é de que os compromissos sejam quitados em breve e, com isso, o estado consiga novas receitas para investimento.

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