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Apesar da proibição, calouros recebem trote na UFPR

Denise Drechsel / Gazeta do Povo
Calouros da UFPR, durante o trote feito pelos veteranos do curso de História

O trote é uma prática comum nesta semana de matrículas dos calouros da Universidade Federal do Paraná (UFPR), apesar de ser proibido por uma resolução do Conselho Universitário de 2009. Depois da realização do registro acadêmico no Núcleo de Assuntos Acadêmicos (NAA), no prédio histórico da instituição na Praça Santos Andrade, os novos universitários são abordados pelos veteranos para participar da ação. O trote tem várias modalidades, de acordo com o curso.

A opinião dos calouros sobre o trote é divergente. Enquanto alguns comemoravam a ação e a interação com os antigos estudantes da instituição, outros, sem querer se identificar, por medo a retaliações dos veteranos e dos colegas de turma, disseram terem sido obrigados a se sujar com tinta, ovo e farinha, além de coagidos a contribuir financeiramente para a “caixinha” dos veteranos.

O trote em si, sem excessos e com o consentimento livre de coação dos calouros, é uma forma saudável de fazer novos amigos e entrar com o pé direito na universidade. É também uma maneira de comemorar a vitória de ingressar no ensino superior, marcando o início de uma nova etapa da vida.

Mas se deixar de cumprir algumas condições – liberdade dos interessados, ausência de bebedeiras, de agressão física ou do abuso da ingenuidade dos novatos para comportamentos duvidosos –, o trote é condenável.

A UFPR ainda não se pronunciou sobre o assunto, mas os alunos que se sentiram lesados pela ação dos veteranos podem procurar a Ouvidoria Geral e fazer uma queixa direcionada ao departamento do curso.

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