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Ministros e outras autoridades do governo federal gastaram R$ 13 milhões com viagens aéreas em 2025. Desse total, R$ 1,2 milhão foi destinado a deslocamentos entre Brasília e os estados de origem das autoridades.
Os dados incluem despesas com passagens para compromissos oficiais e também viagens para as cidades onde os ministros mantêm residência.
O então ministro do Turismo, Celso Sabino (PDT-PA), deixou o cargo em 18 de dezembro após acumular gastos de R$ 904 mil com viagens. O ministro do Esporte até março, André Fufuca (PP-MA), registrou despesas de R$ 733 mil. Já o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT-SP), somou R$ 636 mil em passagens ao longo do ano. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias (PT-PI), teve gastos de R$ 527 mil.
A concessão de diárias e passagens está prevista na Lei 14.791, de dezembro de 2023. A norma autoriza o pagamento de deslocamentos no interesse do serviço público, incluindo viagens entre Brasília e o local de residência de ministros e parlamentares. A lei foi aprovada pelo Congresso Nacional.
Viagens nacionais e internacionais
Entre os integrantes do governo, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD-MT), realizou 20 viagens a Cuiabá, onde reside, além de dois deslocamentos de retorno a Brasília a partir de municípios de Mato Grosso e da Bahia. As viagens somaram R$ 214 mil. Considerando outros destinos e viagens internacionais, o total chegou a R$ 377 mil.
O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, gastou R$ 161 mil com voos entre Brasília e Salvador. Ao todo, foram 23 viagens de ida e volta e três trechos adicionais de retorno à capital federal. Incluindo outros destinos, como Rio de Janeiro e Angra dos Reis, o valor chega a R$ 185 mil.
O ministro das Cidades, Jader Barbalho Filho, registrou despesas de R$ 341 mil. Desse total, R$ 99,8 mil foram gastos em viagens para Belém, R$ 90,7 mil para Brasília, R$ 172 mil para outros destinos nacionais e R$ 60 mil em viagem a Nova York, onde participou da Assembleia-Geral da ONU.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, realizou 22 viagens a Recife, ao custo de R$ 79 mil. Considerando todos os deslocamentos, o total chegou a R$ 211 mil.
Deslocamentos aos estados de origem
O ministro Wellington Dias realizou 52 viagens ao longo do ano, com gasto total de R$ 528 mil. Desse total, R$ 153 mil correspondem a 32 voos para Teresina, cidade onde reside.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), teve despesas de R$ 260 mil com viagens, sendo R$ 102 mil em deslocamentos para Campo Grande. Ela também realizou seis viagens internacionais. A ida a Xangai, na China, custou R$ 98 mil. A ministra participou de agendas com empresas, visitas técnicas e compromissos institucionais. Também esteve em países como Chile, Argentina, México e Suriname. Em maio, integrou a comitiva presidencial em viagem à China para o Fórum China-Celac.
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT-BA), registrou gastos de R$ 352 mil, sendo R$ 112 mil em viagens para Salvador. Segundo a agenda oficial, uma das atividades no estado foi a entrega de unidades do programa Minha Casa, Minha Vida, em Pojuca.
O ex-ministro do Turismo Celso Sabino realizou 56 viagens, com custo total de R$ 904 mil. Desse valor, R$ 308 mil foram gastos em deslocamentos dentro do Pará. As viagens internacionais somaram R$ 477 mil, incluindo participações em eventos do setor em Portugal, França, Espanha e Japão.
O ex-ministro do Esporte André Fufuca acumulou R$ 732 mil em despesas com 92 viagens. Desse total, R$ 334 mil correspondem a deslocamentos para São Luís e outras cidades do Maranhão.
Alexandre Padilha assumiu o Ministério da Saúde em março de 2025 e, desde então, realizou 84 viagens, com custo de R$ 636 mil.
A Presidência da República foi questionada sobre os critérios para custeio de viagens entre Brasília e os estados de origem dos ministros, mas não respondeu até a conclusão deste texto.









