Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Luís Ernesto Lacombe

Luís Ernesto Lacombe

Bolsonaro, Moraes e o CFM

“Acabou, p@&%#!”

alexandre de moraes
Não podemos perder a esperança de que um dia o reino de tirania montado por Alexandre de Moraes terá seu fim. (Foto: Imagem criada utilizando Whisk/Gazeta do Povo)

Ouça este conteúdo

Não bastava “derrotar o ‘bolsonarismo’”, numa guerra suja, numa guerra imunda. Não bastava inventar toscamente uma “tentativa de golpe de Estado” chefiada por Jair Bolsonaro. Era preciso implementar o teatrinho mambembe de um julgamento delirante.

Não dava para esperar o “trânsito em julgado” daquilo que não tem pé nem cabeça. Era preciso soltar logo um mandado de prisão preventiva... Os inocentes são os novos bandidos. As vítimas são os novos bandidos. Cadeia para todos.

Há alguns anos não era assim. Estava muito claro quem era criminoso de verdade. Lula, ele, sim, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, em todas as instâncias, por unanimidade no TRF e no STJ, foi para uma cela ampla na Polícia Federal de Curitiba. Até esteira ergométrica tinha. Porta aberta, visitas ilimitadas, candidata a namorada...

Bolsonaro, inocente, injustiçado, passa 22 horas por dia espremido em 12 metros quadrados... Visitas restritas a dois dias por semana, duas apenas, individuais, só meia hora cada uma... As consequências do atentado que sofreu em 2018 são praticamente ignoradas. Se cai e bate a cabeça, o socorro não vem. E demoram mais de 24 horas para autorizar a sua ida a um hospital...

Num cenário eleitoral justo, Lula perde. E o novo presidente terá a obrigação de libertar Bolsonaro e todas as vítimas da perseguição promovida por ministros do STF

Quando o Conselho Federal de Medicina, tendo recebido denúncias sobre o tratamento a Bolsonaro, ordena a abertura de uma sindicância para investigar o caso, Alexandre de Moraes, achando mesmo que pode tudo, declara nula a ordem do CFM. E ele ainda determina que a Polícia Federal tome o depoimento do presidente do Conselho.

Sua decisão é um desvario. Do início ao fim, é ilegal. Moraes não pode invalidar a autonomia médica e subjugar um Conselho que tem 600 mil profissionais. O CFM não teve “ação correicional” contra a Polícia Federal. Entre suas funções, está justamente a apuração de conduta médica.

A lei atribui ao Conselho Federal de Medicina e aos Conselhos Regionais a regulação e a fiscalização do exercício profissional da medicina em todo o território nacional. Essa competência alcança todos os médicos, incluindo aqueles que são servidores públicos, como os médicos da Polícia Federal. Não pode haver exceção.

VEJA TAMBÉM:

Além de atuar, mais uma vez, como acusador, de ofício, Moraes tenta enquadrar a atuação do CFM em “crime genérico”… Em sua decisão, ele pede a “apuração de possíveis crimes”. Não há objeto específico, determinado. Parece que Moraes quer que a PF “use a criatividade” e encontre algum crime… Tudo para manter a tortura contra Bolsonaro. Eliminar o “bolsonarismo” parecia pouco.

Podem me chamar de ingênuo, se continuo acreditando que os abusos, arbítrios e as ilegalidades praticados por ministros do Supremo levarão, um dia, inevitavelmente, à anulação de todas as ações, de todas as penas impostas a Bolsonaro, seus aliados e seus apoiadores. E todos eles deverão receber reparações.

Enquanto isso, inocente que sou, acredito que Nunes Marques, como presidente do TSE, e André Mendonça, como vice-presidente, garantirão uma campanha eleitoral equilibrada em 2026. Seria o mínimo, já que ainda é proibido fazer críticas e propor avanços para o sistema eletrônico de votação e apuração...

Num cenário eleitoral justo, Lula perde. E o novo presidente, que receberá do petista uma herança verdadeiramente maldita, terá a obrigação de libertar Bolsonaro e todas as vítimas da perseguição promovida por ministros do STF. Se houver reação dos supremos ao indulto, prerrogativa presidencial, aí será preciso gritar e não recuar: “Acabou, p@&%#!”

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.