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Luís Ernesto Lacombe

Luís Ernesto Lacombe

Jornalistas e artistas

Uns dizem “Bora, Lula!”; o povo quer “Vai embora, Lula!”

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Lula e Moraes ainda têm muitos apoiadores entre jornalistas e artistas, apesar de tudo o que eles têm feito ao país. (Foto: Imagem criada utilizando Google Gemini/Gazeta do Povo)

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Não é fácil realmente reconhecer nossos erros. Não deveria ser assim. Sempre é tempo de entender as nossas falhas e buscar as correções. Faz parte da vida pedir perdão, expiar pecados e se entregar ao que é honesto. Esse é o único caminho para a redenção. É dever de todo ser humano fazer constantemente um exame de consciência, com base no tempo que já vivemos, nos fatos, no que é indiscutível, nas experiências bem sucedidas e fracassadas, nas referências positivas e negativas. A dor que vem, cada vez que recalculamos a rota, é passageira... Haverá no fim uma paz inigualável.

O jornalista Merval Pereira foi o único na imprensa até agora a fazer um mea culpa. Seria ele um “autoritário em desconstrução”? Se sua transformação ainda não atingiu nem 10% do processo necessário, o que dizer de seus colegas? “Para salvar a democracia”, eles autorizaram os abusos, arbítrios e as ilegalidades praticados por ministros do Supremo, principalmente Alexandre de Moraes. Agora, diante das gravíssimas suspeitas contra o magistrado, de corrupção, advocacia administrativa, exploração de prestígio e obstrução de Justiça, algo mudou, mas é muito pouco.

Não dá para fingir que a maior parte dos jornalistas não tem nada a ver com a censura, com a perseguição política. Eles são cúmplices, são colaboradores do sistema

A imprensa ainda se esforça para tratar o 8 de Janeiro como uma tentativa de golpe de Estado. Ela ainda chama aqueles que, ao longo dos últimos anos, fizeram críticas pertinentes e baseadas em fatos ao STF de “detratores do Supremo”. Como se a mais alta corte do país, ela própria, não se desvalorizasse, desqualificasse e difamasse o suficiente. Quando essa gente vai reconhecer que apoiou de forma criminosa a tirania que tomou conta do Brasil? Não dá para fingir que a maior parte dos jornalistas não tem nada a ver com a censura, com a perseguição política. Eles são cúmplices, são colaboradores do sistema.

Para tentar mascarar a enorme culpa que têm, falam em “crise na Constituição”, em “crise no Supremo”, em “problema estrutural”... Olham para o STF e afirmam que todos os magistrados são culpados. São os mestres da falsa equivalência. Eles próprios tentam escapar das responsabilidades individuais, levando todo mundo para a lama. Eles não têm valores morais. Atuaram como um partido político derrotado na eleição durante o governo Bolsonaro, impuseram o medo, no período da Covid, e viram na tirania a salvação do Brasil. E não pode ser permitido a nenhum deles um distanciamento hipócrita de tudo o que nos assola. Arrependam-se!

Assim como a imprensa – decadente, arrogante e prepotente –, temos os artistas... Esses nem piscam. Estão fechados com Lula e, portanto, também com Moraes e todas as práticas criminosas de que o povo é refém há mais de sete anos. Arrependimento zero comprovado em jingles, em músicas insuportáveis, dancinhas diabólicas, versos sem ritmo, declarações estapafúrdias. O slogan do momento dessa turma, que sabe o que é melhor para todo mundo, não importa o tema, é: “Bora, Lula”. Tivessem um mínimo de lucidez, fariam as correções necessárias: “Vai embora, Lula!”; “Vai embora, Moraes!”

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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