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Luís Ernesto Lacombe

Luís Ernesto Lacombe

Acabou a ingenuidade?

Só os bobalhões ainda acreditam em Viviane Barci de Moraes

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Sede do Banco Master em São Paulo. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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Quem gosta de ser roubado, injustiçado, feito refém? Nem o maior dos masoquistas. E quem gosta de ser tratado como trouxa? Nem o maior dos panacas, mesmo alguém que tenha consciência da sua condição de “mané”... E assim estão sendo tratados, já faz muito tempo, todos os brasileiros. Somos espoliados, perseguidos, oprimidos, sequestrados, e ainda temos de aguentar o acinte, a petulância de bandidos que nos tratam como otários irrecuperáveis.

O caso da advogada mais cara do Brasil, Viviane Barci de Moraes, é o mais recente nesse enredo enojante. O contrato de R$ 129 milhões entre o escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes e o Banco Master “não existia”... Não. Tudo não passava de uma “invenção”. Depois, passou a existir, mas era “sigiloso”. Agora, de repente, resolveram listar “serviços prestados” por Dona Vivi à instituição de Daniel Vorcaro: foram 94 reuniões, 36 pareceres e a produção de um código de ética todo atrapalhado.

Somos espoliados e perseguidos, e ainda temos de aguentar o acinte, a petulância de bandidos que nos tratam como otários

Há cerca de três anos, o então ministro da Justiça, Flávio Dino, hoje no STF, percorreu caminho semelhante no caso do 8 de Janeiro. Primeiro, ele se recusou a entregar imagens feitas pelo circuito de segurança do ministério no dia da manifestação porque isso poderia “prejudicar as investigações”. Afirmou que precisava pedir autorização a Alexandre de Moraes... Depois, forneceu imagens de pouquíssimas câmeras e ficou de buscar mais material. Em seguida, afirmou que já tinha entregado tudo e que o restante tinha sido apagado. Pelo jeito, uma “regra contratual” para liberação de espaço de gravação só valia para câmeras específicas.

Nesse torneio para criação e adaptação de narrativas, não posso me esquecer do período da Covid. As vacinas desenvolvidas a toque de caixa, a partir de uma tecnologia nova, foram tão “desejadas”... Primeiro, juraram que elas evitariam a transmissão do vírus, como uma vacina de verdade. Depois, adaptaram o discurso: “elas vão impedir quadros graves”.  E veio outra alteração: “elas vão impedir a internação”. Até chegarmos à versão final: “quem tomar não vai morrer”.

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Tantos bobalhões acreditaram em tanta loucura naquele período de Covid... Tantos bobalhões acharam normal que Flávio Dino não tenha tido a preocupação de preservar todas as imagens feitas no 8 de Janeiro pelo circuito interno de segurança do Ministério da Justiça... Até que, agora, talvez tenhamos chegado ao limite da “ingenuidade”, talvez tenha terminado a energia para esforços exaustivos que respaldem absurdos, mentiras mal construídas. Por variadas razões... Então, se Dona Vivi fez algo de positivo ao Brasil foi irritar até os bobalhões e balançar um punhado deles.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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