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Luís Ernesto Lacombe

Luís Ernesto Lacombe

Desastre previsível

Quanto tempo ainda resta ao Brasil?

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Homem "faz o L" diante do prédio da bolsa de valores de São Paulo, na segunda-feira. (Foto: Isaac Fontana/EFE)

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Não, eu não sou do time do “quanto pior, melhor”. O problema é que não dá para alimentar nenhuma esperança em relação ao quarto mandato de Lula. No domingo à noite mesmo, as primeiras consequências do resultado do segundo turno já estavam muito claras na economia. O mercado financeiro, que na última sexta fechou em clima de otimismo quanto a um governo de Flávio Bolsonaro, já amarrou a cara. No exterior, os juros futuros do Brasil apontavam para uma taxa perto de 16% ao mês. O dólar disparou, teve alta de 12% e bateu R$ 5,60. O real brasileiro passou a valer quase o mesmo que o guarani paraguaio. E as ações brasileiras negociadas em Nova York apresentaram queda de 27%. Na segunda-feira de manhã, a bolsa brasileira travou os negócios, logo na abertura, com o acionamento do circuit breaker. A queda no fim do dia foi violenta: quase 14%.

Os petistas, delirantes ou ignorantes, mais uma vez, perguntaram: o que temos a ver com isso? Ora, investimentos estrangeiros fogem – o banco Santander se prepara para deixar o Brasil –, ações das empresas brasileiras caem, e o resultado disso é ruim para todo mundo, mesmo quem não lida com o mercado de capitais ou tem grandes investimentos. Se já tínhamos recorde de empresas em recuperação judicial e quebrando, o quadro piorou... O resultado inevitável será o aumento do desemprego. O dólar nas alturas encarece todo produto importado e aqueles que dependem de insumos que o Brasil compra de outros países; é mais inflação. Empréstimos e financiamentos, com os juros mais altos, ficam impraticáveis para a maior parte da população. E, mesmo assim, Lula continua não demonstrando nenhum apreço pelos necessários ajuste fiscal e contenção de gastos.

Não sou do time do “quanto pior, melhor”, mas não dá para alimentar nenhuma esperança em relação ao quarto mandato de Lula

Outro ponto que deveria ter sido levado em conta pelos eleitores é a criminalidade. Basta ver as festas nos presídios, quando anunciaram oficialmente que Lula levou o segundo turno, a comemoração com tiros de fuzis, metralhadoras e pistolas em áreas dominadas pelo tráfico, para saber quem venceu e quem perdeu. Muitos bandidos gravaram vídeos com ameaças a Flávio Bolsonaro, à família dele e a quem votou nele. O recado era assim: “o crime nunca vai acabar”. Isso é verdade... Acabar não vai, o que o brasileiro deveria era ter apoiado alguém que queria combatê-lo, que anunciou a abertura de 500 mil vagas em novos presídios, a classificação de PCC e CV como organizações narcoterroristas e a inclusão do Brasil no Escudo das Américas. A maior aliança da história de países das Américas para combater o crime recebeu apenas o desprezo de Lula, sempre preocupado com a “soberania dos nossos criminosos”.

O petista também nunca prezou pela liberdade, ou pelas liberdades, no plural. Basta ver a sua adoração pelo regime comunista chinês. Basta ouvir o seu “discurso da vitória”... Falou em ajeitar a economia? Não. Falou em combater a criminalidade? Não. Falou, sim, em “regular” as plataformas digitais, um eufemismo mequetrefe para censurar. Deixou claro que o “nós contra eles” jamais será abandonado. Para isso, a tirânica aliança entre PT e STF, se depender de Lula, seguirá firme. A única barreira a abusos, arbítrios e ilegalidades dos magistrados seria mesmo o Senado, mas, sem o Centrão, fica difícil. Assim, o Brasil de verdade seguirá sobreposto pelo país dos adoradores do Estado, dos bandidos e dos tiranos. Solução? Com o PT no poder, obviamente, não há... Parabéns aos envolvidos.

Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

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