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Vamos fingir que estamos em 2022, que Alexandre de Moraes comanda o TSE e que Lula enfrenta Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Bolsonaro, tentando a reeleição, compromete mais de R$ 300 bilhões em compra de votos. Reajusta o Bolsa Família, sem previsão orçamentária, com a ajuda de ministros do STF, e libera as parcelas antecipadamente... Perdoa dívidas bilionárias dos MEIs, promete dar a cada um deles R$ 5 mil, promete distribuição de caneta emagrecedora, promete transporte público nos fins de semana e feriados... Anuncia Pé-de-Meia para universitários, implementa mais um “Desenrola”... Qual seria a atitude de Moraes, diante de tudo isso? Provavelmente, um processo de cassação da chapa de Bolsonaro já estaria em curso.
Com Lula a história é outra. Vão dando um jeitinho de aceitar todo tipo de abuso de poder político e econômico. É crime eleitoral escancarado, numa campanha movida pela vilania dos petistas... A guerra suja deles tem ainda uma série de mentiras contra Flávio Bolsonaro, e agora a fajuta quebra de sigilo anunciada por Lula de contas bancárias e do celular dele. Ora, Lula já disse abertamente que não tem celular... E sobre contas bancárias usadas de forma legal, escolhidas a dedo, não há interesse. Por que Lula não quebra o sigilo dos cartões corporativos, dos seus gastos e dos gastos da Janja neste terceiro mandato? Por que não abrem também todas as informações financeiras do Instituto Lula? E as contas do Lulinha no exterior e da empresa dele na Espanha?
Por que Lula não quebra o sigilo dos cartões corporativos, dos seus gastos e dos gastos da Janja neste terceiro mandato?
Lula já foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, e isso inclui, obviamente, ocultação de patrimônio. Na delação feita por Joesley Batista, em 2017, ele falou que abriu contas no exterior para Lula e para Dilma e fez depósitos que, somados, chegaram à casa de US$ 150 milhões. No mesmo ano, Antônio Palocci contou à Polícia Federal que, em seu segundo mandato, Lula tratou de garantir sua “aposentadoria”. O ex-ministro relatou que só a Odebrecht destinou ao petista R$ 300 milhões. E explicou também que Lula não quis que o sítio em Atibaia e a cobertura do Guarujá ficassem sem seu nome porque “a biografia dele não permitia que ele tivesse esses bens”. E, mais recentemente, Daniel Vorcaro relatou que entregou R$ 30 milhões ao Instituto Lula, “por fora”, para financiar um documentário sobre o atual ocupante do Palácio do Planalto.
Mesmo as palestras que Lula fez entre 2011 e 2015, depois do seu segundo mandato, ainda que tenham sido consideradas legais pela Polícia Federal, envolvem suspeitas. A lista de contratantes, também doadoras generosas ao Instituto Lula, inclui basicamente empresas ligadas ao petrolão e que conseguiram ainda bons financiamentos no BNDES. Ou seja, nada é realmente claro nas finanças de Lula. E o brasileiro, que tem memória curta, não pode cair nessa conversinha de que o petista está abrindo mão de sigilo bancário e telefônico para provar que é realmente “a alma mais honesta do Brasil”. Lula, sua família e seus comparsas estão com a vida ganha às custas do empobrecimento e do endividamento dos brasileiros. E dar a ele um novo mandato significaria a nossa derrocada total.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos

Luís Ernesto Lacombe é jornalista há 38 anos. Trabalhou nas principais emissoras de televisão do Brasil. Recebeu o Troféu Imprensa e, por duas vezes, o Prêmio Comunique-se. Hoje, produz conteúdos diários para suas redes sociais, que reúnem quase 10 milhões de pessoas. É autor best-seller, com cinco livros publicados, de gêneros variados: poesia, literatura infantil, romance e crônica. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.



