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O STF derrubou a prorrogação da CPMI do INSS, para alívio da turma do Lula, do PT, da gangue do PDT, do Lulinha, envolvido diretamente com o maior operador do roubo contra aposentados e pensionistas, o “careca do INSS”. Apenas o ministro Luiz Fux acompanhou o relator André Mendonça e reconheceu o óbvio: o Congresso tinha o direito de dar continuidade às investigações. Os outros magistrados não dão mesmo nenhuma importância àqueles que dependem dos benefícios do INSS, aos brasileiros mais vulneráveis, mais frágeis. Eles foram vítimas de descontos ilegais no dinheirinho que recebem, vítimas de fraudes, de abusos, mas, para a grande maioria do Supremo, não merecem justiça. Portanto, interrompam-se as investigações, protejam-se os bandidos, e que se danem as instituições, e que se dane o Brasil.
O presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, mais uma vez, se juntou à imundice que toma conta do país. Inerte, acabou empurrando para o STF a oposição verdadeiramente preocupada em continuar investigando a roubalheira contra aposentados e pensionistas. E, na sessão da última quinta-feira no Supremo, os magistrados trabalharam por um objetivo escancarado: limitar, barrar a apuração sobre escândalos que insistem em atingir gente como Lulinha, no caso do INSS, e Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, no caso Master. Além disso, prepararam o terreno para a declaração de nulidade de todos os atos investigativos envolvendo esses esquemas, liberando mais uma vez os bandidos de verdade. O que se ouviu no plenário do STF cumpriu à risca a seguinte máxima comunista: “acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”.
Para que permitir que o Congresso continue seu trabalho, se está chegando a uma gente que Dino vai defender até a morte?
Flávio Dino disse que “exige-se contenção em prazo, sob pena de se transformar a comissão num inquérito geral de investigação de regimes autoritários, em que se faz autêntica pescaria probatória de modo indefinido”. E de que forma age Alexandre de Moraes há sete anos com o Inquérito do Fim do Mundo, usado contra tudo e contra todos que criticam os magistrados da mais alta corte deste país? Dino jura que bastam as investigações da Polícia Federal e, pasmem, do próprio STF... Ele tira do parlamento o seu direito de também fazer uma apuração. Para que permitir que o Congresso continue seu trabalho, se está chegando a uma gente que Dino vai defender até a morte?
Gilmar Mendes manteve a “coerência”, não escondeu a raiva contra o avanço das investigações do caso Master e do roubo no INSS, exatamente como fez com a Lava Jato. Investigação para Gilmar só se for de mentirinha, quando estão em jogo seus interesses abjetos, politiqueiros, quando o alvo são velhinhas com a Bíblia na mão, tias do zap, a Débora do Batom, o Filipe Martins... Ele reclamou da quebra de sigilos e do vazamento de dados... Isso só vale quando interessa a ele e seus comparsas. E atacou os parlamentares da CPMI que decidiu enterrar, dizendo que eles são como “juízes” e que “a função de juiz exige decência, exige recato, autocontenção”, evitando, claro, olhar-se no espelho e encarar ministros ao seu lado, como Moraes e Toffoli.
Gilmar acha-se mesmo em posição de dar lição de moral. Disse que “autoridade judicial decide com fundamento”, referindo-se apenas a congressistas que fazem parte de comissões parlamentares... Deu a entender que eles estão produzindo um “nada jurídico” e que “poder envolve responsabilidade”, sempre livrando a si mesmo e seus colegas espúrios. Falou da importância do “objeto determinado” numa investigação, o que o Inquérito do Fim do Mundo e os outros derivados dele nunca tiveram. Falou do que “não condiz com a jurisprudência, não condiz com a Constituição”, omitindo, mais uma vez, as artimanhas de ministros do Supremo...
Alexandre de Moraes disse que a CPMI foi “desvirtuada” e que o que se estava pedindo era uma “prorrogação do desvirtuamento”. Moraes decidiu apontar na comissão uma série de inconstitucionalidades e ilegalidades que ele não enxerga, desavergonhadamente, nas suas próprias ações. Cobrou dos parlamentares “prazo certo e fato determinado”, o que ele sempre ignora em seus atos. Citou “abusos” e acusou a comissão de vazar informações sigilosas, assim como fez a ministra Cármen Lúcia, que salientou “a necessidade de contenção e respeito integral à legislação”... Pelo jeito, apenas o Supremo não precisa de contenção e de respeitar as leis, mesmo a Constituição, da qual deveria ser o guardião.
O ímpeto de investigação no STF se restringe a André Mendonça e Luiz Fux. Investigação séria, não sobre o que não existe, o que não se sustenta. O que está claro é que não há espaço para a lei, para que se estabeleça justiça dentro do Supremo Tribunal Federal. A mais alta corte do país está tomada por ministros fora-da-lei. A verdade sempre incomoda os poderosos. E esses “reis” estão nus, mais expostos do que nunca. Passar o país a limpo só será possível sem esses magistrados. Eles não fazem justiça, fazem politicagem. Não é o país que precisa ser recivilizado, como disse o ex-presidente do Supremo Luís Roberto Barroso, é o próprio STF... Ou o Brasil não terá a menor chance de dar certo. Ou, como disse Lula, “seremos um dos países mais respeitados do mundo no crime organizado”.
Conteúdo editado por: Marcio Antonio Campos








