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Mulher trans lutou MMA contra homem: “Seria covardia bater em mulher”

  • PorFernando Rudnick
  • [15/02/2018] [16:36]
Lutadora trans Anne Veriato enfrenta homem no Mr. Cage 34, em março, em Manaus. Foto: Winnetou Almeida.
Lutadora trans Anne Veriato enfrenta homem no Mr. Cage 34, em março, em Manaus. Foto: Winnetou Almeida.| Foto:

A amazonense Anne Veriato virou notícia no mundo no início do ano passado. Faixa-marrom de jiu-jítsu, a atleta, aos 21 anos, estreou no MMA profissional, no evento Mr. Cage 34, em Manaus.

O ‘detalhe’ é que Anne, que nasceu homem, encarou o também estreante Raílson Paixão como adversário. Sim, uma atleta trans contra um homem.

>> Ana Paula fala sobre transexuais no esporte feminino: por que essa é uma péssima ideia

“Seria covardia lutar contra mulheres. Isso é uma coisa que nunca passou pela minha cabeça”, contou a lutadora, que foi na contramão da americana Fallon Fox, primeira lutadora transgênero a competir no MMA feminino.

O assunto virou polêmica no Brasil, principalmente por causa do caso da jogadora de vôlei transexual Tiffany, que atua contra mulheres na Superliga.

Veriato, categoria peso-palha (até 52 kg), foi contra essa corrente. Em entrevista ao Luta Livre, ela comentou a decisão.

Me sinto mais forte que as mulheres. Sempre competi com homens desde a infância — e sempre fui ganhando, tanto no jiu-jítsu, como no submission. Se fosse para lutar com uma mulher seria mais fácil ainda. O treino que faço é pesado, é treino de homem“, explicou, dias antes do compate.

A feminilização de Anne começou aos 11 anos de idade. Aos 14, iniciou um tratamento hormonal, sempre com o apoio da família. Quatro anos depois, com a intensificação do tratamento, ela passou por uma transformação total e adotou uma nova identidade, mesmo sem ainda ter feito a cirurgia de redesignação sexual.

“Quando voltei à academia as pessoas não me reconheciam. Tive que falar que era tal pessoa”, recorda Anne, que não gosta de citar seu antigo nome. “Essa parte da minha vida já morreu”.

A luta

A amazonense Anne Veriato entrou para história do MMA em 11 de março de 2018. Com uma vitória por decisão unânime sobre o conterrâneo Raílson Paixão, ela se tornou a primeira mulher trans a enfrentar — e vencer — um homem no esporte. A polêmica luta aconteceu em uma casa de eventos de Manaus. “Essa vitória é pra calar a boca de muitos preconceituosos”, comemorou a atleta.

Anne Veriato Mr. Cage 34

Anne comemora estreia com vitória no MMA. Foto: Winnetou Almeida.

Sonho? UFC!

Fã de Cris Cyborg e de Ronda Rousey, Anne Veriato sonha alto no esporte. Após largar sua outra paixão, a dança, para virar atleta profissional de MMA, ela quer deixar sua marca.

“Penso grande. Quero lutar, sempre contra homens, e quem sabe um dia lutar fora do Brasil. Chegar no UFC e representar minha academia”, afirma, sabendo as inúmeras barreiras que precisa quebrar para concretizar o objetivo.

“Acho que mais para frente, depois de várias lutas ganhando, mostrando que sou uma boa lutadora, talvez me deem uma chance. Quero ser conhecida e respeitada pelo meu esforço”, conclui a lutadora.

A amazonense Anne Veriato entrou para história do MMA na madrugada deste domingo (11).

Com uma vitória por decisão unânime sobre o conterrâneo Raílson Paixão, ela se tornou a primeira mulher trans a enfrentar — e vencer — um homem no esporte. A polêmica luta aconteceu no evento Mr. Cage 34, em uma casa de eventos de Manaus.

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