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Manifestações, campanhas e denúncias em massa: direita com Bolsonaro

A situação da detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro na superintendência da PF, antes da transferência para a Papudinha, gerou uma onda de denúncias de abusos e mobilizações por parte de parlamentares e da sociedade civil. Bolsonaro, que é idoso e possui comorbidades decorrentes de cirurgias prévias, chegou a sofrer uma queda na cela onde estava e enfrentou demora para receber atendimento especializado.

Pressão Parlamentar e Medidas de Inspeção

Diante do cenário de descaso, alguns parlamentares interromperam o recesso para protocolar medidas urgentes. Mesmo nas férias, eles atuaram para tentar o mínimo de justiça para o ex-presidente da República e os demais presos políticos e perseguidos do 8 de janeiro.

A deputada federal Caroline de Toni (PL-SC) solicitou a convocação de uma sessão extraordinária do Congresso para derrubar vetos presidenciais e retomar a discussão sobre o projeto de lei da anistia.

A deputada Bia Kicis (PL-DF) foi outra que agiu. Quando o ex-presidente sofreu uma queda na cela em que estava na Polícia Federal, a parlamentar foi até o local para verificar a situação e prestar solidariedade à ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro.

Paralelamente, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) também “quebrou” as férias e acionou a Comissão de Direitos Humanos do Senado para realizar uma vistoria no local da prisão, argumentando que a estrutura não era adequada para um preso idoso e doente.

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também protocolou pedidos junto à Defensoria Pública da União, que chegou a abrir um procedimento para apurar as condições de saúde e de custódia de Bolsonaro.

Embates éticos e alerta de jornalistas

Até a esfera médica também se tornou um campo de disputa. O Conselho Federal de Medicina (CFM) abriu uma sindicância para investigar possível negligência dos médicos da Polícia Federal, mas a iniciativa foi alvo de uma determinação de anulação por parte do Supremo Tribunal Federal. Esse movimento gerou críticas de sindicatos médicos, que viram uma interferência inaceitável na autonomia ética da categoria.

Complementando a pressão, a Associação Brasileira de Jornalistas Independentes (AJOIA) emitiu uma nota alertando para o que chamaram de "excepcionalidade jurídica" e desumanização no sistema penal.

O documento destacou que o rigor penal não deve se confundir com crueldade institucional e questionou a manutenção da prisão em face do quadro clínico do réu, alertando para os riscos institucionais de uma possível fatalidade sob custódia do Estado.

Mobilização popular: denúncias e solidariedade

No âmbito civil, campanhas incentivaram a população a utilizar canais oficiais para registrar queixas. A Dra. Raíssa Soares promoveu uma ação para que cidadãos utilizassem o Disque 100, denunciando maus-tratos contra idosos sob responsabilidade do Estado, o que gerou um alto volume de chamadas e registros detalhando a situação de Bolsonaro.

Além disso, manifestações de apoio incluíram carreata em Brasília, convocada pelo ex-desembargador do DF, Sebastião Coelho, e a campanha lançada pelo vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo, que incentivava o envio de cartas motivacionais ao ex-presidente.

A iniciativa buscou repetir a rede de solidariedade que Bolsonaro recebeu em 1986, quando também esteve preso por questões disciplinares militares.

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