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Nikolas Ferreira

Nikolas Ferreira

A velha hipocrisia ideológica

A esquerda quer a proibição do voto evangélico

“Evangélico tem que ficar no culto, pastando, e não votar”, diz “Peninha”. (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)

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Se tem uma pessoa que certamente é uma das que mais colaboram com a ascensão da direita no Brasil, é o historiador progressista Eduardo Bueno, mais conhecido como “Peninha”. Ele é mais um daqueles que seguem fielmente a cartilha de Lula, Dilma e Janja, por exemplo, e que viralizam mais por falar bobagens do que por bons feitos para o país.

Peninha, sendo um comunicador, poderia ocupar esses espaços para influenciar muitas pessoas com pautas relevantes e bons propósitos. Apesar disso, ganhou destaque em setembro do ano passado por ter comemorado o assassinato do conservador Charlie Kirk, que foi mais uma vítima fatal da intolerância esquerdista.

Não satisfeito com isso, resolveu agora atacar uma boa parcela dos cristãos, que são ampla maioria no Brasil. Segundo ele, “evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar no templo, tem que ficar pastando junto com o pastor” e chegou ao ponto de dizer que evangélicos deveriam ser proibidos de votar, sob o argumento de que “eles não escolhem nem o pastor deles… por que eles têm que votar para vereador, deputado, presidente?”.

Para completar, xingou diretamente a mim e, demonstrando o quão covarde é, teve que citar até o meu pai, sugerindo que ele tem culpa por eu ter virado um “merda”, de acordo com as palavras dele. Se alguém com o histórico de Peninha tem um ódio tão grande contra cristãos, Charlie Kirk e contra mim, isso é um excelente parâmetro para confirmarmos que estamos no caminho certo, deixando ignorantes como ele completamente desesperados.

O argumento fraco de Eduardo Bueno não é apenas inconsistente, como também contraria totalmente os princípios básicos da democracia que a esquerda diz defender. Mas, claro, sabemos que a teoria que eles pregam é totalmente diferente da prática.

Diante de falas explícitas que desumanizam cristãos evangélicos, defendendo nossa exclusão do direito ao voto, não houve indignação coletiva, campanhas por responsabilização ou acusações de “discurso de ódio” ou de intolerância religiosa.

Já pensou como seria diferente se fosse alguém de direita dizendo o mesmo, direcionado a outra religião? Iriam fazer denúncias até para a Liga da Justiça

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Peninha comentou que eu vim de uma favela de Belo Horizonte chamada Cabana do Pai Tomás, e talvez essa tenha sido uma das poucas palavras aproveitáveis e verdadeiras ditas no vídeo. Sim, vim de uma comunidade, de uma família que também nasceu e cresceu por lá, passou inúmeras dificuldades e, felizmente, tive o discernimento para entender que a esquerda não quer e nunca quis melhorar a vida de ninguém por lá, mas sim manter todos dependentes do Estado indefinidamente, para usá-los como massa eleitoral, aguardando a picanha que nunca vem.

Uma democracia verdadeira não escolhe quais religiões merecem respeito, nem quais eleitores são “bons” ou “ruins”. Ela se sustenta justamente na convivência com aqueles que pensam totalmente diferente de nós. Quando se abre exceção para o preconceito “do bem”, o que se constrói não é justiça social, mas autoritarismo disfarçado de virtude. Nunca imaginei que precisaria explicar isso a alguém que se diz historiador, mas não esperava algo diferente de quem ganha notoriedade não pelo seu trabalho, mas pelo ódio que exala o tempo todo na internet.

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