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A Zona da Mata mineira vive dias de dor, luto e reconstrução. As fortes chuvas que atingiram cidades como Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa deixaram um rastro devastador: mais de 4 mil desabrigados e, até o momento, 64 mortes confirmadas. Ruas foram tomadas pela lama, comércios destruídos, serviços públicos interrompidos. Este é o tipo de tragédia que exige união e ações rápidas, e não intrigas ideológicas para atrapalhar quem quer ajudar.
Assim como aconteceu no início do ano passado, quando as chuvas castigaram o Vale do Aço, fiz questão de sair de Brasília e ir ver de perto a realidade da população afetada.
Entre as medidas imediatas, destinei R$ 2 milhões para a reconstrução da policlínica de Ubá, um equipamento de saúde essencial para a cidade e a região, e cobrei o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, sobre o avanço da PEC 44/2023, que cria a reserva de 5% das emendas para o enfrentamento de catástrofes e emergências naturais. A proposta já foi aprovada na Câmara e está parada há dois anos no Senado.
Além disso, iniciei uma vaquinha solidária para arrecadar recursos destinados às vítimas da Zona da Mata e, felizmente, com a ajuda de muitos, superamos a marca de R$ 2 milhões em doações. O que deveria ser prioridade de todos nós, da classe política, não parece estar sendo levado a sério pelo governo Lula, que, até então, enviou valores inferiores aos que destinamos.
Em um momento em que milhares de mineiros enfrentam a perda de tudo, muitos esperavam uma resposta mais robusta e proporcional à gravidade da situação. Mas, como não há gastos no cartão corporativo e não se trata de uma viagem internacional, até agora Lula e Janja não apareceram na região.
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Você se lembra do que fizeram quando ocorreu uma tragédia semelhante no Rio Grande do Sul? Aproveitando a ampla e necessária exposição midiática, a esquerda se aproveitou até de um cavalo ilhado para fazer propaganda, fato que foi amplamente ironizado pela mídia na época.
Os que aplaudiram isso são os mesmos que estão me acusando de “querer aparecer” e até acionando a PGR com a narrativa de que estou atrapalhando. Se mobilizar pessoas, destinar recursos, cobrar prioridades e agir rapidamente é “atrapalhar”, como dizem alguns críticos, então que mais brasileiros se disponham a “atrapalhar” — no sentido de sair da inércia, ajudar quem precisa e colocar vidas acima da política.
Os ataques a mim, mesmo nestes momentos, têm motivo, e não é só um. Somente nesta semana, principalmente por meio das redes sociais, consegui promover mobilizações relevantes: ajudei a dar visibilidade a um caso que terminou com a reversão de uma decisão judicial e o afastamento de um desembargador do TJMG após uma decisão absurda que inocentava um estuprador; publiquei um vídeo criticando mais um aumento de impostos sobre mais de mil itens por parte do governo Lula, que já admitiu a derrota nas redes sociais e está reconsiderando mais uma medida absurda; e, agora, tenho articulado doações e apoio concreto à população da Zona da Mata. Por motivos óbvios, a esquerda não gostou.
Em momentos como este, o Brasil precisa de menos disputas partidárias e mais ação prática. As famílias de Juiz de Fora, Ubá, Matias Barbosa e de tantas outras cidades atingidas não querem saber de embates ideológicos, mas sim de quando terão seus lares, seus pertences e sua dignidade de volta. Elas não se importam com quem discursa mais alto, e sim com quem disponibilizará ajuda.
Que Deus conforte a todos que perderam seus entes queridos nos últimos dias e podem continuar contando comigo para ajudar na reconstrução das cidades o mais rápido possível. Se você, leitor de direita ou esquerda, quiser colaborar de alguma forma, nós, mineiros, agradecemos.








