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Você tem a Síndrome da “Minha Felicidade é Melhor que a Sua”?

  • PorAlessandro Martins
  • 20/08/2015 13:53
Você tem a Síndrome da “Minha Felicidade é Melhor que a Sua”?
| Foto:
Felicidade

photo credit: Smile via photopin (license)

Excelente a sacada da autora deste blog que detalhou o que ela chamou de Síndrome de Ana Paula Arósio.

Enquanto a ex-modelo e ex-atriz decidiu que seria mais feliz vivendo em uma fazenda criando cavalos, muitos de nós nos perguntamos por que diabos ela abriu mão da fama, do dinheiro, dos presentes e do glamour.

Afinal, isso é sinônimo de felicidade e sucesso, não é?

Será mesmo, cara-pálida?

Não sei que motivos exatamente levaram Ana Paula Arósio a trocar o estilo de vida, mas supondo que foi por uma escolha pelo que ela considera melhor, quem tem algo a ver com isso?

Outro exemplo: o escritor Raduan Nassar escreveu duas obras primas e, depois disso, foi criar coelhos e, pelo que se sabe, nunca mais encostou em uma máquina de escrever.

A Síndrome da Minha Felicidade é Melhor Que a Sua atinge a maior parte de nós e consiste na dificuldade de entender que algumas pessoas podem ser felizes com um modo de vida totalmente diferente do seu, diferente das suas expectativas do que seria a felicidade para ela e, possivelmente, num modo de vida que faria você muito infeliz.

Por exemplo:

– Você escolheu ser mãe. Não entende como uma mulher pode abrir mão da maternidade e só pode supor que ela será muito infeliz ou tem algum problema de cabeça.

– Você decidiu viver no mato cultivando vegetais orgânicos. Não aceita que seu irmão possa ser feliz trabalhando 18 horas por dia numa grande empresa e goste disso. Ele deve estar mentindo.

– Você decidiu ser monogâmico e casar. É impossível, então, que alguém que escolha ter uma vida não monogâmica ou mesmo sem relacionamentos afetivos e sexuais possa obter contentamento.

– Você fez faculdade, mestrado, doutorado e pós-doutorado. Não entende como sua prima acredita que o sistema de ensino não serve pra ela e parou com os estudos antes de prestar vestibular.

Pessoas podem ser felizes com e sem filhos. No mato ou na cidade. Com um marido ou com vários. Ou com nenhum. Com pós-graduação ou com ensino básico apenas.

E está ótimo: em diversos outros casos a grande beleza é poder escolher. E evitar ser um babaca dizendo que este caminho é melhor que o outro.

Aqui incluo uns parênteses colocados pelo leitor Alex Orelho, nos comentários abaixo, com os quais concordo:

Apenas retocaria no texto a ideia de que “a grande beleza é poder escolher”. Nem sempre é possível escolher. Nem tudo na vida são escolhas, há também muitas imposições que acabam por nos afastar ou mesmo nos separar de nossos desejos. Sejam imposições naturais, morais ou políticas. A critério de exemplo, conheço muitas pessoas que gostariam de poder ter estudado, mas não tiveram a chance.

Eu, por exemplo, há algum tempo no que diz respeito da economia, decidi viver com o mínimo possível. Tenho trabalhado menos para os outros, ganhado menos dinheiro, mas tido muito mais tempo para fazer coisas que realmente me realizam. Meu plano é, no futuro, viver em uma comunidade em que eu e minhas pessoas amigas possamos dividir o tempo, as tarefas e, assim, depender menos de dinheiro.

Meu propósito é melhor que o seu? Não. Não é. É o melhor para mim. Por que é o que eu escolhi para este momento.

Amanhã posso mudar? Claro!

(Um dos sintomas da Síndrome da Minha Felicidade é Melhor Que a Sua consiste em palavras como: eu sabia que ele ia ver que estava errado e ia mudar de ideia!).

Aparentemente, o portador da Síndrome da Minha Felicidade é Melhor Que a Sua encara os diferentes modos de buscar a felicidade, das outras pessoas, de um modo pessoal, como se todas as outras variáveis colocassem as suas próprias escolhas em dúvida.

Denota uma certa insegurança, visto que o moribundo precisa de uma constante confirmação de que fez as escolhas certas e a simples possibilidade de haver alguém feliz com possibilidades diferentes das suas o deixa em pânico.

Posso garantir: nada mais impessoal do que uma pessoa tentando ser feliz ao seu modo. Não se meta. E vá se tratar dessa síndrome.

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