Vida de cantora
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Olá, sou Monica Bezerra, tenho 33 anos, vivo de música há mais ou menos 15 anos em Curitiba, além de viajar para cantar em outras regiões do país e ter morado por seis meses no Rio de Janeiro. Neste tempo de carreira pude conhecer e conviver com muita gente deste meio e posso afirmar com propriedade: a música feita e tocada em Curitiba é única e original. Temos muitos artistas de diferentes vertentes reunidos numa só cidade que sim, tem personalidade. Seja no campo do entretenimento, com covers e releituras, seja com som autoral, temos muita competência e talento.

A cada semana vou compartilhar novidades e histórias da cena musical curitibana, sempre dando palpites sobre o que ouvir da música produzida por gente daqui e shows de nossos artistas. Vou começar contando um pouco sobre minha historia, sobre a minha vida de cantora.

Descobri-me cantora com 14 anos de idade, em 1997, quando ouvia a faixa Panis Et Circenses, cantada por Marisa Monte, no disco “Barulhinho Bom”. Tentei imitar, como fazia com os personagens de desenhos animados na infância, cantar afinado, parecido e consegui. Senti uma felicidade imensa! Pois Marisa sempre fora um ícone para mim. Acreditei que poderia ser cantora. A música deu um “up” na minha auto-estima, pois eu era uma adolescente tímida. Como uma boa curitibana introspectiva, me obriguei a aprender violão, para não precisar de ninguém para me acompanhar e poder cantar sozinha. Não quis mais saber de outra coisa a não ser me aprimorar na arte. Era o remédio para qualquer agonia ou ansiedade. Desde então, minha paixão assídua e verdadeira por cantar e tocar começou e nunca mais parou. Além de Marisa, Alanis Morissette, Rita Lee, Titãs, Legião Urbana, Pato Fu, entre outros artistas nacionais e internacionais, outra influência importante que me ajudou na época, foi a banda Extromodos. Formada por amigos de infância em 1996, foram as primeiras pessoas (fora eu) a notarem minha capacidade vocal, dando aquele empurrãozinho pra que eu começasse profissionalmente. Minha primeira vez em estúdio foi em 2003 para gravar backing vocal no primeiro disco do grupo, o álbum intitulado “Pra Ficar”, a convite de Bira Ribeiro (grande amigo, líder da banda, cantor, compositor, e multi-instrumentista, com apenas 22 anos de idade, mas com uma maturidade artística imensa, e que infelizmente nos deixou em 2004, vítima de um trágico acidente de trânsito).

Hoje, em 2016, Bruno Sguissardi (ex-integrante da lendária Extromodos e meu primeiro professor de violão) é escalado para gravar as guitarras de meu disco, junto com meu irmão, o baterista Marcelo Bezerra e o baixista Marcelinho, também amigo há mais de 25 anos. Ambos tocam juntos desde muito jovens e formam “a cozinha” mais sincronizada de Curitiba, que há anos integra a banda Anacrônica (da qual falarei na próxima semana), junto com Bruno Sguissardi. Cresci num prédio de músicos, com os quais eu jogava bola na infância e depois formamos bandas. Em meados de 2000, até saiu uma matéria na Gazeta do Povo sobre o nosso prédio, com o título: “Mais músicos que moradores por metro quadrado”.

Desde 1999 apresento-me nos diversos palcos da vida como cantora, violonista, compositora e atriz. Tudo isso começou no saudoso Edifício Paraná, em Curitiba. Onde também participei de grupo de teatro amador e realizei algumas peças, como o Auto da Compadecida, em 2000, no Teatro do CEFET.

Em 2003 comecei a cantar em bares e em shows profissionalmente e hoje ganho a vida com a música. Desde shows de rock em bares undergrounds a música requintada em eventos e hotéis, voz e violão, a “capella” em certos eventos, passando também pelo live na música eletrônica e banda show, até chegar em grandes musicais com orquestra, nos maiores teatros de Curitiba. Em 2005 me formei em Publicidade pela PUC PR. Versatilidade é comigo mesmo. Gravações em estúdio desde 2003 (participações como backing vocal, gravação de minhas composições, jingles, locuções, vozes caricatas e musicais). Locuções em rádio – Jovem Pan.

Em 2005, André Becker (músico, baixista e amigo) e eu formamos a banda Trivolve, da qual fui líder e compositora por 5 anos. Tocamos em diversos festivais, entre eles o Lupaluna, em 2008.

Em 2010, resolvi morar no Rio de Janeiro, pensei que lá encontraria um lugar ao Sol, tive aquela ilusão de que as coisas só aconteciam fora de Curitiba. Que bom que me enganei, em julho deste mesmo ano, recebi convite para fazer um teste na banda Nega Fulô. Voltei na hora, a saudade da minha terra era grande. Entrei na banda, com a qual trabalho até hoje. Com ela viajei a vários cantos do país e abri shows de muitos artistas de renome nacional e internacional, como Nando Reis, Maria Rita, Kool & The Gang, entre outros.

2015 foi um ano muito especial, participei de três musicais muito importantes, que foram um marco na produção cultural de Curitiba. O Abba Musical Dance, o Queen Symphonic e o Alice e o Natal das Maravilhas, produzidos pela Sunset Cultural, onde tive a sorte de conhecer a diretora de produção dos espetáculos Monica Berlitz, também idealizadora do Clube da Alice, onde estou inserida agora.

Este ano está sendo de muito sucesso. Desde janeiro, tenho uma média de 14 shows por mês, a maioria de voz e violão (solo) em eventos como casamentos, aniversários, empresariais e ótimos bares e restaurantes em Curitiba e região metropolitana. Além de gravações de dublagens, vozes caricatas em estúdio que fazem parte da minha rotina. A empresa Monica Bezerra está prosperando.

Conheça meu trabalho acústico (solo): https://www.youtube.com/watch?v=ngL0redviKg

AGENDA

20/04 (Quarta) – 20h Aqueces Bar

22/04 (Sexta) – 20h Mazarine Gastronomia (Campo Largo – PR)

30/04 (Sábado) – 22:30h Layout 80

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