

Pizza feita em casa, assada na pedra. Uma solução saborosa para quem quer escapar de contratempos do delivery.

A pizza montada, ainda crua. Pronta para ir ao forno.
Aí tem o dia que dá vontade de pizza. Já faz parte do paladar do brasileiro, principalmente aqui no Sul do país, por conta da influência dos italianos que se espalharam pela região.
Em São Paulo, por exemplo, é quase uma religião. Pizzarias sempre lotadas, barulhentas, no clima que sempre se imagina para uma ocasião dessas. Curitiba também tem boas pizzarias e as melhores continuam sendo aquelas que não inventam combinações mirabolantes para assar sobre a massa. E que fogem do turbilhão dos rodízios, que invariavelmente contribuem para a queda de qualidade nos pratos.
Mas como nem sempre é possível sair de casa para suprir uma vontade dessas, a seleção das melhores já cai consideravelmente. Porque aí, no tempo de deslocamento entre o forno e a residência de cada um, é que há um teste real dos melhores ingredientes. Um queijo razoável, por exemplo, vai bem se sair do forno diretamente para a mesa. Mas para a entrega já não oferece o mesmo resultado e chega chicletudo à medida que a pizza vai baixando de temperatura. E daí não há mais o que conserte.
Por essas e outras costumamos consumir em casa as pizzas feitas em casa, na hora. Não é uma regra, mas é a maioria das opções, entre um ou outro pedido de entrega. Se há tempo, fazer a massa é mais recomendável. Quando não há, as massas prontas, à venda em supermercados, tem bom resultado, bastando escolher a melhor cobertura e acertar o tempo de forno.
Nas experiências mais recentes testamos a pizza na pedra, por conta do brinde que ganhamos da Pizza na Pedra (Rua Conselheiro Carrão, 397 – Juvevê – Fone: 3434-4588), inaugurada em Curitiba em outubro. Pizzaria famosa em Florianópolis, trouxe para cá o processo de assar a pizza sobre uma pedra (de argila?), o que favorece para manter o calor depois de retirada do forno. Por compromissos paralelos, não tive a oportunidade de conhecer a casa, mas, seguindo as instruções do presente, já utilizei a pedra algumas vezes. Com sucesso, embora sempre tenha dado muito certo também quando a pizza foi assada na forma.
Para quem possa ter se interessado pela ideia, o processo todo é muito simples – já partindo da massa pronta. Aqueça bem o forno por alguns minutos, enquanto monta a pizza. Escolha o sabor que desejar. Por aqui, gostamos muito de utilizar fatias de cogumelos (paris), tomates, cebola, azeitonas e algumas variações mais pessoais, como fundos de alcachofras ou aspargos.
Nessa última que fizemos foi tudo muito simples, praticamente uma versão caseira da Pizza Portuguesa. Fatiamos uma cebola e deixamos de molho na água fria por alguns minutos, para perder a ardência. Passamos um pouco (veja bem, um pouco, sem lambuzar) de molho de tomate pronto sobre a massa e por cima espalhamos as fatias de queijo mussarela (não adianta, não consigo escrever muçarela, que seria a forma correta). Daí foi só dividir espaços entre fatias de um tomate, fatias de ovos cozidos (dois ovos), as cebolas e algumas azeitonas, verdes e pretas. Orégano espalhado por cima (a recomendação certa seria pôr o orégano depois do forno, mas assim é melhor) e pronto.
Foi só ajeitar a dita sobre a pedra já quente ao forno de 220ºC e aguardar alguns poucos minutos. Tem de ser meio no olho, conforme o forno. Quando o queijo começar a borbulhar e os demais ingredientes estiverem meio murchos, é a hora. Retira-se de forno, abre-se um bom vinho e tudo de bom.
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