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Avanço ambiental: Copel reduz em 23% emissão de gases de efeito estufa

Enquanto muitas empresas ainda tentam estruturar metas ESG, a Copel antecipou objetivos de descarbonização e já colhe resultados concretos na redução das emissões de gases de efeito estufa.

Copel avança na agenda ESG e reduz em 23% as emissões diretas de gases de efeito estufa com foco em energia renovável e eficiência operacional.
Copel avança na agenda ESG e reduz em 23% as emissões diretas de gases de efeito estufa com foco em energia renovável e eficiência operacional. (Foto: Divulgação Copel)

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A Copel reduziu em 23% as emissões diretas de gases de efeito estufa em 2025 em comparação com 2024. Emissões diretas são aquelas geradas pelas próprias operações da empresa como, por exemplo, a queima de combustíveis em veículos, máquinas e equipamentos sob seu controle.  

No ano passado, foram 13.363 toneladas de CO2 (dióxido de carbono) equivalente emitidas pela companhia contra de 17.317 toneladas de C02 no ano anterior. Os dados são do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) divulgado anualmente pela companhia. “Os números comprovam o comprometimento da Copel com a transição energética e com práticas ambientais, sociais e de governança", afirma a superintendente de Sustentabilidade da Copel, Luísa Nastari. 

Desde 2021, quando implementou o Plano de Neutralidade de Carbono, a Copel fortalece ano a ano a agenda ESG, nos critérios Ambiental, Social e de Governança para medir as práticas de sustentabilidade, impacto social e ética administrativa aplicadas pela empresa. 

Como parte dessa estratégia, a companhia realizou desinvestimentos orientados à descarbonização, reforçando seu posicionamento focado em fontes renováveis. Em 2024, alcançou a meta de geração de energia 100% renovável, um ano antes do prazo inicialmente estabelecido.  

“Buscamos o desinvestimento em usinas térmicas, modernizamos a frota investindo em veículos elétricos e otimizamos processos produtivos e operacionais. Um exemplo disso é o uso de drones para diminuir o corte de vegetação no caso de novos empreendimentos do setor elétrico”, reforça a superintendente de Sustentabilidade da Copel.  

O engenheiro químico e analista ambiental Giovani Marcel Teixeira, que coordena o programa de mudança do clima da Copel, destaca a importância do desinvestimento da Usina Térmica Figueira, movida a carvão.

“A usina representava quase um quinto das emissões da companhia. No passado, já representou mais de 90%.”

analista ambiental Giovani Marcel Teixeira

Além disso, ele lembra que a Rede Elétrica Inteligente da Copel contribui para a redução de gases poluentes. Serviços como ligações novas, religações e leituras são realizados de forma remota, o que reduz os deslocamentos e, consequentemente, as emissões.

Inventário acontece desde 2009  

A Copel monitora as emissões de GEE desde 2009. O cálculo considera as seguintes emissões: gás carbônico (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidroclorofluorcarbono (HCFC) e hexafluoreto de enxofre (SF6). 

O inventário passa por verificação externa por uma empresa de auditoria acreditada pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). A medida garante transparência e confiabilidade dos dados ambientais.  

Para computar as informações, cada conjunto de áreas tem um responsável de fazer os registros em uma ferramenta específica para a contagem. “O volume de dados coletado para um inventário é muito grande. Ele passa por muitas mãos até chegar no valor final. Por isso, a auditoria torna-se complexa porque fazer a rastreabilidade da informação não é algo tão simples ou trivial. É preciso analisar, conferir os números e as evidências”, informa Teixeira. 

Produzir o inventário é uma ação fundamental para que uma empresa colabore com o combate às mudanças do clima. A realização do inventário pela Copel segue a metodologia do Programa Brasileiro GHG Protocol, que é referência no tema. Ele oferece ferramentas, metodologias e capacitação para que as empresas possam quantificar, reportar e reduzir suas emissões. A versão brasileira segue os padrões internacionais do GHG Protocol, a ferramenta mais utilizada no mundo para essa finalidade.  

Segundo o GHG Protocol, as emissões de GEE são organizadas em três escopos. O escopo 1 contempla as emissões diretas geradas pelas atividades sob controle da organização, envolvendo, por exemplo, a frota própria de veículos. O escopo 2 refere-se às emissões indiretas, associadas à compra e ao consumo de eletricidade, vapor ou refrigeração. O escopo 3, por sua vez, inclui as demais emissões indiretas associadas a clientes e fornecedores. 

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