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Hospital Paraná
Hospital Paraná, em Maringá, Noroeste do estado| Foto: Reprodução

Rede que vem fortalecendo sua atuação em medicina integrada, a Dasa anunciou nesta sexta-feira (9) a compra do seu primeiro hospital no Sul do país: o Hospital Paraná, de Maringá. Um dos maiores da cidade do Noroeste, o ativo tem 165 leitos e cerca 780 funcionários, além de certificações de qualidade. O valor da negociação não foi divulgado.

A Dasa, com sede em São Paulo, é mais conhecida pela medicina diagnóstica. É dona dos laboratórios Frischmann Aisengart, por exemplo. Recentemente, no entanto, passou a apostar na compra de hospitais pelo Brasil. Em março, adquiriu o Hospital São Domingos, em São Luís (Maranhão), em uma negociação avaliada em R$ 400 milhões mais um conjunto de ações da companhia; em junho e julho, comprou o Hospital da Bahia por R$ 850 milhões e uma rede de clínicas oncológicas, no mesmo estado, por R$ 750 milhões.

“Nossa estratégia é de expansão em hospitais. Em junho do ano passado, a nossa rede era composta por seis hospitais. Com esse anúncio, a gente vai estar com 16. Quase triplicamos em um ano”, aposta Emerson Gasparetto, diretor geral de Negócios Hospitalares e Oncologia da Dasa. Após a compra do Hospital Maringá, a estrutura da companhia passará a ter 3.784 leitos, considerando rede própria, crescimentos inorgânicos e as negociações ainda pendentes de aprovação por órgãos reguladores.

“Nossa estratégia tem como primeiro foco praças em que já temos hospitais. E a segunda prioridade são locais que temos ativos [que não hospitais], de diagnósticos principalmente”, diz Gasparetto. Foi neste cenário que Maringá entrou na mira da Dasa. O executivo não revela potenciais novos negócios no estado, mas é possível que a rede busque expansão para Curitiba, onde mantém ativos de diagnósticos.

De acordo com Gasparetto, a compras de hospitais fortalece a estratégia de medicina integrada da empresa. “Esse negócio em Maringá é muito importante para a gente. Temos toda a parte diagnóstica, ambulatorial e agora hospitalar para poder fazer um cuidado integrado da saúde das pessoas”, diz. “O dado da medicina diagnóstica é muito relevante. Nós somos, por exemplo, os primeiros a saber quando você está com pré-diabete. Você ainda nem teve diabete e quando vai fazer um exame de glicemia no Frischmann, ele mostra a condição de pré-diabete. É um dado muito rico, pois é preditivo. Qual é a grande estratégia? A gente tem na nossa rede 20 milhões de CPFs únicos por ano. São 20 milhões de pessoas passam pela nossa rede e saúde integrada. Se eu consigo identificar você no momento do pré-diabete e cuidar nesse momento, a chance de ter um desfecho melhor é maior e o gasto com saúde será bem melhor”, indica o diretor.

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