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Unindo a tradição à inovação, uma das novidades é a Literama, uma plataforma gamificada, ou seja, em forma de jogo.
Unindo a tradição à inovação, uma das novidades é a Literama, uma plataforma gamificada, ou seja, em forma de jogo.| Foto: Divulgação FTD Educação

A centenária FTD Educação conquistou o faturamento anual de R$ 1 bilhão, alcançado no “Volta às aulas” de 2022. Para chegar a esse resultado, no entanto, não bastou a tradição da editora pertencente ao Grupo Marista, com sede em Curitiba e fundada há 120 anos. Buscar novas tecnologias fez com que a empresa não só mantivesse seu lugar no mercado, como também crescesse ainda mais.

Hoje, são 970 mil alunos no sistema de ensino e a expectativa é fechar 2022 com mais 1 milhão de estudantes. Entre eles, 850 mil na rede privada e mais de 250 mil na rede pública. A empresa liderou o fornecimento das soluções educacionais para Ensino Médio nos programas do Ministério da Educação (PNLD), que implanta em todas as unidades do país a nova BNCC (Base Nacional Comum Curricular).

Parcerias com startups contribuem para as mudanças na forma de educar

Nos últimos anos, a FTD Educação tem feito parcerias com startups, que são novas empresas de inovação. Mais de 120 delas já foram mapeadas pela empresa. De acordo com o diretor geral, Ricardo Tavares, a busca pelo desenvolvimento em tecnologia faz parte da missão da empresa. "É preciso acompanhar a evolução da própria sociedade e de seus novos comportamentos", aponta.

A FTD conta com o "know how" da HotMilk, uma aceleradora que fica em Curitiba e faz um processo sistematizado e contínuo de captação, seleção e aceleração das empresas que se destacam. "Já temos dentro de casa, nessa trajetória, startups de todas as regiões brasileiras e algumas de fora do país. Chamamos esse projeto de Órbita", conta Tavares.

A ideia é unir conhecimentos e esforços para chegar a mais de 1 milhão de estudantes dentro do sistema, "com menos hierarquia, mais colaboração e, consequentemente, mais inovação", nas palavras do diretor.

Pandemia acelerou a necessidade de unir tecnologia e educação

Com o isolamento social nos dois primeiros anos da pandemia de coronavírus, foi necessário que as escolas buscassem alternativas de aprendizagem. Isso alavancou as edtechs, que são empresas que unem os ramos de educação e tecnologia.

"Os alunos já estavam ultraconectados, mas as escolas ainda ofereciam, em geral, um ensino analógico. Não porque não quisessem inovar, mas os próprios pais e responsáveis ainda permaneciam mais conservadores. Logo, a escola se conformava para atendê-los", opina Tavares.

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Sistema usa tecnologia para incentivar a literatura

Apesar de estar atenta e investir em tecnologia, com 120 anos de história no Brasil, a FTD Educação ainda preserva interesses antigos, como o de incentivo à leitura. Unindo a tradição à inovação, uma das novidades é a Literama, uma plataforma "gamificada", ou seja, em forma de jogo. No estilo do game Minecraft, bastante conhecido pelas novas gerações, o aluno percorre vários estágios interagindo com personagens dos livros. Ali, ele é exposto a desafios nos mais diferentes gêneros textuais e níveis de complexidade.

"A tecnologia está ao nosso serviço e não o contrário. Isso já se cria desde a escola básica, por isso investimos tanto nesse assunto, mas nunca desvinculado da formação humana", destaca Tavares. Ele acredita que é possível fazer com que o jovem ultraconectado crie gosto pela leitura, através desse incentivo tecnológico.

A ideia é que esses hábitos de leitura e de novas formas de aprendizagem cheguem a todos os cantos do país. Os sistemas de ensino da FTD estão hoje em 2.300 escolas e a meta é chegar a mais de 2.500 até o final de 2022. Na rede pública, são mais de 140 municípios em 10 estados. A empresa está listada no ranking Global 50, que reúne as maiores empresas editoriais do mundo, com destaque para o crescimento orgânico com resultados, além dos avanços na área digital.

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