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Imposto de Renda pode abrir as portas do primeiro imóvel para autônomos em 2026

Declaração do IR se tornou aliada de trabalhadores sem carteira assinada na hora de comprovar renda, facilitar financiamento e acelerar o sonho da casa própria

Alan Tadeu, diretor de Crédito Imobiliário da MRV, destaca como o Imposto de Renda pode facilitar o financiamento e aproximar autônomos do primeiro imóvel.
Alan Tadeu, diretor de Crédito Imobiliário da MRV, destaca como o Imposto de Renda pode facilitar o financiamento e aproximar autônomos do primeiro imóvel. MRV " retratos diretoria Na imagem, Alan Tadeu da Silva DIRETOR CSC Imagem: Leo Drumond / NITRO (Foto: Leo Drumond / NITRO)

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Com o início do período de entrega da declaração do Imposto de Renda, especialistas do mercado imobiliário chamam a atenção para uma oportunidade estratégica para milhões de brasileiros: usar o documento como ferramenta para conquistar o primeiro imóvel. Para autônomos, profissionais liberais, trabalhadores informais e pessoas sem carteira assinada, a declaração pode ser decisiva na hora de conseguir aprovação no financiamento habitacional.

Segundo estimativas da Organização Internacional do Trabalho compiladas pelo CEIC/World Bank, cerca de 25,5 milhões de brasileiros trabalham por conta própria. Para esse público, muitas vezes a ausência de holerite ou vínculo formal gera dúvidas sobre a possibilidade de financiar um imóvel. No entanto, especialistas afirmam que o principal critério analisado pelos bancos é a capacidade de pagamento — e ela pode ser comprovada de diversas maneiras.

De acordo com Alan Tadeu, diretor de Crédito Imobiliário da MRV, empresa do grupo MRV&CO e maior construtora da América Latina, a Declaração do Imposto de Renda é um dos documentos mais relevantes nesse processo.

“Organizar corretamente a declaração do IR pode facilitar a aprovação do crédito imobiliário, principalmente para quem não possui renda formal. O documento consolida informações importantes que demonstram a capacidade de pagamento ao longo do tempo”, afirma.

Imposto de Renda ajuda autônomos a comprovar renda no financiamento

Ao contrário do que muitos brasileiros imaginam, não é obrigatório ter carteira assinada para obter crédito imobiliário. O que as instituições financeiras buscam é segurança de que o comprador conseguirá honrar as parcelas ao longo dos anos.

Nesse cenário, a declaração do IR ganha protagonismo porque reúne informações completas sobre rendimentos, bens, dívidas, aplicações financeiras e evolução patrimonial. Esses dados ajudam os bancos a avaliar a estabilidade financeira do cliente e seu perfil de risco.

Para aumentar as chances de aprovação, especialistas recomendam que a declaração esteja preenchida corretamente, sem omissão de receitas, e acompanhada do recibo de entrega e do extrato completo disponível no portal da Receita Federal.

Quanto mais consistentes forem as informações apresentadas, maior tende a ser a credibilidade financeira do comprador perante a instituição bancária.

Primeiro imóvel fica mais perto com planejamento financeiro e IR

Além de servir como comprovante de renda, o período de entrega da declaração também pode funcionar como momento ideal para organizar a vida financeira e tirar do papel o plano da casa própria.

Ao revisar ganhos, despesas, dívidas e patrimônio, o consumidor passa a ter visão mais clara da própria realidade financeira. Isso permite definir metas, calcular capacidade de pagamento, estimar valor de entrada e entender qual tipo de imóvel cabe no orçamento.

Para quem já contratou financiamento, a declaração também continua importante. O contribuinte deve informar o imóvel na ficha de “Bens e Direitos”, lançando apenas os valores efetivamente pagos até o fim do ano-base, e não o valor total do bem.

Esse acompanhamento anual ajuda no controle patrimonial e no planejamento até a quitação do contrato.

Nova faixa de isenção do Imposto de Renda aumenta poder de compra

As mudanças na tabela do Imposto de Renda, que entraram em vigor no início de 2026, também podem favorecer quem deseja comprar imóvel.

Com a ampliação da faixa de isenção para rendas de até R$ 5 mil mensais, parte dos trabalhadores passa a ter mais dinheiro líquido no orçamento. Valores antes retidos na fonte permanecem no bolso do consumidor, ampliando a capacidade financeira ao longo do mês.

Na prática, esse recurso extra pode ser direcionado para a entrada do imóvel, pagamento das parcelas do financiamento, custos cartorários ou formação de reserva financeira.

“Esse aumento na renda disponível em virtude da nova faixa de isenção do IR pode ser um diferencial importante no planejamento da compra do imóvel. Com mais dinheiro sobrando todo mês, o consumidor ganha fôlego para dar entrada e organizar melhor seu orçamento ao longo do financiamento”, destaca Alan Tadeu.

Combinando organização financeira, documentação em dia e melhor uso da renda mensal, o Imposto de Renda pode se transformar em um importante aliado para transformar o sonho da casa própria em realidade.

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