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Empresa paranaense de tecnologia voltada ao turismo aposta em agentes de IA para automatizar operações do setor

Soft Tur, de Foz do Iguaçu, atende mais de 100 clientes no país, somou 3,3 milhões de passageiros até setembro e já está pronta para a reforma tributária

Giliardi apresenta sistema de gestão voltada ao turismo para novos parceiros comerciais
Giliardi apresenta sistema de gestão voltada ao turismo para novos parceiros comerciais (Foto: Divulgação)

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Registrar reservas que chegam por e-mail, conferir o extrato do banco e checar documentos de meia-entrada são tarefas que tomam horas de trabalho em agências e receptivos, as empresas que recebem o turista no destino. A Soft Tur passou essas funções para programas que executam atividades sozinhos dentro do sistema de gestão. Os recursos foram apresentados na ABAV Expo, realizada de 30 de setembro a 2 de outubro, em São Paulo.

"A tecnologia chega para tirar do caminho as tarefas repetitivas e reduzir falhas. Quem continua fazendo a diferença é o profissional de turismo, que ganha tempo para atender melhor e vender mais", afirma Giliardi de Oliveira, diretor-geral e fundador da Soft Tur.

Um dos agentes acompanha a caixa de e-mails, interpreta as mensagens e lança as reservas sem digitação manual. Outro faz a conciliação bancária, que é a conferência entre os pagamentos recebidos e o extrato do banco. Há ainda um assistente para WhatsApp, capaz de tirar dúvidas, consultar reservas e enviar links de pagamento.

Na venda de ingressos, a ferramenta analisa os documentos de quem pede meia-entrada e gera um relatório para a equipe conferir. Segundo a empresa, a checagem pode levar horas quando é feita à mão.

Do Oeste do Paraná para destinos de todo o país

Fundada em 2008, a Soft Tur nasceu para organizar a gestão de um receptivo turístico que precisava reunir vendas, operação e finanças em um só lugar. A partir de Foz do Iguaçu, avançou para Bonito, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e Nordeste.

Hoje são mais de 100 clientes, entre receptivos, parques, atrativos e trens turísticos. Na lista estão a Serra Verde Express, que opera o trem entre Curitiba e Morretes, o Trem da República, em São Paulo, e a Giordani Turismo, da Maria Fumaça, na Serra Gaúcha. De acordo com o fundador, o crescimento médio tem sido de cerca de 100% ao ano.

Os números de 2026 mostram o tamanho da operação. Até setembro, a plataforma registrou 3,3 milhões de passageiros atendidos e mais de 550 mil reservas. Os clientes movimentaram cerca de R$ 60 milhões em pagamentos por links online e aproximadamente R$ 30 milhões via Pix.

"A maioria das agências começa no Excel. Quando o volume cresce, vem o descontrole, e o risco de esquecer um serviço ou perder uma reserva é grande. Com a reforma tributária, esse risco fica ainda maior", diz Giliardi.

Reforma tributária muda a conta das agências

A outra frente é fiscal. A reforma cria dois tributos, o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios, e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal. Eles substituem aos poucos PIS, Cofins, ICMS e ISS. A CBS começa a ser cobrada em 2027 e a transição vai até 2033.

O turismo tem regra própria, com redução de 40% nas alíquotas, os percentuais do imposto, para hotelaria, parques e agências. No caso das agências que atuam como intermediárias, o tributo vale só sobre a receita própria. O que é repassado a hotéis e outros fornecedores fica fora do cálculo.

Para aproveitar o benefício, a agência precisa separar cada valor. O sistema da Soft Tur passou a classificar receitas e despesas reserva por reserva.

"A reforma tributária é hoje a principal preocupação das empresas médias e grandes do turismo. Não basta emitir a nota com os novos impostos. É preciso saber exatamente de onde vem cada receita e para onde vai cada despesa", afirma o fundador.

Para ganhar mais espaço no mercado, a Soft Tur tem expandido a atuação, com presença em feiras e eventos e investimento em marketing. O objetivo é levar as soluções criadas para o turismo a um número maior de empresas. Com equipes em diferentes regiões do país, a prioridade agora é aumentar as implantações e as integrações do sistema. 

Sobre a Soft Tur: soft.tur.br

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