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Curitiba recebe, entre 26 e 28 de agosto, o II Encontro dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil, promovido pela Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob). O evento, que pela primeira vez ocorre na capital paranaense, reunirá 250 representantes do sistema produtivo de fármacos e medicamentos de todo o Brasil, instituições estratégicas como Butantan, Fiocruz, TECPAR, CPPI e IBMP, além do Korea Health Industry Development Institute, consolidando a cidade como polo de discussão sobre inovação e soberania sanitária.
A programação abre na quarta-feira (26) com uma sala de conversa dedicada ao protagonismo feminino na indústria farmacêutica, reunindo dirigentes de laboratórios oficiais para debater “A contribuição histórica e o papel decisivo da mulher na indústria farmacêutica”. A mediação será da jornalista Juliana Karam.
Para o presidente da Alfob, Djalma Dantas, o encontro ocorre em um momento estratégico, marcado pela recente sanção da Lei 15.471, que instituiu a Estratégia do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS). “Estamos diante de desafios e oportunidades inéditas para a indústria farmacêutica pública, que agora precisa organizar seu desenvolvimento com parâmetros de escalabilidade, qualidade e produtividade”, afirma.
A nova legislação reforça a necessidade de autonomia nacional na produção de insumos, especialmente diante de crises sanitárias e interrupções nas cadeias globais. Entre os principais obstáculos estão a conciliação entre produção local, inovação tecnológica, transferência de tecnologia e avanço da indústria farmacêutica de alta complexidade.
A Alfob reúne 24 laboratórios farmacêuticos oficiais em nove estados, responsáveis pela produção de medicamentos estratégicos, vacinas do calendário público e princípios ativos (IFAs). Essas instituições são fundamentais para promover a absorção de tecnologia, produção local de medicamentos essenciais ao SUS, garantia de abastecimento sustentável, além de reduzir a dependência externa em biotecnologia e insumos críticos.
O setor de saúde responde por cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Isso coloca a saúde não apenas como uma área de bem-estar social, mas como uma das engrenagens econômicas e de inovação mais robustas do país. Os laboratórios oficiais públicos dominam, por exemplo, o fornecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Juntos, Butantan e Bio-Manguinhos, entregando cerca de 60% de todas as doses de vacinas consumidas no Brasil.
Segundo Dantas, os temas centrais do evento refletem as demandas atuais do setor. “Na inovação, temos o desenvolvimento das novas terapias celulares e vacinas, em especial, que requerem a conectividade e a integração das equipes de pesquisa por meio de redes colaborativas, aproveitando recursos como a inteligência artificial e a automação de processos para realizar estudos clínicos cada vez mais complexos e abrangentes”, explica o executivo, que é também diretor comercial do Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco, o Lafepe.
O encontro, realizado no Bourbon Curitiba Business Hotel, reunirá representantes de instituições como a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Grupo FarmaBrasil.
Programação:
26 de agosto
- Oficinas: Políticas de Qualidade e Aquisição de Bens e Serviços
- Mesa de abertura com debate sobre liderança feminina na indústria farmacêutica
27 de agosto
- Painéis: sustentabilidade e ESG; automação e customização na indústria 4.0
- Tarde: casos de inovação e transferência tecnológica
28 de agosto
- Assembleia-geral da Alfob
SERVIÇO:
II Encontro dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil
Data: 26 a 28 de agosto de 2026
Local: Bourbon Curitiba Business Hotel
Rua Cândido Lopes, 102, Centro, Curitiba (PR)
Programação completa em https://alfob.org.br/iiencontroalfob/
Sobre a Alfob –A Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Oficiais do Brasil (Alfob) é uma entidade civil sem fins lucrativos, fundada em 1984 e que reúne 24 unidades de produção, pesquisa, desenvolvimento, ensino e inovação em nove estados brasileiros. Seus associados são instituições vinculadas aos governos federal, estaduais e municipais, universidades e Forças Armadas. A associação representa parte importante dos integrantes da rede pública de saúde, responsáveis pela produção de medicamentos, vacinas, soros hiperimunes ou heterólogos, fármacos e reativos para diagnóstico destinados ao SUS. O setor tem capacidade produtiva de mais de 6 bilhões de unidades farmacêuticas e 300 milhões de doses de vacinas por ano, além de atender 100% da demanda do SUS por 15 tipos de soros. Entre os medicamentos estão tratamentos para câncer, hepatites virais, hipertensão, diabetes, tuberculose, hanseníase, malária e HIV/aids. A associação realiza bienalmente os Congressos e Encontros dos Laboratórios Oficiais. Mais informações pelo site alfob.org.br/iiencontroalfob/.

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