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Pressão sobre custos faz saúde corporativa ganhar espaço na estratégia das empresas do Paraná

Busca por mais controle das despesas e acompanhamento dos beneficiários impulsiona novos modelos de gestão; Safe Care Benefícios já atende 17 clientes e 15 mil vidas no Estado

Gestão dos planos de saúde ganha importância diante da pressão dos custos assistenciais nas empresas.
Gestão dos planos de saúde ganha importância diante da pressão dos custos assistenciais nas empresas. (Foto: Unsplash)

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O aumento dos custos com assistência médica vem fazendo com que a saúde corporativa deixe de ser tratada apenas como um benefício oferecido aos funcionários e passe a ocupar espaço crescente nas decisões estratégicas das empresas do Paraná. Com despesas assistenciais pressionadas, as companhias começam a olhar com mais atenção para a utilização dos planos, o perfil de suas populações e os impactos que problemas de saúde podem gerar sobre o absenteísmo, a produtividade e o orçamento.

A mudança amplia a demanda por uma gestão mais próxima do benefício, capaz de combinar dados sobre a população, acompanhamento da utilização e ações preventivas. Em vez de atuar somente quando o problema já está instalado, empresas e gestores de saúde passam a buscar formas de identificar necessidades antecipadamente e direcionar os beneficiários para jornadas de cuidado mais adequadas.

Esse cenário também vem movimentando o mercado de gestão de planos empresariais no Estado. A Safe Care Benefícios, que iniciou sua operação em Curitiba no final de 2025, chegou a 17 clientes no Paraná em cerca de um ano de atuação, somando 15 mil vidas sob sua administração. A operação regional integra o ciclo de expansão da companhia, que cresceu 45% em 2025 e acumula alta de 40% no início do segundo semestre de 2026. A expectativa é encerrar o ano com crescimento de aproximadamente 55% no negócio como um todo.

O Paraná ocupa uma posição estratégica nos planos de expansão da empresa. A meta é chegar a 50 clientes no Estado em dois anos de operação e fazer com que a região represente 20% dos negócios da Safe Care. A companhia também pretende ampliar gradualmente a atuação para outras regiões paranaenses, além de Curitiba.

O avanço ocorre em um mercado relevante para as empresas locais. Cerca de um terço da população do Paraná possui plano de saúde, o que reforça o peso da assistência privada na relação entre empregadores e colaboradores. Para as organizações, porém, oferecer o benefício representa um desafio que vai além da contratação: é preciso acompanhar a utilização, identificar pontos de atenção e buscar equilíbrio entre qualidade assistencial e sustentabilidade financeira.

“Quando olhamos para uma população em que cerca de um terço dos paranaenses possui plano de saúde, fica claro o papel que as empresas desempenham na oferta desse benefício. Mas, para o empregador, não basta disponibilizar o plano. É preciso entender como essa população utiliza a assistência, quais são suas principais necessidades e onde existem oportunidades de prevenção. Absenteísmo, uso inadequado da rede e falta de acompanhamento podem gerar impactos tanto para as pessoas quanto para os resultados da empresa”, afirma Marcos Scaldelai, diretor executivo da Safe Care Benefícios.

Segundo o executivo, a mudança está na capacidade de transformar as informações disponíveis sobre os beneficiários em ações concretas de cuidado. A Safe Care atua junto às empresas na implementação de jornadas de saúde direcionadas a diferentes perfis da população, com acompanhamento e orientação ao longo da utilização do sistema de saúde.

“Estamos fazendo a diferença ao acelerar a implementação dessas jornadas dentro das empresas e aproximar o cuidado das necessidades reais de cada população. Quando entendemos melhor os titulares e dependentes, conseguimos fortalecer o elo entre eles e o plano de saúde, antecipar demandas e direcionar melhor os cuidados. Isso permite sair de uma atuação predominantemente reativa para uma gestão mais preventiva e orientada por dados. Cuidar das pessoas e cuidar dos resultados precisam fazer parte da mesma estratégia”, diz Scaldelai.

A busca por esse equilíbrio ganha relevância à medida que a assistência médica permanece entre os principais custos relacionados às pessoas nas organizações. Nesse contexto, o debate sobre saúde corporativa passa a envolver não apenas RH, mas também áreas como finanças, operações e liderança, que precisam avaliar o impacto do benefício sobre os resultados do negócio.

A aproximação com esse ecossistema empresarial também faz parte da estratégia da Safe Care no Paraná. Em 2026, a empresa patrocinou as três edições do HR First Class, encontro voltado a CEOs, diretores e lideranças de Recursos Humanos, que levou ao Estado discussões sobre gestão de pessoas, saúde corporativa e neurodiversidade.

Com mais de 25 anos de atuação, a Safe Care administra 400 mil vidas e cerca de R$ 800 milhões em prêmios no país. A companhia trabalha na gestão da saúde corporativa combinando tecnologia, dados e acompanhamento das jornadas dos beneficiários, com foco em prevenção, cuidado e gestão dos resultados.

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