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“A Esperança é uma meninazinha de nada./ Que veio ao mundo no dia de Natal do ano passado. / Entretanto é essa meninazinha que atravessará os mundos.”
(Charles Péguy)
O nome Nadia vem do russo Nadezhda e significa esperança. A esperança é uma das três virtudes teologais que, juntamente com as suas irmãs, a fé e a caridade, regeram a vida da Irmã Nadia Gavanski, de 82 anos, assassinada no convento das Irmãs Servas de Maria Imaculada, em Ivaí, Paraná, no último fim de semana.
Com 55 anos de vida religiosa, Irmã Nadia vivia a santidade escondida nas pequenas coisas: cuidava de suas flores, de suas plantas, de sua horta. Sempre foi silenciosa e discreta, e se tornou ainda mais delicada depois de sofrer um derrame, anos atrás. Não se comunicava mais pela fala, apenas pelo olhar; mas seu coração não precisava de muitas palavras. A vida de Irmã Nadia era dividida entre os afazeres do lar conventual e a oração: geralmente era a primeira a chegar e a última a sair da capela.
No sábado, depois do almoço, Irmã Nadia foi dar de comer às galinhas, como fazia diariamente. Então viu um homem desconhecido, que havia pulado o muro do convento para furtar o que encontrasse pela frente. Os dois olhares se cruzaram: o da vítima indefesa e o do seu algoz, que havia passado a noite bebendo e fumando crack.
O monstro, de 33 anos, tinha passagens na polícia por roubo e furto. Em dezembro, havia sido preso, mas foi liberado pelo juiz durante a famigerada audiência de custódia. Se tivesse continuado na cadeia, Irmã Nadia ainda estaria regando suas flores e fazendo suas orações na capela.
Está mais do que provado: a prevenção de pequenos delitos evita os maiores crimes. Mas, na visão esquerdista, dominante em nossa Justiça soviética, os criminosos, pequenos ou grandes, são vítimas da sociedade e merecem condescendência. Quem foi mesmo que recentemente decidiu que a posse de crack não pode ser motivo de prisão?
Pois eu respondo: foi o Imperador Calvo, o mesmo ministro que afastou do trabalho uma servidora pública e deixou-a esperando quatro horas em um presídio masculino por uma tornozeleira eletrônica, apenas por supor que ela teria vazado os termos do contrato de R$ 139 milhões da Imperatriz Consorte com o banco de um vigarista.
A máquina pública existe para proteger o Estado contra o cidadão, e não o contrário. Os inocentes pagam pelos culpados. O crime sem castigo é substituído pelo castigo sem crime
Nosso país está completamente dominado pelo crime, em todas as esferas. E aqueles que ousam denunciar a degradação geral tornam-se alvos preferenciais do sistema.
O assassino da Irmã Nadia invadiu o convento para furtar objetos e acabou roubando algo infinitamente mais precioso. Enquanto isso, o país vai sendo saqueado e comandado pelos próprios saqueadores.
Irmã Nadia, intercedei por nós!
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