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Imagem conceito de Asgardia, o projeto da primeira nação fora da Terra. Foto: Reprodução

Imagem conceito de Asgardia, o projeto da primeira nação fora da Terra. Foto: Reprodução

Que tal se, em vez de buscar uma cidadania de algum país europeu, por exemplo, você conquistasse uma cidadania espacial? Um grupo de cientistas lançou nesta quarta-feira (12) o projeto daquela que poderá ser a primeira nação do espaço: a “Asgardia”. A ideia tem como mentor Igor Ashurbeiyli, que é um bem sucedido empresário e cientista russo.

Mas não só isso, é também presidente do comitê de ciências do espaço da Unesco e o fundador do Centro Internacional de Pesquisa Aeroespacial (AIRC, na sigla em inglês) — ou seja, um cara respeitado.

De acordo com o projeto, esse novo território será montado em uma estrutura ainda inexistente na órbita da Terra. Terá capacidade para abrigar 100 mil moradores (todos humanos, ao que parece) e, o mais importante, será independente. Este último item é espinhoso, já que exigiria mudanças nas leis espaciais internacionais – hoje, os objetos enviados ao espaço são responsabilidade da nação que o enviou.

As vantagens do país espacial, descreve Ashurbeiyli, seriam o fato de ele ajudar a manter a paz na galáxia, proteger a Terra e desenvolver a tecnologia espacial.

É uma iniciativa um tanto ousada, principalmente pelo fato de não se ter muitas informações sobre como será a realização prática disso. Mas o grupo diz que lançará um satélite já em 2017 como forma de preparar o campo para a Asgardia. Os recursos financeiros, garantem os idealizadores, vêm dos membros do grupo.

Se você estiver interessado em desbravar este novo país, pode se inscrever pelo site lançado pelo projeto e pedir a cidadania (o processo é parecido com o do pedido de uma cidadania em nações terrenas e o requerente manterá também a sua cidadania terrena). É bom correr, pois cerca de 55 mil pessoas já haviam pedido a cidadania de Asgardia até a manhã desta quinta-feira (13).

Também pelo site há competições para elaborar bandeira, insígnias e hino “asgardiense” (ou “asgardiano”).

Mas não pense em se mudar nos próximos anos, já que a viabilidade deste projeto é questionável e a sua concretização dificilmente ocorra num período curto de tempo…

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